DICAS DE SAÚDE

30 DICAS CONTRA A ANSIEDADE (ALIMENTAR)

DIABETES ESTÁ RELACIONADO AO AUMENTO DE PESO MÉDIO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

TIREOIDE É UMA DAS GLÂNDULAS MAIS IMPORTANTES DO CORPO HUMANO, CONHEÇA AS FUNÇÕES DELA

TRANSPLANTE DE FLORA INTESTINAL PODE SER UTILIZADO PARA PREVENÇÃO DE DOENÇAS METABÓLICAS

ENTENDA PORQUE SENTIMOS MAIS FOME NO INVERNO

EPIDEMIA DE ESPOROTRICOSE NO ESTADO ASSUSTA CARIOCAS

PROGRESSOS NA LUTA CONTRA O CÂNCER

COMER ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA C PODE EVITAR A PROGRESSÃO DA CATARATA?

ENTENDA A DIFERENÇA DA VACINA DA GRIPE DO SUS E DA REDE PARTICULAR

EFEITOS DA VITAMINA D NO ORGANISMO

TOMAR REMÉDIO VENCIDO FAZ MAL?

DIABETES TIPO DOIS

EPILEPSIA

ATIVIDADES QUE AJUDAM A ESTIMULAR E MANTER UMA BOA MEMÓRIA

 

30 DICAS CONTRA A ANSIEDADE (ALIMENTAR)

1. A finalidade não é “deixar de sentir ansiedade” mas aprender a lidar com ela.
2.Fazer “regime” é grande fonte de ansiedade. “Regime” está ligado à punição, privação, frustração. É “tudo ou nada” ou a gente faz e “não come” ou não faz e devora o que vem a frente. Troque o “regime” por uma orientação nutricional personalizada, equilibrada e SABOROSA! Quem faz regime quer resultados para ontem...

3. Não tente abreviar o processo bancando a “faquir”, pulando refeições ou jejuando para “ir mais rápido”. Além de não adiantar, sua ansiedade será aumentada e você irá direto para o prato. Não fique sem comer por mais de 3 ou 4 horas. Favorece os ataques de comer.

4. É normal sentir ansiedade diante de situações novas e não previstas . Planeje, dentro do seu estilo de vida, horários aproximados e constantes para suas refeições e o que irá comer. Você se acostumará a sentir fome nestes horários.

5. Fome não é catástrofe! Quando senti-la, calma! Observe que sentirá sensações diferentes da “vontade de comer” (um certo vazio no estômago, às vezes fraqueza, etc). Não vá como uma doida para qualquer alimento. Aceite-a tranqüilamente como uma sensação saudável do seu organismo que você irá satisfazer com a comida que foi planejada, ingerida lentamente, muito bem mastigada, concentrando-se “com todos os sentidos”, saboreando cada bocado, fazendo pausas entre as garfadas. De quando em quando preste a atenção na sensação de saciedade que está aparecendo. Pergunte-se “ainda estou com fome?” Se estiver, coma um pouco mais, senão pare! ACOSTUME-SE A COMER PORQUE TEM FOME E NÃO PORQUE HÁ COMIDA DISPONÍVEL.

6. Claro que existem alimentos que devem ser ingeridos dentro de limites, mas não os elimine. Cuidado com “alimentos proibidos!” Dão muita ansiedade, tentação, depois culpa e sensação de “estar tudo perdido!” Não “tranque a boca!” Abra-a com RESPONSABILIDADE!

7. Pior que “sair da dieta” é “achar que saiu da dieta”. A culpa, a sensação de fracasso, leva a uma baita ansiedade que poderá levá-la a comer muito mais. O problema de um bombom a mais é levar à caixa toda, como forma de autopunição.

8. Aceite seus “escorregões”.Encare esses episódios com serenidade. Caiu? Levanta! Errou? Corrige! Falhas ocorrerão e deverão ser encaradas como oportunidades para aprendizagem!

9. INCLUA O PRAZER NA SUA DIETA E EM TODO O SEU ESTILO DE VIDA. Mudar estilo de vida é mudar hábitos. Um novo comportamento só irá se constituir um hábito se for prazeroso.Prazer na comida sim senhora! Comida monótona, ruim, sem gosto leva ao desânimo! AGORA, PRAZER NÃO É QUANTIDADE MAS QUALIDADE! É DADO PELO TEMPO EM QUE MANTEMOS PEQUENA PORÇÃO DO ALIMENTO EM CONTATO COM A PAPILA GUSTATIVA!

10. Da mesma forma, faça exercícios físicos que lhe dêem prazer. O melhor exercício é aquele que, mesmo cansada hoje, você sente vontade de fazê-lo amanhã e não o que é só uma obrigação chata que você não vê a hora de se livrar.

11. Não fique o dia todo pensando em sua dieta e maldizendo-se porque é gorda. Aprimore os outros aspectos da sua vida. Divirta-se, leia, encontre seus amigos! FAÇA! AUMENTE SUAS FONTES DE PRAZER! NÃO EVITE SITUAÇÕES “PORQUE ESTÁ GORDA”.

12. Pergunte-se o que você espera do emagrecimento! Não espere resolver todos os seus problemas adquirindo uma silhueta mais fina! O desapontamento pode ser grande...

13. Verifique se não está havendo uma “ligação direta” da ansiedade decorrente de dificuldades de resolver problemas no dia a dia com a comida. O único “problema” que a comida resolve é o da fome e da nutrição. Os demais precisarão de outras alternativas.

14. Cuidado com os falsos padrões de beleza, inatingíveis para a maioria das pessoas! A busca de um falso objetivo torna-se muito angustiante! Não existe beleza sem saúde e você pode ser bonita sim, sem renunciar à sua individualidade. Desenvolva uma “identidade estética!” Seja você mesma!

15. Fuja do mito do “peso ideal”. Troque-o por “PESO VIÁVEL”. Aquele clinicamente saudável, que a deixe bonita e que seja fácil manter. RESPEITE SEU TIPO FÍSICO.

16. DESENVOLVA SUA AUTO-ESTIMA OU ESTARÁ SEMPRE ANSIOSA E INSATISFEITA! Lembre-se que, tão importante como SER ou ESTAR bonita É SENTIR-SE BONITA! Beleza é uma questão de imagem e AUTO – IMAGEM!

17. Não tenha pressa para emagrecer. Você ficará ansiosa, frustrada, sempre com a sensação de que “não está dando certo” e daí para a comida é um pulo...

18. Cuidado com a “balançomania”. Pesar-se toda hora, todo dia traz enorme grau de frustração. A flutuação de peso é esperada e mal interpretada é realmente angustiante.19. O stress é companheiro da ansiedade. Desenvolva mecanismos anti-stress. Pratique atividades prazerosas, alguma forma de relaxamento, alguma atividade esportiva recreativa e não competitiva, administre seu tempo. Faça aquilo que você pode realmente fazer em determinada situação. Não se preocupe com o que não pode ser feito! Não adiante nada e você ficará menos ansiosa. INCLUA-SE EM SUA AGENDA!

20. A compulsão alimentar é disparada pela ansiedade. Identifique os primeiros sinais de risco (pensamentos, situações, emoções etc) e faça algo que seja prazeroso e incompatível com ato de comer. Tenha consigo uma lista destas atividades e as acione ao primeiro sinal de ansiedade. Visitar ou telefonar para uma amiga, fazer uma atividade física, digitar um trabalho no computador, escrever, pintar ou fazer um trabalho de argila etc.

21. Adie o mais possível a satisfação do impulso de comer. Se ao sentir os primeiros sinais de ansiedade você der uma caminhada verificará que sua “vontade” de comer diminuiu! O tempo é seu grande aliado!

