VOVÔ AMA A VOVÓ


       Foto: Rafael Torres

RELAÇÕES DE CASAL: DAR E RECEBER!

DESCUBRA COMO NÃO GASTAR ENERGIA COM O QUE NÃO VALE A PENA

AMOR: 4 PASSOS QUE PODEM SALVAR SEU RELACIONAMENTO

COMO AS EXPECTATIVAS AFETAM NOSSOS RELACIONAMENTOS?

DEPENDÊNCIA EMOCIONAL, O AMOR QUE APRISIONA

NÃO É OPÇÃO, É ORIENTAÇÃO

O CIÚME VEM DA FALTA DE ELOGIO E DE JURAS

VOCÊ É QUEM SABE

CARPE DIEM!

COMO É AMAR NA TERCEIRA IDADE PARA O HOMEM E A MULHER

RELAÇÕES DE CASAL: DAR E RECEBER!

Todas as relações se unem por um determinado tipo de vínculo, quer seja um vínculo de amizade, um vínculo de amor ou um vínculo social.

O vínculo nas relações de casal significa estar disponível para dar e receber o amor entre ambos. Mas este dar e receber requer um equilíbrio, uma ordem em que nenhum dos dois está em primeiro lugar, ou é inferior ou superior.

Nos casais onde se verifica uma desigualdade hierárquica evidente, denotam-se relações de grande injustiça e conflito com consequências negativas não só para o casal, mas para o resto da família, caso tenham filhos, ou familiares mais próximos. Frequentemente um assume o cuidado do outro, como que ocupando um papel maternal em que o outro ocupa uma posição de filho dependente e que necessita ser cuidado. Por vezes, também se podem observar discrepâncias hierárquicas quando um dos membros do casal é agressivo verbal e fisicamente e o outro passivo e subordinado, onde um tem todo o poder e o outro nada. Nestes tipos de vínculo relacional desequilibrado, observa-se uma relação de casal injusta onde um dá mais do que o outro e em que ambos assumem papeis que não lhes competem.

É importante que os casais possam assim definir as regras do dar e receber, e as funções de cada um no seio da relação. Essas mesmas funções podem ir sendo alternadas, indo-se assim compensando e reequilibrando o que cada um vai dando e recebendo na relação, em momentos distintos e consoante as necessidades.

Por vezes, o vínculo e o equilíbrio entre os casais são também afetados pelas influências das famílias de origem de cada um dos membros do casal. Por exemplo, um filho adulto que está emaranhado nos problemas de relacionamentos dos pais, com frequência levam esses problemas para própria relação. E se para além disto, este filho estabelece um vínculo de fidelidade com um dos pais, terá muitas mais dificuldades em estar disponível para um vínculo de casal.

A comunicação é outro dos fatores que influencia determinantemente o vínculo e relacionamento de um casal. Quando a comunicação não é clara, e as interpretações se sobrepões à realidade factual, os problemas emergem.

Na minha prática clinica encontro casais que desejam lutar pelas suas relações, que sentem amor e querem continuar juntos, mas não detêm as competências necessárias, quer de comunicação, quer de equilíbrio entre o dar e o receber, perdendo o respeito mútuo, a compreensão e a intimidade. As relações ficam inundadas de ressentimento, orgulho e revolta, deixando de conseguir transmitir os seus verdadeiros desejos, sentimentos e necessidades.

A comunicação quebra-se, o equilíbrio descompensa, o vínculo esmorece e a relação acaba…

Se os casais conseguirem aproximar-se mais das suas necessidades mútuas, comunicar sentimentos e desejos, resolver conflitos de forma equilibrada e respeitosa, distribuir funções equitativamente, entendendo as influências das famílias de origem: os vínculos fortalecem-se e a relação poderá ser positivamente duradoura, sólida e estável!

Fonte: oficinadepsicologia.com/relacoes-de-casal-dar-e-receber
Autora: Vanessa Damásio


“ME PREOCUPO E SOFRO COM AS COISAS DO DIA A DIA” / DESCUBRA COMO NÃO GASTAR ENERGIA COM O QUE NÃO VALE A PENA

Muitas vezes a pessoa gasta suas energias com situações ou alguém que não vale a pena. Fica preocupada com questões que não dependem dela ou ainda que não aconteceram e talvez nem aconteçam, remoendo pensamentos que não a acrescenta em nada de positivo. Ao agir dessa forma, sente irritação, tristeza ou angustia, perdendo a oportunidade de investir em algo bom e produtivo para sua vida.pessoa tensa mordendo

É comum que essa pessoa frequentemente leve os acontecimentos de sua vida muito a “ferro e fogo”, ou seja, de forma mais “pesada” e tensa. Ela perde o seu tempo sofrendo por coisas que não precisa. Sacrifica o seu bem estar olhando para a direção errada. Em vez de olhar para a solução ou como poderia melhorar, foca no problema (que na verdade, às vezes nem existe), não conseguindo sair desse ciclo vicioso de negativismo.

É inevitável, sempre haverá problemas, gente difícil de se relacionar ou mágoas e traumas para superar, mas isso não quer dizer que a pessoa precise gastar toda a sua energia com essas questões. É preciso buscar lidar de uma forma mais leve. Encontrar formas de administrar e enfrentar esses conflitos sem que eles dominem as emoções e a mente da pessoa.

Por isso é importante entender o que causa esse desgaste emocional. Refletir é um bom começo:
Que diferença isso faz na sua vida? Essa situação ou pessoa com quem você está gastando energia pode te ajudar em algo? O que ela representa para você?
Por que você se esforça, investe e insiste em alguém, em pensamentos ou comportamentos que não te faz bem? Será que isso tem relação com a sua história de vida? O que é seu nisso tudo?
Por mais estranho que a pergunta possa parecer, pense: será que você tem algum tipo de ganho se dedicando a essa situação? (por exemplo: Ser vítima da situação, e assim receber algum tipo de atenção. Ou então não ter que olhar para os problemas que dizem respeito a você, ao seu comportamento…)

A pessoa vai se desgastar muito se ficar constantemente remoendo sentimentos negativos. Isso a paralisa e a deixa sem forças para lutar por aquilo que realmente vale a pena. Por isso é fundamental entender o que causa isso, para assim interromper essa auto-sabotagem e aprender com esses conflitos.

É preciso recarregar as energias, usar o seu tempo para aquilo que possa te fazer bem, que possa te ajudar a superar suas limitações ou lidar com elas de forma mais assertiva. É fundamental saber diferenciar e reconhecer quando É ou NÃO É interessante se preocupar ou se esforçar por algo. Um jeito de perceber isso é avaliando a qualidade de seus pensamentos, das suas relações e dos seus comportamentos diante dos conflitos.

Que tal gastar energia consigo mesmo, com aquilo que te faz bem! Quando a pessoa se consome e fica sem energia desnecessariamente, é indicado o acompanhamento com o psicólogo.

Fonte: https://curitibapsicologa.wordpress.com


AMOR: 4 PASSOS QUE PODEM SALVAR SEU RELACIONAMENTO

O laboratório do amor da Universidade de Washington, Estados Unidos, estudou 3 mil casais nas últimas 4 décadas e consegue prever com 90% de precisão se um casal vai permanecer junto ou não.

O especialista em relacionamentos John Gottman dá conselhos para que casais consigam salvar seus relacionamentos, detectando os sinais de problemas e mudando a dinâmica entre os dois.

Veja primeiro quais são os “venenos” que, segundo Gottman, podem acabar com relacionamentos e, mais abaixo, os “4 antídotos” que podem salvá-los.

4 passos que ajudam a matar a relação

1. Crítica

Se você critica seu parceiro, ele/ela poderá pensar que é um ataque a sua personalidade ou a sua natureza. Isto é muito mais prejudicial ao relacionamento do que uma queixa ou um comentário negativo solto. E este é o mais comum dos quatro sinais de alerta de problemas no relacionamento.

2. Desprezo

Este é o mais forte presságio do fracasso de um relacionamento e geralmente se alimenta de pensamentos negativos guardados por muito tempo a respeito do companheiro/companheira. Nesse caso, é preciso prestar atenção a sinais reveladores como o uso do sarcasmo, insultos, zombaria ou ridicularização. Mesmo que na hora tudo pareça inofensivo, são expressões que frequentemente levam apenas ao conflito e não à resolução.

3. Estar sempre na defensiva

Ao se sentir atacado em uma relação, a reação mais comum é proteger os sentimentos, se fechando ou reagindo com raiva. Essa autoproteção é uma tentativa de evitar o que pode ser percebido como um ataque. Muitos se colocam na defensiva quando criticam o parceiro/parceira, mas na verdade é uma forma de culpar o outro.

4. O tratamento do silêncio

Ao perceber que não consegue lidar com os três sinais acima, seu parceiro/parceira (ou você) pode reagir se desconectando, dando as costas, fingindo estar ocupado ou demonstrando algum comportamento obsessivo. Isto evita o confronto. Mas esse fechamento dos canais de comunicação também tem como um dos efeitos o aumento no ritmo cardíaco a mais de cem batimentos por minuto, o que nos deixa fisicamente sobrecarregados.

4 passos que podem salvar a relação

1. Queixas sem culpa

Fale sobre seus sentimentos com seu companheiro/companheira usando declarações que incluam a palavra “eu”. Por exemplo: em vez de falar “você sempre fala de você mesmo”, diga “estou me sentindo ignorado (a); poderíamos falar sobre como foi o meu dia?”.

2. Cultura do respeito

Pense de forma positiva sobre seu parceiro/parceira, concentrando-se em suas características positivas. Demonstre estima e afeto. Mude expressões como “você é estúpido(a)” por “estou orgulhoso(a) pela forma como você lidou com essa situação”.

3. Assuma a responsabilidade

Mesmo nas situações em que os dois não estão de acordo, escute o que o outro tem a dizer e assuma parte da responsabilidade. Diga: “deveria ter me apressado” em vez de “é culpa sua estarmos sempre atrasados”.

4. Calma

Espere 20 minutos para reduzir seu ritmo cardíaco antes de começar uma discussão. Saia para caminhar ou leia um livro e apenas depois volte a conversar.