22. Não tenha alimentos de risco em casa. Se você sentir-se ansiosa para devorar chocolate e tiver que sair para comprá-lo ganhará tempo. Compre só uma unidade. Volte para casa, anote no seu diário alimentar que irá comê-lo. Espere cinco minutos e coma-o lentamente. O chocolate não foi proibido e o impulso foi bastante enfraquecido. Se estiver ansiosa por um bolo, prepare-o. Não o tenha em casa.

23. ALGUMAS FORMAS DE ANSIEDADE ALIMENTAR DECORREM DE PROBLEMAS PSICOLÓGICOS NÃO RESOLVIDOS: afetivos, conjugais, de relacionamento, sexuais, timidez excessiva, depressão, etc. NÃO EXITE EM PROCURAR AJUDA DE UM PROFISSIONAL. Muitas vezes estes fatores mantém uma obesidade e, tratados, levam a pessoa ao emagrecimento.

24. Determinados momentos da vida, mal avaliados, geram grande ansiedade. A mãe que criou seus filhos pode sentir-se “sem função”. Suas fontes de prazer escasseiam e a comida poderá ser priorizada. Se você criou e encaminhou seus filhos, parabéns! Mas a vida não acabou! Faça um curso, reuna suas amigas, vá a uma academia! Cultive outras formas de prazer!

25. VIVA O DIA DE HOJE! Ontem já se foi e o amanhã ainda não veio! O tempo é HOJE!

26. Valorize o que você já fez. Não fique lamentando o que não fez ou o que deveria ter feito!

27. Estabeleça metas viáveis. Por exemplo, começar a caminhar dez minutos todos os dias esta semana. Certamente poderá cumpri-las. Propostas do tipo “vou correr 10 km por dia”, se você é sedentária, são descabidas e causam frustração. Gratifique-se a cada meta conquistada!

28. Você deve emagrecer, por sua saúde, sua beleza, sua vontade. Não para agradar quem quer que seja. Desenvolva uma motivação interna.

29. VIVA ENQUANTO EMAGRECE. NÂO ESPERE EMAGRECER PARA VIVER.

30. COMA QUANDO TIVER FOME! NÃO COMA QUANDO ESTIVER ANSIOSA!

Fonte: Boa Forma "http://www.sitemedico.com.br


DIABETES ESTÁ RELACIONADO AO AUMENTO DE PESO MÉDIO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

A insulina é produzida pelo pâncreas e liberada na circulação sempre que os níveis de glicose sobem - o que ocorre após as refeições - mantendo em equilíbrio as taxas de açúcar no sangue. O diabetes surge quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina em quantidades suficientes (diabetes tipo1) ou quando existe falha na ação e/ou secreção da insulina (diabetes tipo 2).

A incidência do diabetes está aumentando em todo o mundo. Isso pode ser explicado pelo excesso de peso da população, principal fator de risco para o seu desenvolvimento. Quando existem familiares com diabetes o risco é ainda maior. Atualmente, cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença.

O diabetes tipo 2 é o mais comum, sendo responsável por 9 em cada 10 casos. Era conhecido como o diabetes "do idoso", porém, os jovens têm sido afetados numa proporção cada vez maior. Pessoas com risco elevado devem ficar atentas, pois é possível prevenir o desenvolvimento da doença. Se o diabetes já estiver instalado, a detecção precoce e o tratamento adequado previnem suas complicações.

Não devemos esperar pelos sintomas característicos da doença, como perda de peso inexplicada, aumento do apetite, aumento da sede e da vontade de urinar, pois, quando os sintomas aparecem, a doença já está descompensada. Nesse caso, pode-se afirmar que houve um atraso de cerca de 10 anos no seu diagnóstico.

Taxas cronicamente elevadas de glicose no sangue aumentam as chances das complicações crônicas da doença, como alterações visuais, prejuízo da função renal, problemas vasculares e neurológicos, que podem culminar com a amputação de membros, além de alterações cognitivas e aumento do risco de fraturas ósseas.

Já a esteatose hepática (popularmente conhecida como gordura no fígado) está presente em cerca de 40 a 70% dos diabéticos. Pode causar sintomas como desconforto abdominal e cansaço, mas, em geral, é descoberta de forma acidental durante a realização de exames de sangue ou de uma ecografia. Pacientes diabéticos e aqueles com excesso de peso têm um maior risco de apresentar doença progressiva (cirrose), algumas vezes com necessidade de transplante hepático.

Muitas vezes, a oportunidade de prevenir essas complicações é perdida, pois muita gente tem medo de realizar os exames, pensando que se receberem o diagnóstico terão que fazer grandes restrições no seu dia a dia, o que não é verdade. As recomendações quanto à alimentação e exercícios físicos são as mesmas utilizadas para a população geral, ou seja, preconiza-se a manutenção de um peso saudável através de alimentação equilibrada, além da prática regular de exercícios físicos. O segredo está em planejar e organizar as refeições, com melhores escolhas alimentares e atenção às quantidades consumidas.

Uma série de medicamentos têm sido desenvolvidos, possibilitando o controle adequado dos níveis glicêmicos. Em conjunto, essas medidas têm diminuído a mortalidade e melhorado a qualidade de vida dos pacientes diabéticos. Então fique atento: procure fazer acompanhamento médico e exames de sangue regularmente, pois isso pode mudar o seu destino!

Autora: Dra. Daniele Tokars Zaninelli, endocrinologista do Hospital VITA


TIREOIDE É UMA DAS GLÂNDULAS MAIS IMPORTANTES DO CORPO HUMANO, CONHEÇA AS FUNÇÕES DELA

O hipo e o hipertireoidismo se manifestam entre os 30 e os 40 anos

Quando se fala em “glândula”, é comum imaginar uma estrutura pequena, localizada em algum canto escondido do corpo e, muitas vezes, sem uma função bem definida. A tireoide (ou tiroide), contudo, além de ser uma das maiores glândulas do corpo — tem, em média, de 15g a 25g —, é responsável por controlar órgãos vitais, como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. A glândula interfere ainda no crescimento infantil, no ciclo menstrual, na fertilidade, no peso, na memória, no humor... A importância da tireoide, entretanto, é proporcional ao desconhecimento geral sobre ela. Elaboramos um breve guia para explicar como a tireoide funciona em todas as etapas da vida, do nascimento à velhice.

Atenção desde a primeira infância
Desde os primeiros momentos de vida, a tireoide mostra a que veio. Garantir que o funcionamento da glândula está perfeito é tão importante que a avaliação é feita logo na primeira semana após o nascimento, na triagem conhecida como teste do pezinho. A condição é chamada de hipotireoidismo congênito (HC). O HC é hereditário: quando acontece, o organismo não consegue produzir T4 (tiroxina) e todo o desenvolvimento, tanto cerebral quanto corporal, fica comprometido. Felizmente, o distúrbio é relativamente raro: atinge cerca de 1 em cada 4 mil recém-nascidos.

A endocrinologista Gisah de Carvalho alerta: é primordial que o tratamento comece nos primeiros 15 dias de vida da criança. “Até o nascimento, os hormônios maternos suprem essa necessidade”, justifica. “Quando a criança nasce, vai precisar da tireoide imediatamente. Como ela não vai funcionar, é importante garantir administração de hormônio tireoidiano nos primeiros 15 dias, que é uma substância idêntica ao hormônio natural.”

O primeiro mês de vida é crucial para evitar danos à saúde da criança no futuro. Nesse período, os hormônios tireoidianos estão associados às sinapses. Isso significa que a falta deles impede também que os neurônios se comuniquem adequadamente, ocasionando o retardo mental. “É uma doença gravíssima. A criança pode, literalmente, ter problemas mentais caso não receba tratamento”, reforça Adriana Beleato Balancieri, médica pediatra especialista em endocrinologia pediátrica.

Uma questão de equilíbrio
O formato da tireoide lembra uma borboleta, devido aos dois lobos, um de cada lado da estrutura. Está localizada na parte anterior do pescoço, abaixo do pomo de Adão (o famoso “gogó”). A estrutura produz dois hormônios: T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Ambos atuam em todos os sistemas do organismo.

Desnecessário dizer que uma glândula tão essencial para o funcionamento do corpo precisa estar em equilíbrio e em perfeito estado de funcionamento. Porém, nem sempre a produção do “combustível” está adequada. Quando isso acontece, há dois cenários possíveis: a pouca produção dos hormônios, que resulta em uma condição chamada hipotireoidismo; e a fabricação hormonal desenfreada, conhecida como hipertireoidismo.

Gisah Amaral de Carvalho, presidente do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), explica que a produção insuficiente dos hormônios faz com que o corpo funcione de forma mais lenta. “O paciente sente mais frio, uma vez que perde parte da capacidade de produzir calor. O coração bate mais devagar; a pele fica seca; pode ter queda de cabelo e intestino preguiçoso”, enumera. Outros sintomas clássicos, segundo a médica, são alterações (e até ausência) no ciclo menstrual, retenção de líquido, diminuição da memória, desânimo e, em alguns casos, depressão.

O hipertireoidismo, como o nome sugere, é a antítese da falta de T3 e T4: como o corpo não “estoca” o combustível, usa-o por completo e o organismo se acelera. Taquicardia, sudorese, intolerância ao calor, irritabilidade, insônia, aumento da frequência intestinal e diminuição de peso são alguns dos resultados desse open bar de hormônios. De acordo com Gisah de Carvalho, o hipotireoidismo é mais comum na população adulta: chega a 10%. Em mulheres que já estão na menopausa, o número aumenta para 15%. “Já o hipertireoidismo é mais raro, atinge apenas 1,5% da população”, frisa.

Adolescência e histórico familiar
Quando o hipotireoidismo aparece ao longo dos primeiros anos de vida, há sérios riscos para o desenvolvimento intelectual da criança. Adriana Balancieri explica que, até os 5 anos de idade, as doenças podem dificultar o aprendizado. “Podem aparecer também distúrbios de crescimento, visto que os hormônios são essenciais para esse fim.” Quanto mais o diagnóstico demora, mais riscos para a criança. Ganho de peso, queda de cabelo, unhas fracas e cansaço excessivo são alguns dos indícios de que a tireoide da criança talvez não esteja saudável.

A perda no crescimento é irreversível. Segundo a pediatra, se uma criança com a tireoide saudável deveria crescer de 5cm a 7cm por ano, por exemplo, uma com hipotireoidismo crescerá apenas 4cm. “Esses centímetros que ela deixou de crescer não voltam mais”, reforça. Se a criança está “ligada na tomada”, se tem insônia e não ganha peso, os pais devem ficar atentos para a possibilidade do hipertireoidismo.

A condição é menos comum e a inciência maior é no sexo feminino. “Ao contrário do hipotireoidismo, no hiper, a criança apresenta insônia, agitação, queda de cabelo, tremores nas mãos, palpitação e dificuldade em manter-se focada.” Esse último sintoma atrapalha a vida escolar dos pequenos: o aprendizado fica comprometido, já que a memória e a concentração desaparecem no ar.

Na adolescência, não há mais tanto risco para o desenvolvimento intelectual, uma vez que já está quase completo nessa etapa. Mas a dificuldade de concentração, típica dos adolescentes, permanece. No caso de jovens com hipertireoidismo, duas particularidades chamam atenção, segundo Balancieri: o bócio (aumento da região anterior do pescoço) e os olhos saltados. “Olhos avermelhados também são características do hipertireoidismo”, completa.

Nesse período, as causas de ambas as doenças são, geralmente, genéticas. Por isso, é importante que pais que já foram diagnosticados rastreiem a saúde dos filhos após os dois anos de vida. “A chance de os filhos também desenvolverem (as doenças) é especialmente alta na adolescência”, completa a pediatra. “Sabemos também que há algumas substâncias químicas na alimentação, nos pesticidas e em alguns cremes de cabelo também interferem nos hormônios.” O ideal é evitar alimentos industrializados e dar lugar a comidas orgânicas, sem adição de pesticidas.

Na maturidade, um perigo latente
O hipo e o hipertireoidismo se manifestam, sobretudo, entre os 30 e os 40 anos. Nessa fase da vida, as alterações hormonais de longo prazo mostram finalmente suas consequências. A principal delas, no caso do hipotireoidismo, é a falência da glândula.

O aspecto positivo da progressão lenta é que é possível descobrir a condição em tempo hábil para um tratamento mais efetivo. “A pessoa pode passar anos nesse quadro e, depois de um impacto emocional intenso, como perda do emprego ou término de casamento, o processo ser acelerado e a inflamação evoluir”, pondera Sérgio Vencio, endocrinologista.

Em idosos, os sintomas dificultam o diagnóstico. Pele seca, perda de memória, depressão, falta de energia, sensação de frio (mesmo em temperaturas amenas) e cansaço são, muitas vezes, confundidos com o próprio processo de envelhecimento. Isso faz com que a doença passe despercebida. “Além de tudo isso, no idoso o hipotireoidismo causa uma apatia ainda maior que o normal”, completa Gisah Amaral de Carvalho, presidente do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).

O problema é que o próprio envelhecimento é o culpado pela prevalência do hipotireoidismo em idosos, já que o tempo também passa para a glândula. Alguns medicamentos também afetam a tireoide e podem causar (ou acelerar) a complicação. “O hipertireoidismo é perigoso, porque há mais chances de arritimia cardíaca, aumenta a palpitação. Isso é um agravante para os idosos, porque eles já são naturalmente mais suscetíveis a problemas cardíacos”, reforça a médica.

Faça o autoexame
É possível identificar alguns sintomas iniciais de que a tireoide está com algum problema. Veja como:

Material necessário: copo com água e um espelho (se possível, de cabo).

1. Segure o espelho e procure no seu pescoço a região logo abaixo do pomo de Adão (popularmente conhecido como gogó). Sua tireoide está localizada aí.

2. Estenda a cabeça para trás para que essa região fique mais exposta. Focalize-a pelo espelho.

3. Beba um gole de água e engula.

4. Com o ato de engolir, a tiroide sobe e desce. Observe se há alguma protrusão ou nódulos na glândula. Repita o teste várias vezes até ter certeza.

5. Ao notar protrusões, procure um endocrinologista.

QUESTÕES SOBRE A TIREOIDE

A equipe de redação do site da SBEM selecionou algumas dúvidas de pacientes sobre disfunções da tireoide. As perguntas abaixo foram enviadas pelo “Fale Conosco” do site e respondidas pelo Dr. Helton Ramos.

Alimentação e Disfunção da Tireoide

Pergunta: Minha esposa tem  hipotireoidismo causado pela Tireoidite de Hashimoto. Ela tem 36 anos e faz uso diário de levotiroxina sódica em dosagem definida (e ajustada) pelo médico. Diante de tantos efeitos desconfortáveis que podem se manifestar quando os níveis estão desregulados, tenho dúvida sobre a relação entre a alimentação e a disfunção da tireoide. Há alimentos que é melhor evitar? Há alimentos recomendados que aumentem o bem-estar ou diminuam o desconforto de alguns sintomas?

Resposta do Dr. Helton Ramos: Não. Não há nada a se recomendar quanto à alimentação. Se ela toma a quantidade indicada e os níveis hormonais estão bons, ela nem deveria sentir sintoma algum. Se ainda assim persistir algum sintoma, isto não poderia ser atribuído ao hipotireoidismo, uma vez que o tratamento está adequado.