Outras recomendações

Peter Saddlington, psicólogo da Relate UK, organização britânica que há 70 anos oferece apoio a casais, também tem três recomendações principais:

– Peça conselhos

O mero fato de falar com alguém que não seja parte da relação pode ajudar. Se você não gosta muito de falar, tente desenhar o que você sente ou pensa.

– Programe-se

Separe semanalmente um tempo para a comunicação do casal. Estabeleça regras básicas, não interrompa o outro nem dê soluções imediatas. Empatize com o parceiro/parceira.

– Busque soluções

Se as investidas amorosas do parceiro(a) despertam apenas frieza, você pode estar sofrendo com a raiva e o ressentimento acumulados. Em vez de evitar esse aspecto de seu relacionamento, converse sobre seus sentimentos.

Com informações da BBC
Fonte: http://www.sonoticiaboa.com.br


COMO AS EXPECTATIVAS AFETAM NOSSOS RELACIONAMENTOS?

Psicólogos e terapeutas se deparam hoje em dia em seus consultórios com um número cada vez maior de pacientes com problemas e sofrimentos derivados dos relacionamentos.

Estresse, mau-humor, raiva e ansiedade são exemplos de emoções vividas por pessoas que estão dentro de uma relação.
Seja um namoro, um casamento ou mesmo uma relação chefe-funcionário, as pessoas criam expectativas sobre as outras e acabam esperando delas que ajam segundo suas vontades, ou como esperam que elas ajam.
A psicologia usa o termo projeção para definir...

"..um processo inconsciente e automático, através do qual um conteúdo inconsciente para o sujeito é transferido para um objeto, fazendo com que este conteúdo pareça pertencer ao objeto. A projeção cessa no momento em que se torna consciente, isto é, ao ser constatado que o conteúdo pertence ao sujeito." (Mednicoff, 2008, p. 71, Dossiê Jung)

Não há sofrimento em um relacionamento pelo fato do outro nos fazer algo que não gostamos, mas pelo fato de esperarmos que ele faça como queremos. A expectativa irreal cria o sofrimento. Quando nos apaixonamos, criamos um mundo fantasioso, projetamos no outro uma pessoa perfeita, ficamos “cegos”, com o tempo vamos percebendo que “a pessoa não era como imaginamos”, e com isso, culpamos o outro pela nossa infelicidade.

Conhecer o parceiro verdadeiramente é um exercício de realidade, requer adaptação, aceitação. Conviver com defeitos e com ações que não aprovamos é algo bem difícil, mas permite que aprendamos a lidar com o diferente e que nos tornemos pessoas mais completas.
Apaixonar-se é uma atividade muito saudável, mas se não cuidarmos, pode nos deixar sem controle e muitas vezes, fazemos coisas que não faríamos caso não estivéssemos “possuídos” por essa sensação.

Não existe regra para um relacionamento perfeito, já que se entende que não existem pessoas perfeitas. O que pode ajudar é pararmos de culpar o outro por não estarmos felizes e procurarmos em nós mesmos como permitimos que aquilo acontecesse, geralmente, percebemos por essa análise que em algum momento ficamos em silêncio quando deveríamos ter falado algo que nos incomodava, isso ocorre com muita frequência, já que queremos agradar nosso parceiro e isso acaba nos anulando. A longo prazo, nenhum relacionamento resiste quando um ou outro se anulam.

Relacionamentos saudáveis não são vividos por “metades da laranja”, precisamos ser “laranjas” inteiras que decidam ficar juntas, e não procurar no outro algo que nos complete, pois assim, estamos nos tornando dependentes do outro para ser feliz, e quando o outro age diferente de como imaginamos, nos decepcionamos, e o ciclo se repete.

Um bom diálogo, conversa, e principalmente honestidade, são deveras importantes para que um casal desfrute de um relacionamento real e não fantasioso. Sem isso, a decepção sempre virá quando algo acontecer diferente do que imaginamos.

Autor: Francisco Purcotes Junior
Psicologo Clinico
Enviado por: Analuiza


DEPENDÊNCIA EMOCIONAL, O AMOR QUE APRISIONA

Dependência emocional, o amor que aprisiona“Ela é bonita, inteligente, mas não consegue ser feliz sozinha. Está em um relacionamento destrutivo, faz de tudo pelo parceiro, se anula, se esgota por ele, mendiga atos de amor por parte dele. Não acredita em suas próprias capacidades, precisa da constante aprovação do companheiro e das outras pessoas, é insegura, sente ciúmes excessivamente, tem medo de ser abandonada e por isso se molda conforme a vontade alheia, se esquecendo completamente daquilo que ela realmente é. Quando seu relacionamento chega ao fim, tudo parece ser uma tempestade horrível! Passa pela fase do sofrimento quase insuportável, decide que “agora tudo será diferente” e por não acreditar em seu próprio valor, logo estará de novo envolvida com promessas de amor vagas, carícias e demonstrações de afeto não muito duradouras. Algo que, agora sim, parece ser a chave de sua felicidade, mas na verdade está em uma nova prisão.”