Efeitos dos Medicamentos

Pergunta: Estive lendo no site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia sobre hipertireoidismo. Me interesso muito pelo assunto, pois tenho caso na família de hipertireoidismo. A pessoa faz uso de medicamentos da tireoide já toma há mais de 10 anos e nesse tempo desenvolveu diabetes e perda parcial do músculo. Tem alguma relação? Enfim, procuro uma saída, pois os médicos de Bauru não têm muita informação sobre esta doença.

Resposta do Dr. Helton Ramos: Desconheço que o hipertireoidismo possa causar diabetes ou perda de músculo. Estas informações não são precisas. Pode haver uma associação entre Hipertireoidismo e Diabetes tipo 1, pois ambas são doenças autoimunes. Você ainda não esclarece a causa do hipertireoidismo que se refere. Doença de Graves? Nódulo autônomo? Bócio multinodular tóxico? Cada causa de hipertireoidismo tem uma abordagem terapêutica diferente. O tipo de tratamento ainda vai depender de muitos outros fatores como a idade do paciente, riscos cirúrgicos e gravidade do caso. Consulte um endocrinologista. 

Desânimo e Baixa Auto-Estima

Pergunta: Há anos sofro com problemas por causa da minha tireoide, sempre faço os exames de sangue e vou a vários médicos, mas sempre dizem a mesma coisa: que não podem me receitar os tais hormônios pois os níveis de T3 e T4 não estão altos nem baixos demais. Porém, tenho 33 anos e preciso muito trabalhar, mas sinto um desânimo horrível e baixa autoestima. No ano passado larguei uns 5 empregos por causa disso. Não tenho vontade de amar meu marido, muito de vez em quando, e só quero dormir. É horrível porque sou um pessoa super ativa mas não consigo fazer mais nada. Li na internet que o selênio é ótimo para esses sintomas que sinto, gostaria de saber se é natural ou se é química?

Resposta do Dr. Helton Ramos: Os sintomas que você sente são inespecíficos e se você realmente não apresenta alteração dos níveis de TSH e T4 Livre, provavelmente não possui tireoideopatia alguma. A reposição de selênio não melhora a função da glândula tireoide. Você não melhora um hipotireoidismo com reposição de selênio.

Queda de cabelo

Pergunta: Tenho uma queda de cabelo muito acentuada. Existe algum tratamento especial para quem tem Hashimoto para inibir a queda de cabelo?

Resposta do Dr. Helton Ramos: A queda de cabelo pode se relacionar aos altos títulos de anticorpo antitireoidiano. Portanto se os títulos ainda forem altos pode haver uma queda de cabelo. Uma consulta com o dermatologista ajudaria a melhorar o problema enquanto os níveis de anticorpos caem com o tempo.

Gravidez e Aborto Espontâneo

Pergunta: Após vários exames, minha médica solicitou um exame da tireoide e constatou que eu estou com ela abaixo do normal. Minha duvida é se eu posso ter tido um aborto espontâneo, porque em um dos períodos menstruais tive uma forte hemorragia e saiu grande quantidade pedaços e só agora que descobri que estou com problema na tireoide. Pode ter ocorrido um aborto?

Resposta do Dr. Helton Ramos: Provavelmente seu caso trata-se de hipotireoidismo (disfunção da tireoide, onde há baixa produção do hormônio de tireoide). O Tratamento é simples e consiste na reposição com levotiroxina. Hipotireoidismo não causa sangramento menstrual. Existem relatos de maior número de abortos espontâneos em pacientes com hipotireoidismo/Tireoidite de Hashimoto (causa do hipotireoidismo) relacionado ao alto nível de anticorpos antitireoidianos. Um tratamento adequado reduz muito o risco de problema em gravidez futura.

Pergunta: Gostaria de saber mais sobre o hipotireoidismo em grávidas. O que pode ocorrer ao feto?

Resposta do Dr. Helton Ramos: O Hipotireoidismo, sobretudo no primeiro trimestre da gravidez (quando a tireóide fetal ainda não está completamente desenvolvida), deve ser bem tratado. Estudos recentes relacionam QI (inteligência) da criança  ao grau de hipotireoidismo na gravidez. O mais importante é fazer a reposição na dose correta.

Pergunta: Tive câncer de tireoide papilífero, retirei toda glândula em 2004, hoje tomo Puran t4 112mg. Meu exame de sangue acusa um estímulo para glândula de 0,04, isso é baixo, um outro referencial que fico quase com hipertiroidismo. Estou me sentido muito bem, mas estou tentando engravidar, com esta taxa é possível? O que devo fazer?
 
Resposta do Dr. Helton Ramos: Deve procurar um endocrinologista. O exame de seguimento do câncer é a tireoglobulina, que permite afirmar se o câncer foi curado e está sob controle. O TSH próximo a zero indica uma dosagem alta de levotiroxina, mas após qualquer história de câncer de tireoide recomenda-se mesmo usar doses mais altas de levotiroxina nos primeiros anos de acompanhamento e deixar o TSH próximo a zero. Não existe problema na gravidez. Mas é mais indicado que você fique com níveis hormonais normais (nem hiper e nem hipo) durante a gestação.

Fontes: Sociedade Brasiliera de Endocrinologia e Metabologia (Sbem)
Site SaúdePlena
Autora: Gláucia Chaves - Revista do CB
Colaboração de: Zeca Pizzolato


TRANSPLANTE DE FLORA INTESTINAL PODE SER UTILIZADO
PARA PREVENÇÃO DE DOENÇAS METABÓLICAS

Técnica foi abordada na palestra do médico endocrinologista
Dr. Filippo Pedrinola durante o ICAD Brazil 2016

O transplante de microbiota intestinal, ainda pouco utilizado em humanos no Brasil, mas já aplicado em países como os EUA, foi tema da apresentação do médico endocrinologista Dr. Filippo Pedrinola nesta quinta-feira, 16 de junho, primeiro dia do ICAD Brazil 2016 – Congresso de Dermatologia Estética e Envelhecimento Saudável, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. A técnica, que já foi muito testada em laboratório no Brasil, pode evoluir para se tornar uma intervenção médica preventiva para doenças metabólicas.

“Vivemos em uma época de doenças metabólicas que têm na alimentação e nos hábitos e comportamentos seus principais desencadeadores. Conforme entendemos melhor isso e nos aperfeiçoamos nos tipos de bactérias que queremos para cada caso, podemos ter no transplante uma medida de saúde básica, prevenindo essas doenças”, explicou o palestrante.

Segundo o Dr. Pedrinola, os benefícios da manipulação da flora intestinal, além da redução de riscos de doenças metabólicas, são as diminuições de índices de diabetes, gordura no fígado, câncer, além de doenças cardiovasculares.

“No Brasil, esse tipo de procedimento já é realizado em UTIs, com troca de bactérias para auxílio no tratamento de pacientes. Então também pode ser usado como tratamento, mas há um grande potencial evolutivo nessa técnica”, ressaltou o endocrinologista.

Ainda sobre o tema, o Dr. Filippo Pedrinola mostrou algumas relações da má alimentação com doenças, especialmente com as inflamações de intestino. “O nosso trigo, muito rico em glúteo, por exemplo, é um alimento que ativa a produção de citocinas que causam inflamações no intestino”, destacou, citando também as carnes e alimentos muito gordurosos, que agem da mesma forma.

Entre as soluções para os problemas de intestino estão a maior ingestão de frutas, ricas em nutrientes de defesa do órgão, e de Ômega 3, responsável por aumentar a produção de células reguladoras do funcionamento do intestino. “Há ainda a opção de tratamento com prébioticos, encontrados em alimentos como mandioca, com os próbioticos, encontrados nos lactobacilos, além do transplante”, concluiu.

Enviado por: ICAD Brazil 2016


ENTENDA PORQUE SENTIMOS MAIS FOME NO INVERNO

Você já reparou que a chegada do frio no inverno é quase sempre acompanhada por um aumento do nosso apetite? É comum sentirmos que a fome cresce nessa época do ano e diminui no verão. Além disso, com o frio, parece que temos vontade de comer alimentos mais calóricos e gordurosos, não é mesmo? Quem trocaria, no inverno, um fondue de carne, queijo ou chocolate por uma saladinha com arroz integral e um grelhado? Realmente é uma troca difícil.

Essas sensações podem, em parte, ser explicadas pela ciência. No inverno nosso corpo gasta mais energia para manter a temperatura estável e, para compensar essa perda energética, precisamos consumir mais calorias. Porém, se não tomarmos cuidado, corremos o risco de exagerar e, como consequência, terminar o inverno com alguns quilinhos extras e os exames de colesterol alterados.

Isso foi o que mostrou um estudo realizado em Campinas (SP), que acompanhou 227 mil indivíduos, entre 2008 e 2010. Os pesquisadores verificaram que os níveis de colesterol "ruim" (LDL) aumentavam significativamente no inverno e diminuíam no verão. Entre as possíveis explicações para esse fato estão que, no inverno, ocorre:

1. A mudança dos hábitos alimentares, com um aumento do consumo de alimentos gordurosos que podem elevar o colesterol "ruim";

2. A diminuição da prática de atividade física, já que no frio as pessoas tendem a se exercitar menos;

3. A diminuição da exposição ao sol, que diminui os níveis de Vitamina D, podendo afetar indiretamente os níveis de colesterol.

Todos esses comportamentos acabam se enquadrando como fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes.

Para evitar esses problemas relacionados à chegada do inverno devemos tomar alguns cuidados especiais. Várias estratégias podem ser utilizadas para se sair bem na estação mais fria do ano.

Confira 5 dicas práticas da nutricionista da Sanavita Michelle Douek que irão te ajudar:

- Se está difícil comer aquela salada fria, que é tão apetitosa no verão, experimente preparar sopas com legumes e verduras cozidos, evitando, é claro, a adição de ingredientes gordurosos como creme de leite.

- Com a fruta o raciocínio é parecido. Se a forma crua não está agradando, uma boa alternativa é cozinhá-las no micro-ondas ou no vapor, e consumi-las quentinhas.

- Quando optar por uma bebida apenas para se esquentar, prefira chás ao invés de chocolate quente.

- Para acompanhar o lanche, uma boa opção é aproveitar as bebidas à base de colágeno. Por serem ricas em proteínas, elas prolongam a sensação de saciedade, podendo contribuir para o controle do peso.

- Não deixe o inverno atrapalhar a sua prática de atividades físicas. Elas são ótimas para o controle do peso, para a saúde em geral e, ainda, ajudam a esquentar o corpo nessa época mais fria.

Fonte: Revista Exame
Enviado por: Miriam Bastos


EPIDEMIA DE ESPOROTRICOSE NO ESTADO ASSUSTA CARIOCAS

Doença, que também ataca humanos, preocupa autoridades de saúde, mas mal tem cura

O Estado do Rio enfrenta uma epidemia de esporotricose, doença que afeta animais, principalmente gatos, transmissível a humanos. Trata-se de micose que provoca lesões profundas na pele, semelhantes à leishmaniose. No gato, pode ser mortal. Já em humanos, tem cura. De acordo com as secretarias de Saúde do estado e do município, os números da enfermidade, causada por um tipo resistente de fungo, o Sporothrix schenckii, são preocupantes.

De acordo com a Vigilância Sanitária, só de janeiro a maio a rede municipal atendeu 1.581 casos de esporotricose em gatos. O número representa quase a metade do total de atendimento do ano passado, que foi de 3.253, o que fez o órgão a lançar a campanha ‘Esporotricose — um risco para seu gato e para você’.

Nos últimos dois anos, a doença já infectou 1.845 pessoas. Só na capital, 622 cariocas foram contaminados entre 2014 e 2015. Não há registro de óbitos humanos. “A situação vem se complicando com o passar do tempo, principalmente nas zonas Norte e Oeste. Mas é preciso deixar claro que a doença é curável e que os donos de gatos não devem abandonar e, muito menos, sacrificar os animais”, pondera a médica veterinária da Vigilância Sanitária Municipal Bárbara Montes. Ela aconselha a quem cria gatos castrar os animais e mantê-los o maior tempo possível em casa para evitar possível contágio nas ruas e quintais.

Segundo Bárbara, a contaminação ocorre através do contato das garras do animal com material orgânico em decomposição, como cascas de árvores, palhas, farpas, espinhos e o solo. “Com o fungo instalado, o gato transmite a doença através de arranhões, mordidas e contato direto com a pele lesionada”, alerta.

Três meses de remédio

A psicóloga Helena Cardoso Mourão, de 38 anos, de Botafogo, contraiu esporotricose quando atuava como voluntária num abrigo de gatos. “Eu cuidava de uma gata, de nome Ceci, que adquiriu o fungo e de quem acabei contraindo a doença. Começou com uma leve lesão nas costas, que aumentou e desencadeou um inchaço lombar”, lembra Helena, ressaltando que teve de tomar antifúngico oral por três meses. “Hoje, eu e a gata não temos nenhum vestígio do mal”, atesta Helena.

Com o aumento do número de casos de esporotricose, a Vigilância Sanitária ampliou o atendimento nas unidades de zoonoses e medicina veterinária. O Instituto de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (IPDF, no Largo do Bodegão 150, em Santa Cruz), e o Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (IJV, na Av. Bartolomeu de Gusmão 1.120, São Cristóvão), disponibilizam atendimento gratuito. São feitos encaminhamentos de material para análise em laboratório, medicações, orientações para o tratamento em casa, castração e monitoramento. Além dos animais levados pelos donos, as unidades também tratam daqueles abandonados nas ruas.

Animal deve ser cremado

Para lidar com animais contaminados por esporotricose, é preciso usar luvas; limpar o ambiente com água sanitária; manter os felinos em local seguro e isolado e cremar animais que não resistirem, pois o fungo sobrevive na natureza. Outra recomendação é não fazer curativos locais nem banhar gatos doentes.

Pesquisador em Dermatologia Infecciosa do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Dayvison Freitas afirma que a esporotricose despontou em 1998. Sua pesquisa adverte grupos específicos que se tornam de risco, em que a esporotricose pode até matar, como gestantes e portadores de dacriocistite, síndrome de Sweet e Aids.

Tratamento é demorado

Dependendo dos estágios da doença, medicamentos antifúngicos orais podem ter que ser administrados por período de tempo prolongado, em alguns casos ultrapassando seis meses. Nos gatos, estágios avançados da doença, com múltiplas e graves lesões, são de difícil tratamento, e esta indicação deve ser avaliada criteriosamente somente por um veterinário.

Estudos já comprovaram que o gato é o animal doméstico mais sensível à esporotricose. O cão raramente adoece, e dificilmente transmite a doença a outros animais. A esporotricose no cão quase sempre se inicia com feridas no focinho, membros ou no corpo, e ocorre após contato com gato doente.

O fungo Sporothrix schenckii, encontrado na natureza, pode se instalar em diversos tipos de animais, mas atinge mais os gatos por conta, segundo estudos, dos hábitos de caça, contato com a terra, com árvores e de disputas por território, por sexo e brigas entre eles, que facilitam a disseminação da doença em virtude de arranhaduras e mordeduras.

Fonte: Jornal O Dia


PROGRESSOS NA LUTA CONTRA O CÂNCER

Câncer é um nome genérico para mais de uma centena de doenças que podem se originar em, praticamente, todos os tecidos do organismo. O fenômeno inicial é, provavelmente, a mutação de um gene que leva à multiplicação desordenada das células e que têm, em cada tecido, características próprias de apresentação, evolução e resposta a agentes terapêuticos. Daí já se pode concluir que não existe um tratamento único, mas uma enorme quantidade de recursos terapêuticos, muitos com atividade específica.