Essa é a descrição de um caso real. Nele foi citado o exemplo de uma mulher que vivencia a dependência emocional, mas é preciso deixar claro que isso pode ocorrer também com homens e em outros tipos de relação, como de amizade por exemplo.

Também é importante deixar claro que nem toda crise de ciúmes ou dificuldade de relacionamento é um caso de dependência emocional, às vezes a situação é sinônimo de falta de maturidade na relação – o que poderemos falar em outro momento.

Mas o fato é que há uma grande diferença entre o amor saudável, aquele nos impulsiona para frente, que nos faz evoluir e respeita as nossas individualidades, daquele “amor” que nos aprisiona, que de forma alguma é considerado saudável (pelo contrário, é tóxico e destrutivo) e que nos torna “dependentes”.

Como no caso citado acima, um relacionamento baseado na dependência emocional é aquele que mina nossa auto-estima, nos coloca para baixo, nos anula. Aquele onde uma pessoa esquece tanto de si mesma, que não toma mais nenhuma decisão sem que tenha a aprovação do outro, mesmo quando essa decisão está relacionada com seus gostos pessoais, com sua forma de se vestir, de cortar o cabelo. Tudo em busca de agradar ao outro e movido pelo medo de ser abandonado ou trocado.

Em alguns casos, o parceiro ou parceira “admira” essa dependência, pois de certa forma sente-se lisonjeado por ter alguém que faz tudo por ele, que demonstra “tamanho amor”. Mas o curso desta relação é o estágio em que este parceiro não se sente mais capaz de retribuir as necessidades de afeto exacerbadas, sente-se também aprisionado, sufocado pela necessidade de exclusividade do outro, vê sua privacidade invadida e sua liberdade desrespeitada e consequentemente a admiração inicial não existe mais. É uma relação fadada ao fracasso – mesmo que os dois nunca venham a se separar, porque um relacionamento fracassado nem sempre é aquele que chega ao fim, há casais que passam anos ou a vida toda sustentando uma relação pouco ou nada satisfatória.

Em outros casos, o parceiro até possui a consciência de que não supre as necessidades afetivas do outro, mas não faz questão de supri-las ou sequer se incomoda com isso. Pelo contrário, incentiva a dependência de tal forma que passa a controlar as escolhas do outro, as amizades, as relações familiares, a forma de se comportar. A outra pessoa, em plena dependência emocional então, se vê cada vez menos valorizada, com a auto-estima em pedaços, mas acredita que sua vida não faz mais sentido sem o outro, que os (poucos) momentos de afeto que recebe são suficientes, que ela não tem capacidade de ser mais amada ou melhor tratada e que ela deve lutar cada vez mais para preservar a relação, por mais destrutiva que ela possa ser.

Mesmo que este relacionamento problemático se encerre pela decisão de um ou de ambos, a pessoa que sofre com a dependência emocional provavelmente logo irá se envolver em outras relações que seguem o mesmo padrão.

É possível perceber que esta pessoa frequentemente se coloca também na posição de vítima, transferindo a responsabilidade por sua infelicidade ao outro e, apesar de certas vezes demonstrar estar decidida a “ser feliz” independente de tudo e de todos, no fundo, ela mesma não acredita nesta sua capacidade (por isso está sempre em busca de preencher o vazio com outro relacionamento).

Muitas vezes é difícil se perceber ou admitir estar nesta situação, mas o reconhecimento é o primeiro passo para a mudança. Ainda assim, mesmo com a consciência do que ocorre, pode ser bem difícil lidar com isso sozinho e tomar atitudes efetivas a respeito. Um profissional, como o psicólogo, pode auxiliar muito no autoconhecimento e na identificação de estratégias para que a pessoa possa alterar o seu padrão de relacionamentos.

Este autoconhecimento é essencial para lidar com a dependência emocional, pois quando o indivíduo se conhece, ele entende as origens e causas desta dependência, compreende os motivos que o levam a agir de determinada forma, passa a se valorizar, a aceitar suas limitações e fazer melhor uso de suas capacidades. Aprende também a ter autocontrole, pois aprende a fazer suas próprias escolhas e a lidar com seus próprios sentimentos e emoções. Reconhece quais são as suas reais necessidades e aquilo que realmente o faz bem. Confia em si mesmo e aprende a não depositar a sua felicidade em outra pessoa. Assume a responsabilidade por suas escolhas e deixa de se culpar ou de culpar os outros.

Por isso é tão importante (tanto quanto tomar consciência da situação) buscar auxílio psicológico.

Há muitos aspectos que ainda podemos abordar acerca deste tema e com certeza falaremos novamente.

Fonte: http://www.debatesculturais.com.br
Autora: Ane Caroline Janiro
É psicóloga clínica, idealizadora e editora do blog Psicologia Acessível.


NÃO É OPÇÃO, É ORIENTAÇÃO

Relacionar-se com alguém do sexo oposto ou do mesmo sexo não significa hetero ou homossexualidade; importa por quem somos atraídos

Muito se comenta que as novas gerações vêm experimentando relacionamentos sexuais com os dois sexos, para depois decidir (ou não) qual escolher. Experimentar não é prerrogativa das novas gerações. Além disso, a orientação sexual de uma pessoa não é definida pela sua prática, mas pela atração. Portanto, relacionar-se com alguém do sexo oposto ou do mesmo sexo não significa a hetero ou a homossexualidade. Importa por quem nos sentimos atraídos sexualmente: se por pessoa(s) do sexo oposto ou do mesmo sexo, o que indica orientação hetero ou homossexual, respectivamente.

Vale esclarecer que ninguém se torna hetero, homo ou bissexual por opção ou escolha. Um conjunto de influências de ordem bio-psico-socio-culturais nos inclina para esta ou aquela orientação (que não é opção) sexual. A homossexualidade (assim como a heterossexualidade) consiste, portanto, de uma tendência, para a qual nos orientamos, movidos pela atração.

Durante muitas décadas, prevaleceram os estudos sobre a importância das influências psicológicas nesse comportamento. Atualmente, cada vez mais os pesquisadores acreditam que nascemos com uma predisposição genética para esta ou aquela preferência sexual, sobre a qual se somam elementos educacionais, sociais e psicológicos, moldando a hetero, a homo ou a bissexualidade, entre tantas outras características sexuais. Pesquisas sugerem que alguns fatores, os quais vão determinar a orientação sexual, estão presentes desde cedo, mesmo antes do nascimento. Há cerca de vinte anos, os estudos apontavam para uma região do cromossomo X (locus xq28), a qual influenciaria a orientação sexual. Recentemente, um rastreamento do genoma humano retomou essa influência genética, ao localizar outras regiões com genes candidatos à predisposição para a homossexualidade, nos cromossomos 7, 8 e 10.

Mais fatores biológicos são implicados na determinação da orientação sexual: a exposição a hormônios durante a vida intrauterina, o número de irmãos do sexo masculino que antecedem o seguinte (resultando em resistência materna aos androgênios), o uso de medicamentos que modificam os níveis de testosterona, na circulação da gestante. Há evidências científicas de que esses níveis influenciam o desenvolvimento de determinadas áreas do cérebro, como o hipotálamo, parcialmente responsável pela atração sexual. Estudos com ressonância magnética funcional comprovam que o hipotálamo de homens homossexuais possui características mais similares ao de mulheres do que de homens heterossexuais.

Finalmente, a epigenética explica que um único gene não responde pela definição da orientação sexual, mas são os mecanismos de regulação de androgênios ( hormônios masculinos) que favorecem ou impedem a expressão de genes associados ao desenvolvimento dessa orientação . Estes genes seriam, portanto, regulados por marcas epigenéticas, que fazem parte da variação normal, transmitindo-se a novas gerações.

Há pessoas que se tornam cronologicamente adultas sem chegar a uma definição de sua orientação sexual, o que depende também do amadurecimento afetivo-emocional Contudo, ter algumas experiências com alguém do mesmo sexo, ao longo da vida, é totalmente diferente de ser um homossexual absoluto, conforme já argumentou Kinsey, em meados do século XX. Quem não assistiu ao filme sobre este pesquisador, deve fazê-lo.

A diversidade sexual, como todas as outras, merece respeito e mais conhecimento. A discriminação velada é tão negativa quanto a explicita. E só será debelada se, a partir da família, as diferenças forem conhecidas e respeitadas.

Autora: Carmita Abdo


O CIÚME VEM DA FALTA DE ELOGIO E DE JURAS

A insegurança vem da escassez de elogio no relacionamento. O medo de perder alguém decorre da ausência de reconhecimento. O ciúme é a falta de clareza de quanto é importante e insubstituível para o outro. Você enfrenta um processo de desvalia em que seu par cobra e reclama e implica e não verbaliza suas virtudes. Você não se enxerga amado e identifica qualquer um que se aproxima como ameaça. Há um rebaixamento, proposital ou involuntário, que acaba com seu amor próprio e criminaliza sua carência. Não é chamado de gostoso, seu desempenho na cama não é destacado, não vive uma aura de singularidade no casamento ou namoro. Sua sensibilidade e dedicação não são agradecidas. Se frequenta uma balada, a sensação é que não dança direito. Se janta em um restaurante, a sensação é que não se comporta direito.

É sempre questionado e criticado, mesmo quando age distraído. Parece que está devendo, existe uma reticência que não entrega o quanto é fundamental, o quanto foi escolhido.

Tanto o passado dela como o futuro surgem como quadros mais completos e promissores do que o presente que participa. Ela sugere que se divertia mais ou que era mais irreverente antigamente.

Você vai se encolhendo, esperando o pior, encurralado na sina de não ser o ideal, porém um esboço passageiro e um entretenimento pontual. É mais um, não é definido como o único.

Tem receio do que ela tenha vivido ou possa viver, capaz de evidenciar o contraste.

Ela não isola os momentos de vocês como os mais felizes, e sim recorda com freqüência o quanto foi livre e correspondida em carnavais anteriores.

O cotidiano a dois é tratado como automático, comum, normal, rasteiro, não importando a festa que faça, em contraposição desigual do jeito sublime que ela recorda dos seus antecedentes de solteira.