Nos tumores sólidos, as células podem se desprender do tumor original e pela circulação sanguínea e linfática, atingir outros órgãos, gerando o que se chama de metástase, o que agrava a situação. A Oncologia tem evoluído muito, com o aperfeiçoamento das técnicas de cirurgia dos tumores malignos e metástases, o melhor conhecimento da biologia dos tumores, o progresso da quimioterapia com a introdução de medicamentos mais eficientes e com menos efeitos colaterais, o aperfeiçoamento técnico da radioterapia, o despontar da imunoterapia, a evolução da enfermagem oncológica e dos cuidados paliativos, isso só para citar os avanços recentes mais importantes dessa ciência médica.

A cura para algumas dessas doenças é possível e transformação de muitas delas em doenças crônicas, tratáveis e potencialmente curáveis, já se vislumbra. O tratamento, atualmente, ainda se concentra na tentativa de retirar o tumor ou de destruir as células malignas. A tentativa de destruição das células malignas com quimio e radioterapia lesa também células e tecidos normais, uma vez que o objetivo é destruir células em fase de multiplicação, o que vem a ser um dos grandes obstáculos aos bons resultados do tratamento.

Com a evolução do conhecimento, a tentativa é bloquear ou impedir o mecanismo que leva à mutação que dispara a doença. Nos últimos 20 anos, tem sido desenvolvida essa nova forma de quimioterapia: a chamada terapia-alvo. Nela, se faz uso de drogas que agem diretamente nas células malignas, poupando as normais que não apresentam a mesma aberração molecular, estrutural e/ou funcional. É importante frisar que o advento dessas novas drogas não abole a quimioterapia convencional. Muitos esquemas terapêuticos atuais, que têm trazido bons resultados, associam drogas-alvo e quimioterápicos já em uso há vários anos. As chamadas drogas-alvo, a maioria anticorpos monoclonais, agem por diferentes mecanismos. São eles:

1. Inibição da angiogênese: inibição da formação de novos vasos sanguíneos, que pode ocorrer em muitos tumores;

2. Modulação da expressão gênica: inativando ou inibindo o gene anômalo responsável pela mutação celular;

3. Inibição da resposta das células tumorais a fatores de crescimento;

4. Morte celular: mecanismos de destruição direta das células tumorais.

Outras formas de terapia-alvo são:

1. Hormonioterapia: as células normais em muitos tecidos obedecem a controle hormonal e as células tumorais podem conservar essa propriedade. Embora seja uma forma já bem estabelecida e não tão recente, é útil no tratamento de tumores em que o agente terapêutico bloqueia a resposta das células tumorais a hormônios.

2. Imunoterapia: também as pesquisas nessa área já não são tão recentes. Visam estimular as células normais de defesa do organismo, principalmente linfócitos, para destruir as células anormais. Esse estímulo pode ser obtido por meio de anticorpos monoclonais ou de um fator chamado interferon, que é produzido por células envolvidas na imunidade (linfócitos e histiócitos) e tem a capacidade de ativar a função antitumoral de células de defesa.

O câncer é uma área da Medicina que se concentra um dos maiores volumes de estudo. Para se ter uma ideia, vale lembrar que de 2012 a 2014 houve mais de 300.000 publicações científicas sobre a doença. Uma área de pesquisa que começa a apresentar resultados positivos é o conhecimento de alterações genéticas ligadas ao câncer. Um exemplo prático e importantíssimo é o desenvolvimento de drogas-alvo para o tratamento da leucemia mieloide crônica, depois da descoberta de uma alteração cromossômica específica: o cromossomo Philadelphia, cuja origem é uma troca de material genético entre dois cromossomos.

Outras pesquisas tentam encontrar mecanismos de correção das aberrações genéticas nas doenças em que tais alterações podem ser identificadas. O conhecimento de genes presentes em diferentes gerações de mesmas famílias e que determinam o aparecimento de neoplasias nos portadores, é importante na prevenção e diagnóstico precoce dos tumores. É o caso de alguns tumores de mama, cólon e de ovário, para citar exemplos de tais situações, em que a identificação precoce do problema e o tratamento preventivo trazem resultados promissores.

Tão importante quanto o conhecimento do diagnóstico e tratamento do câncer é a prevenção, que deveria até fazer parte do currículo escolar. A alimentação, o fumo e a exposição exagerada e errônea ao sol são exemplos de fatores que devem merecer a atenção de pais e educadores.

De um modo geral, tanto a escola como a família, se preocupam muito com doenças infecciosas e parasitárias: preocupam-se com hábitos higiênicos para sua prevenção, cuidam da vacinação preventiva de doenças comuns na infância, o que é uma iniciativa da maior importância, mas esquecem que a exposição a fatores ambientais e hábitos até considerados inocentes,  podem trazer perigo de enfermidades graves, como o câncer.

O câncer de colo uterino pode ser prevenido pela vacinação contra o HPV, o que deve ser rotina para adolescentes. Esses devem também receber orientação com relação a doenças sexualmente transmissíveis, como AIDS, que pode ser responsável por algumas formas de câncer, como linfomas e sarcoma de Kaposi. Estima-se que até 90% de tumores malignos podem estar ligados à exposição a fatores ambientais. O tabagismo pode ser responsável por 30% das neoplasias, principalmente de pulmão, mas não devemos esquecer-nos dos tumores de mama, bexiga, estômago, rim e laringe.

Campanhas contra o hábito de fumar devem fazer parte obrigatória do ensino, principalmente para evitar que crianças e adolescentes o adquiram. A obesidade é outro fator esquecido ou ignorado por grande parte da população, mas que pode estar ligada a tumores, como de mama, por exemplo. Alguns agentes podem ser apontados como causa isolada de neoplasias, como a bactéria Helicobacter pylori, considerado um provável agente causador do câncer de estômago. Preocupação também existe com relação ao papel de poluentes ambientais, defensivos agrícolas e conservantes alimentares, como potenciais agentes oncogênicos.

De um modo geral, a classe médica e, em especial, os oncologistas aceitam como práticas preventivas do câncer: abolição do tabagismo e alcoolismo, alimentação saudável com variedade de frutas e verduras, atividade física regular e conhecimento do histórico familiar. A exposição exagerada e muito prolongada ao sol também deve ser banida. Deve-se lembrar, contudo, que a exposição moderada ao sol é salutar e necessária para a síntese de vitamina D, essencial para o metabolismo do cálcio e manutenção da saúde óssea. A deficiência de vitamina D tem sido apontada como um fator de risco para alguns tumores, inclusive de mama. Também é recomendado que mulheres se submetam à mamografia anual a partir dos 40 anos e exame citológico vaginal (Papanicolaou) anual a partir dos 60.

Para homens, a recomendação mais comum é a dosagem do PSA e toque retal anualmente a partir dos 50 anos. É provável que essas boas práticas preventivas possam evitar 1/3 dos casos de câncer.  

Autor: Dr. Valdir de Paula Furtuado é médico formado pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação pela American College of Physicians e Fundação W. K. Kellogg, nos Estados Unidos. É especialista em Patologia Clínica, Hematologia, Clínica Médica e Cancerologia. É também professor aposentado da UFPR, membro do American College Of Physicians e da Academia Paranaense de Medicina.


COMER ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA C PODE EVITAR A PROGRESSÃO DA CATARATA?

Pesquisa do Reino Unido é a primeira a mostrar que a dieta e o estilo de vida podem superar a genética quando se trata de doença ocular comum

Uma dieta rica em vitamina C pode reduzir em um terço o risco da progressão da catarata, sugere um estudo publicado no Ophthalmology, jornal da Academia Americana de Oftalmologia. A pesquisa também é a primeira a mostrar que a dieta e o estilo de vida podem desempenhar um papel maior do que a genética no desenvolvimento de catarata e de sua gravidade.