O rebaixamento da atual troca amorosa é um pretexto para a crise. A permanente insatisfação dela gera a queda irreversível de seu ego.

Pois sofre com uma desvantagem moral por dentro, derrotado na vaidade, implicitamente subjugado.

O ciúme é o medo da comparação, é o medo do resultado já que se entende diariamente avaliado e abaixo das expectativas.

Com exceção da perseguição patológica e da projeção dos próprios erros, o ciúme é a revolta por não se perceber valorizado. A pessoa ataca por se sentir atacada, julga por se sentir julgada, cria teses paranóicas porque nada é dito com objetividade. Não se projeta como indispensável, mas provisória e sujeita a rompimentos diante de ofertas mais generosas do destino.

O amor precisa falar, deve falar, portanto não poupe agradecimentos e juras durante a convivência. O casal jamais pode perder a exclusividade romântica, de que estão juntos por um encontro inspirado e que não há chance para terceiros ou divergências: ele é o homem de sua vida e ela é a mulher de sua vida.

Desentendimentos virão sem abalar esta certeza.

Se é uma ilusão, ainda é a melhor e duradoura. É uma ilusão a dois, muito superior ao ciúme, que é uma ilusão triste e solitária, feita do recalque de não ser admirado por quem mais ama.

Fonte: Jornal O Globo
Autor: Fabrício Carpinejar


VOCÊ É QUEM SABE

Até pouco tempo as definições das disfunções sexuais se baseavam nas opiniões de especialistas

Grande quantidade de informações e comentários acerca de como se definem as disfunções sexuais (falta de desejo, falta de excitação, ejaculação precoce, falta de ereção, anorgasmia, entre outras) nos tem sido disponibilizada nos últimos anos. Entretanto, um dos maiores desafios ainda é delimitar quando e em que circunstâncias um corriqueiro problema sexual passa a ser uma disfunção. Condições como a demora para conseguir ejacular e a falha de ereção podem caracterizar apenas variações da resposta sexual, absolutamente naturais, ou representar tão somente alterações transitórias daquele funcionamento sexual considerado adequado. Podem, ainda, ser sintomas de doenças, como diabetes, ou resultar de conflitos do relacionamento ou de questões de ordem pessoal — desemprego, luto, dívidas, excesso de trabalho.

A evidente falta de consenso nessas definições dificulta que se conheça a prevalência dos quadros disfuncionais, ou seja, em que medida a população costuma estar propensa a essa ou aquela disfunção. No entanto, conhecer os índices de prevalência é fundamental para se avaliar o impacto de uma doença sobre a sociedade e estabelecer prioridades em políticas de saúde pública.

Até bem pouco tempo, as definições das disfunções sexuais se baseavam nas opiniões de especialistas e não eram sustentadas por evidências clinicas. Além disso incluíam adjetivos vagos, tais como rápido, mínimo, insatisfatório, caracterizando as disfunções respectivamente como ejaculação rápida, impotência mínima, excitação insatisfatória, e assim por diante. Felizmente, os avanços científicos deram origem a pesquisas mais bem estruturadas e com o objetivo de se conseguir melhores critérios diagnósticos. Como resultado desses esforços (e com respaldo nas queixas de pessoas comuns), “ejaculação que ocorre em 1 minuto ou menos após a penetração vaginal” é o que caracteriza essa disfunção ejaculatória — a ejaculação precoce — desde que essa precocidade seja incontrolável e cause ao homem desconforto na relação sexual.

Outra situação bastante inovadora é o reconhecimento crescente nos meios acadêmicos de que o comportamento sexual do homem e o da mulher são diferentes, o que os conduz a respostas sexuais (desejo, excitação, orgasmo) próprios de cada gênero. Mais do que isso, deve-se levar em conta a complexidade das experiências sexuais que são únicas para cada pessoa. Exemplificando: as motivações das mulheres para o sexo diferem, de uma para outra, determinando que o desejo sexual seja desencadeado por variados estímulos. Enquanto uma mulher é suscetível a um afago no pescoço, isso pode ser desagradável para outra que prefere um elogio “rasgado” aos seus dotes físicos, segredado ao pé do ouvido...

A mais recente classificação americana (“The Diagnostic and Statistical Manual, DMS-5, 5th edition") procurou contemplar todas as questões destacadas, estabelecendo critérios e limites para distinguir o que é disfunção sexual do que não é. Essa classificação sugere também a duração de seis meses ou mais e ocorrência em mais de 75% dos encontros sexuais para se considerar uma dificuldade sexual como possível disfunção — e não apenas um problema transitório e sem relevância.

Os especialistas estão revendo conceitos, adotando novos critérios, ampliando/ restringindo fronteiras. O assunto assim colocado parece complexo e distante do cotidiano do cidadão e da cidadã comuns. Nem tanto.

Melhor do que qualquer manual, você pode e deve avaliar se o sexo que faz é excelente, bom ou deixa a desejar...

Fonte: Jornal O Globo
Autora: Carmita Abdo


CARPE DIEM!

No Dia do Sexo, uma discussão sobre a masturbação: os homens a aceitam na mulher, mas a recíproca não é verdadeira

Todo dia pode ser de sexo. Mas hoje é o Dia do Sexo. Para comemorar, relembramos que muitos avanços e mudanças no conhecimento que se tem do assunto vêm sendo feitos nas últimas décadas. A própria masturbação, classificada como doentia pela Organização Mundial da Saude até meados dos anos 1970, hoje tem outra interpretação. Mas não são poucos os que ainda defendem que o sexo a dois é a única alternativa saudável para a vida sexual. A masturbação, para esses, representa um desajuste a ser combatido.

De longa data e mantendo tradições sem base científica, estabeleceram-se os mitos sexuais, muitos dos quais persistem com grande impacto sobre os diferentes segmentos da sociedade. Eles advertem que a masturbação “cria” pelos nas mãos, enfraquece o corpo, enlouquece, causa anemia e acne, entre outros tantos prejuízos. Em contrapartida, estudos apontam essa modalidade como importante etapa do desenvolvimento sexual e confirmam que pessoas que se permitem a masturbação são mais desinibidas no relacionamento a dois. Ou seja, quem se masturba na adolescência consegue melhor desempenho sexual na vida adulta.

Se boa parcela das mulheres brasileiras referem nunca ter se masturbado (quase 40%, segundo o estudo Mosaico Brasil, coordenado por mim), o mesmo não ocorre com os homens, os quais se masturbam com relativa frequência, especialmente porque a permissividade (e até o incentivo) familiar e social os tranquiliza e isenta de culpa pelo “natural” impulso à autoestimulação. Esse comportamento lhes é tão comum que a maioria deles já fez “fantasias” da parceira se masturbando, como preliminar, durante o ato sexual. Também aceitam e não se aborrecem quando elas se estimulam sozinhas, para ficarem mais excitadas na relação.

Surpreendentemente, a recíproca não é verdadeira. As mulheres em geral se sentem bastante incomodadas ao “descobrirem” essa tendência em seus parceiros. Além de aborrecidas, consideram-se enganadas, traídas. A falta de aceitação, ou mesmo repulsa feminina à masturbação do homem, seja sob o estímulo de algum tipo de mídia, seja pelo auxílio da imaginação, faz com que eles evitem conversar sobre o assunto com suas parceiras.Mas não abandonam o hábito. Pelo contrário, passam a praticá-lo às escondidas, o que amplia o prazer, já que é proibido.

Estabelece-se assim o triângulo, muito menos pela presença concreta de uma terceira pessoa entre o casal, mas pela existência de um segredo.

Raros se encorajam a declarar abertamente que consideram a masturbação uma prática positiva, uma atividade complementar (que é), especialmente nas situações ou períodos em que a parceira está impedida momentaneamente, por excesso de trabalho, distância ou menstruação.

Ao aceitar nele essa necessidade, é coerente que a mulher também se libere. O autoestímulo é um exercício hoje recomendado às mulheres, inclusive por terapeutas sexuais: ao se masturbar, a mulher desenvolve o conhecimento do seu corpo e aprende a identificar como ele responde. Descobrindo uma forma de atingir o orgasmo solitário, habilita-se para a próxima etapa, a aquisição do orgasmo compartilhado no encontro sexual. Após identificar por si mesma o que causa excitação, a intensidade do toque que conduz à satisfação sexual, as respostas do corpo e o tempo despendido para chegar ao clímax de prazer, a mulher estará mais apta a comunicar essas descobertas ao/à parceiro/a, então mais bem monitorado/a para estimulá-la. Vale mencionar que essa comunicação não é necessariamente verbal: movimentos corporais, insinuações e gestos são alternativas eficientes e fazem a ponte entre o polêmico ato masturbatório e a enaltecida relação sexual.

Fonte: Jornal O Globo
Autora: Carmita Abdo
Enviado por: Francisca Seixas


COMO É AMAR NA TERCEIRA IDADE PARA O HOMEM E A MULHER

O amor e a sexualidade não estão condicionados apenas ao corpo físico, nem atrelados exclusivamente à idade biológica, estão também inscritos nos universos que tratam da cultura, da história e de nossa subjetividade. Não é porque a pessoa alcançou determinada idade que ela não poderá se apaixonar novamente e vivenciar um grande amor, uma relação duradoura e significativa. Não necessariamente precisa deixar de lado os sentimentos em função de uma convenção social. Aos velhos é permitido amar da mesma forma que os jovens, porque o amor e a sexualidade fazem parte de toda uma vida. As categorias etárias não são suficientes para aprisionar o desejo e a paixão.

Infelizmente na sociedade ocidental moderna prevalece a ideia de que os jovens são os responsáveis pela reprodução da espécie e aos velhos é atribuída a espera da morte. No caso das mulheres a situação é mais chocante, o corpo feminino é visto como o receptáculo para a concepção de uma nova vida e depois da menopausa, muitas mulheres acreditam que a função sexual e a sexualidade devem ser aposentadas e que não vão conseguir um bom desempenho sexual. Sabemos que com o avançar da idade nosso corpo sofre modificações, e desde que não haja a incidência de doenças crônicas degenerativas, entre outras, nada impede que as pessoas com mais idade tenham uma vida sexual prazerosa. Amor, sexo e prazer deve estar presente em todos os relacionamentos, até mesmo nas pessoas de mais idade.