“A catarata ocorre naturalmente, em decorrência da idade o cristalino torna-se opaco. Apesar da grande evolução da cirurgia moderna de catarata, a moléstia permanece a principal causa de cegueira global, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares, que lançou, recentemente, o livro Cirurgia de Catarata com Femtosegundo, CICAFE, pela editora Cultura Médica.

Pesquisadores do King College, de Londres, analisaram se determinados nutrientes dos alimentos ou suplementos podem ajudar a prevenir a progressão da catarata. Eles também tentaram descobrir se fatores ambientais, tais como a dieta, importavam mais ou menos que a genética nesse processo.

A equipe examinou dados de mais de 1.000 pares de gêmeos do sexo feminino no Reino Unido. As participantes responderam a um questionário alimentar para controle da ingestão de vitamina C e de outros nutrientes, incluindo as vitaminas A, B, D, E, cobre, manganês e zinco. Para medir a progressão da catarata, imagens digitais foram utilizadas para verificar a opacidade do cristalino das participantes do estudo, em torno dos 60 anos de idade. Os pesquisadores realizaram o acompanhamento de 324 pares de gêmeos por cerca de 10 anos.

“Durante o curso da pesquisa, as dietas ricas em vitamina C foram associadas com uma redução de risco de 20% da catarata. Após 10 anos, os pesquisadores descobriram que as mulheres que relataram consumir mais alimentos ricos em vitamina C tiveram uma redução de risco de 33% da progressão da catarata. Os fatores genéticos foram responsáveis ​​por 35% da diferença na progressão da catarata. Fatores ambientais, tais como a dieta, foram responsáveis ​​por 65%. Estes resultados tornam o estudo o primeiro a sugerir que os fatores genéticos podem ser menos importantes na progressão da catarata do que pensávamos antes”, informa o diretor do IMO.

Segundo os pesquisadores, a vitamina C inibe a progressão da catarata devido às suas propriedades antioxidantes. O fluido dentro do olho é normalmente elevado em vitamina C, o que ajuda a evitar a oxidação, que encobre o cristalino. Mais vitamina C na dieta pode aumentar a quantidade presente no fluido em volta da lente, proporcionando proteção adicional. “Os pesquisadores observaram que os resultados referem-se apenas ao consumo de nutrientes através dos alimentos e não de suplementos vitamínicos”, destaca Centurion.

“A descoberta mais importante do estudo foi que a ingestão de vitamina C, a partir de alimentos, parece proteger contra a progressão da catarata. Embora não possamos evitar totalmente o desenvolvimento da catarata, podemos atrasar seu início e manter o seu agravamento significativamente, sob controle, pela ingestão de uma dieta rica em vitamina C”, diz o diretor do IMO.

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ENTENDA A DIFERENÇA DA VACINA DA GRIPE DO SUS E DA REDE PARTICULAR

População ainda não conhece a diferença entre a vacina trivalente, disponível no SUS, e tetravalente, adquirida na rede particular. Ambas oferecem proteção ao vírus H1N1, mas imunizam contra outras cepas da Influenza A e Influenza B

O Ministério da Saúde começou a distribuir nesta sexta-feira (01/04) as primeiras doses da vacina contra a gripe para os estados que quiserem adiantar a campanha de vacinação marcada para começar oficialmente no dia 30. O que motivou a decisão foi a antecipação do surto da doença que assusta principalmente São Paulo. Neste ano, já foram confirmados 305 casos de um subtipo da gripe Influenza A, o H1N1, em 11 estados e no Distrito Federal. Desde janeiro, 46 pessoas morreram em decorrência da doença no país. O número assusta porque já é maior que o total de 2015, quando 141 pessoas tiveram a doença e 36 foram a óbito. Até agora, em Minas, foram notificados três casos de H1N1, sendo que dois evoluíram para óbito. Por aqui, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) decidiu não mudar o período de imunização por considerar que o estado “apresenta um quadro dentro do esperado para a sazonalidade da Influenza”.

A preocupação com a gripe H1N1, que já esvaziou das prateleiras das farmácias da cidade de São Paulo o medicamento indicado para combater o vírus, também tem levado pessoas a procurar por doses restantes da vacina da gripe de 2015 não só na capital paulista, mas em outras cidades do país.

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, explica que a proteção para o H1N1 oferecida pela vacina trivalente, disponível no ano passado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a mesma da vacina deste ano. Então, considerando apenas esse subtipo de gripe, foi adotada como medida de emergência em São Paulo a estratégia de usar as doses que sobraram de 2015 para conter o surto de H1N1 naquele estado. Porém, tanto o subtipo H3N2 quanto o subtipo da Influenza B de 2016 são diferentes da vacina de 2015. Portanto, quem tomou a vacina de 2015 para se proteger do surto atual, deverá voltar ao posto de saúde para atualizar a imunização. O intervalo recomendado entre uma e outra é de 30 dias.

De um ano para outro, a vacina da gripe é alterada de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) que leva em consideração os vírus que mais estão circulando em cada hemisfério. Professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, o pediatra e epidemiologista José Geraldo Leite Ribeiro lembra ainda que as vacinas de gripe têm eficácia de 6 meses a um ano, dependendo da reposta do indivíduo à imunização. “Mesmo que a vacina oferecida em 2016 fosse idêntica a de 2015, seria necessário repetir”, reforça.

Coordenadora do setor de vacinas do Hermes Pardini, Marilene Lucinda afirma que na composição da vacina trivalente de 2016 consta a proteção para dois subtipos do vírus Influenza A, o H1N1 California e o H3N2 Hong Kong, e um subtipo da Influenza B, o Brisbane. A tetravalente, só encontrada na rede privada, oferece a proteção a mais para outro subtipo do vírus Influenza B, o Victoria. A presidente da Sbim, Isabella Ballalai, afirma que 80% dos casos de gripe que ocorrem no Brasil são do tipo Influenza A e 20% do Influenza B. “Os vírus da Influenza A e B são da mesma ordem de gravidade quando acometem indivíduos de grupo de risco. A diferença é a facilidade da Influenza A causar pandemia porque o vírus se modifica com uma velocidade maior. No caso da Influenza B, os surtos são mais localizados”, explica. Em Belo Horizonte, o preço médio da trivalente é R$ 70 e da quadrivalente, R$ 90.

É considerado grupo prioritário para a vacina da gripe idosos (acima de 60 anos), gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (puerpério), crianças entre seis meses e menos de 5 anos de idade, profissionais de saúde, indígenas, além dos doentes crônicos (pessoas que têm diabetes, asma, bronquite e hipertensão). Em Minas, esse grupo representa 4.933.081 de pessoas, mas o estado receberá 5.278.400 doses da vacina contra gripe. Até o momento, a campanha de vacinação no estado será realizada entre os dias 30 de abril e 20 de maio.

A presidente da Sbim reforça que tanto a trivalente quanto a tetravalente são vacinas seguras, com eficácia igual, as mesmas indicações, as mesmas contraindicações e o mesmo esquema de doses. Ou seja, criança menor de 3 anos recebe meia dose de duas vezes com intervalo de um mês; criança menor de 9 anos, que nunca tomou a vacina da gripe, também precisa receber duas doses para garantir a imunidade e, no caso de adulto, é dose única.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações é a vacina tetravalente. Isso por que, segundo a presidente da entidade, acontece de a aposta da OMS para o vírus da Influenza B que vai circular em determinado hemisfério não coincidir com o vírus que, de fato, vai predominar. “Na última década, a OMS errou em 50% das vezes a aposta de vírus da Influenza B que circularia no Brasil”, afirma Isabella Ballalai. A especialista reforça que os Estados Unidos são o único país que vacina toda a população contra gripe. As demais nações fazem como o Brasil e imunizam os grupos prioritários. “Não há vacina disponível no mundo para todos”, acrescenta.