Com relação aos relacionamentos, na velhice a diminuição do número de parceiros sociais e a redução do contato social refletem a relativa perda de significado de algumas metas e do significado das emoções na vida dos idosos. A redução do contato com os amigos é maior para os homens do que para as mulheres. Isso porque os interesses são diferentes, as mulheres estão mais voltadas para o outro, buscam mais contatos sociais e aumentam suas redes de relações.
O vínculo com irmãos parece fornecer uma proteção contra a depressão. O contato com filhos e netos é importante para o bem-estar subjetivo. A interação social é cada vez mais motivada pela regulação da emoção e menos motivada pela obtenção de informação.

Relações sociais são fontes de felicidade e saúde

RYFF e SINGER (2001) pesquisadores em psicologia do envelhecimento, afirmam que os relacionamentos sociais são a maior fonte de felicidade, ajudando no controle do desprazer e na manutenção da boa saúde. Em estudo sobre emoções e relações sociais no envelhecimento, procuraram entender os mecanismos pelos quais as relações contribuem para o bem-estar emocional e que tipos de interações são mais satisfatórias. Concluíram que as relações em que as pessoas estabeleciam uma ligação mais segura e duradoura e experimentavam afetos positivos estavam mais associadas com o alto bem-estar afetivo. Já pessoas que tinham ligações inseguras ou que evitavam contatos demonstraram baixos níveis de bem-estar emocional.

Em pesquisa realizada em 2003 na Unicamp, com idosas na qual investiguei o conteúdo dos discursos de mulheres idosas, foi possível identificar emissões referentes às experiências afetivas, consideradas como emissões subjetivas, e emissões relativas a experiências de vida prática, consideradas emissões objetivas. As experiências afetivas foram relatadas quando falavam do tema: “O namoro no tempo de juventude”. Sobre esse tema as idosas fizeram uma reflexão sobre suas experiências afetivas vivenciadas não só no tempo de juventude, mas em todo o curso de vida.

As mulheres idosas valorizavam as experiências do passado, mostrando-se motivadas para relembrar essas experiências. No segundo tema, sobre a sua vida prática atual, as idosas relataram experiências afetivas atuais e falaram sobre o sentido que as atividades práticas têm em suas vidas. Reproduzir experiências afetivas e ações vivenciadas no passado e no presente, provavelmente faziam com que elas se sentissem como fonte de informação, uma forma de se sentirem valorizadas e de manterem sua imagem social.

As emissões (relatos) positivas subjetivas foram principalmente relativas aos valores que as idosas davam aos relacionamentos, às amizades e à vida familiar. Elas demonstraram satisfação em lembrar-se de suas experiências afetivas do tempo de juventude. As que não tiveram namorado falaram de experiências de outras pessoas, explicaram as razões do não-namoro e do não casamento e, igualmente, avaliaram essas condições. Seus discursos foram mais curtos.
Para as mulheres que foram casadas ou que tiveram relacionamentos estáveis, as emissões negativas objetivas ao primeiro tema foram associadas a experiências negativas vivenciados com o companheiro. As solteiras relataram experiências ruins que alguém da família havia vivenciado, demonstrando revolta pelo sofrimento e medo de se envolver afetivamente com alguém.

Quanto às emissões negativas subjetivas foram principalmente relativas a lembranças tristes e desagradáveis com relação à família, e que impediram as idosas de dar continuidade aos seus relacionamentos afetivos. As idosas solteiras foram as que mais revelaram sofrimentos relacionados com desilusão amorosa e problemas que experenciaram com os pais e com o namorado. As viúvas revelaram tristeza sobre a vida afetiva atual, relatando saudades do companheiro e falta de um outro relacionamento estável e com significado.

Ao tratar das relações na velhice, sabemos que ainda existem estudos exaustivos a respeito, porquanto, o sujeito é novo e vasto e os conhecimentos a respeito estão em constante aprofundamento. O envelhecimento pode ser visto hoje como uma trajetória de conquistas, uma vez que muitos esforços têm-se despendido para se alcançar a longevidade e velhice bem-sucedida. As mulheres compõem a parcela maior dessa população envelhecida, apesar de estarem mais vulneráveis às doenças, à violência, à depressão, à perda de papéis sociais, à discriminação, situações que as expõem a fatores de risco e estresse.

A mulher no processo de envelhecimento, além de vivenciar mudanças na área da sexualidade, menopausa, climatério, entre outras mudanças orgânicas, vive simultaneamente mudanças psicossocioculturais, que irão exigir maior adaptação por parte da mulher. Assim nem todo envolvimento estará ligado ao funcionamento do corpo e sim aos aspectos subjetivos, afetivos e significativos.

Uma senhora me disse certa vez em forma de poesia, que o amor que sentia pelo novo namorado que conhecera após a viuvez, era um amor silencioso e transparente, é grito sem voz, é amor entorpecente, é amor irresponsável e sem virtude é emoção de juventude.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mentenaterceiraidade_amar.htm
Autora: Elisandra Vilella G. Sé


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