A incidência maior dos casos de gripe Influenza no Brasil ocorre no final do outono e início do inverno. A antecipação do surto tem sido explicada por profissionais da saúde como resultado de viagens de brasileiros aos Estados Unidos, Canadá e Europa que trouxeram o vírus ao hemisfério Sul.

Gripe

Transmissão
A transmissão ocorre por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir. A transmissão também pode ocorrer pelas mãos. Após o contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, as mãos podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos.

Período
O período de transmissão em humanos geralmente se inicia 24 horas antes do início dos sintomas. As crianças transmitem a doença por um período de 10 a 14 dias, os imunodeprimidos por mais de 14 dias e o adulto saudável por pelo menos por sete dias.

Sintomas
Os sintomas da H1N1 são similares aos da gripe comum e incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarreia e vômitos associados à enfermidade. Nas manifestações graves da doença, os pacientes podem apresentar um quadro de pneumonia, falência respiratória e morte.

Como se prevenir
– Manter as mãos sempre limpas, principalmente antes de consumir algum alimento
– Use lenço descartável para higienizar o nariz
– Quando for tossir ou espirrar, cubra o nariz a boca com o braço
– Lave as mãos depois de tossir ou espirrar
– Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca
– Não compartilhe objetos de uso pessoal
– Mantenha os ambientes bem ventilados
– Evite contato próximo com pessoas que apresentem sinais de gripe

Gripe x resfriado
O resfriado também é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe. No entanto, é causado por vírus diferentes como o rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (RSV), que geralmente acometem crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com da gripe, são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas.

Fontes: Ministério da Saúde / SaúdePlena


EFEITOS DA VITAMINA D NO ORGANISMO

A vitamina D está envolvida em vários processos essenciais para o funcionamento do corpo

Nos ossos

Resistência. A vitamina D é usada como matéria-prima pelos osteoblastos e osteoclastos, que fabricam o tecido ósseo e eliminam partes danificadas. sem ela, os ossos ficam quebradiços ou malformados.

No coração

Limpeza. A vitamina D aparentemente aumenta a produção de renina plasmática, substância química ligada ao controle da hipertensão arterial  (e, consequentemente, às doenças cardíacas).

No cérebro

Atividade. Neurônios de certas regiões, como o hipocampo e o córtex cingulado, supostamente usam a vitamina d para produzir proteínas. Há estudos que relacionam a falta dela com Alzheimer, autismo e depressão.

No sistema imunológico

Controle. A vitamina D parece fazer efeito sobre algumas doenças autoimunes, como esclerose e asma. nesse tipo de doença, o sistema imunológico fica hiperativo - e ataca as células do próprio organismo.

No câncer

Proteção. Há pesquisas que relacionam altos níveis de vitamina D com menor incidência de câncer, e um estudo mostrando o efeito dela sobre células tumorais.

A polêmica do sol

Um dia acordei e não senti o lado direito do rosto. Tinha desenvolvido uma doença incurável, que poderia me levar para a cadeira de rodas. Tudo indica que eu era vítima de uma epidemia global: falta de vitamina D, causada pela falta de sol.

Um dia acordei e não senti o lado direito do rosto. Achei esquisito, mas não dei muita importância. Nos dias seguintes, outras coisas foram acontecendo. Primeiro, perdi toda a sensibilidade no lado direito do corpo. Fiquei com falta de equilíbrio, visão turva, confusão mental. Não conseguia levantar da cama. Depois de dois meses de internações e exames, veio o diagnóstico: eu tinha esclerose múltipla, ou seja, meu sistema imunológico estava atacando meu próprio cérebro e a medula espinhal. Desenvolvi uma doença degenerativa, sem cura, que poderia me jogar em uma cadeira de rodas em menos de uma década. Um cenário desolador. Uma vez por semana eu tomava injeções de interferons (proteínas de defesa produzidas pelo próprio corpo), que acabavam por suprimir meu sistema imunológico. 

A cada aplicação eu tinha uma febre forte e ficava prostrado pelos dois dias seguintes. Todas as semanas, eram dois dias perdidos. Parei de trabalhar e caí em uma amarga depressão. Eu tinha 24 anos. Meses depois, minha mãe viu a entrevista de um médico na internet. Ele se chama Cícero Coimbra, é neurologista da Unifesp, e tinha uma teoria diferente sobre a minha doença - para ele, um simples tratamento com vitamina D poderia ser a solução.

Comecei o tratamento com uma megadose dessa vitamina: 50 mil UI (unidades internacionais) por dia, cerca de oitenta vezes mais do que a dose diária recomendada. Segundo Coimbra, pacientes com doenças autoimunes, como a esclerose múltipla, têm características genéticas que dificultam a absorção de vitamina D, daí a necessidade de doses tão grandes.

"Nossa expectativa é que em seis meses, quando você tiver atingido o efeito completo do tratamento, a doença entre em remissão permanente, sem novas crises", afirmou Coimbra. Era quase um milagre diante das outras perspectivas para essa "doença sem cura". Optei por abandonar as injeções e, com elas, meu sofrimento semanal. Mas havia um risco. Com uma dose tão alta, o corpo passa a absorver mais cálcio dos alimentos e os rins podem ficar comprometidos. Para lidar com isso, tenho que beber pelo menos 3 litros de água ou suco e abandonar o leite e seus derivados ricos em cálcio. Sacrifício bem pequeno para o benefício que colhi. O tratamento está dando muito certo. A doença estacionou e, há cinco anos só com a vitamina D, nunca mais tive sintoma algum. Meus resultados já impressionam os neurologistas que não acreditavam que isso seria possível. Imagine então o que pensam ao se depararem com casos de pacientes que tinham ficado cegos e recuperaram a visão, ou que tinham deixado de andar e levantaram da cadeira de rodas, só seguindo o tratamento da vitamina D. Perto disso, ter a "minha doença controlada" é muito pouco.

Essa é a minha história. E você talvez tenha algo em comum com ela. Um estudo feito em 2010 pela USP constatou que nada menos do que 77,4% dos paulistanos apresentam deficiência de vitamina D durante o inverno (no verão o número cai, mas continua altíssimo: 37,3%). Ou seja: é bem possível que você tenha falta de vitamina D - e nem saiba disso. "Provavelmente, esse é o problema médico mais comum no mundo hoje", diz o endocrinologista Michael Holick, da Universidade de Boston. Em Pequim, o problema afeta 89% das adolescentes - e 48% dos idosos. Na Índia, 84% das grávidas - e assustadores 96% dos bebês. Nos Estados Unidos, 29% dos adultos. Em Recife e Salvador, metade das mulheres.

Os dados, que vêm de diversos estudos locais, já que não há uma pesquisa global que envolva grandes populações, variam bastante, mas todos apontam na mesma direção. O mundo está vivendo uma ?epidemia? de baixa vitamina D. E isso parece estar ligado a uma quantidade impressionante de doenças: de depressão a diabetes, de esclerose múltipla (como a minha) a câncer, da dor crônica a  Alzheimer. Já vamos falar sobre isso. Mas antes:  por que está faltando vitamina D?

A vitamina da discórdia

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia "o único benefício reconhecidamente ligado à vitamina D é sua relação com a saúde óssea". Assim como a maioria dos dermatologistas do mundo, ela não recomenda a exposição aos raios solares. "Caso a pessoa tenha carência de vitamina D, sugerimos que tome isso de forma exógena, por meio de suplementos, em função dos riscos envolvidos", diz a dermatologista Flávia Ravelli, da SBD.

Alguns estudos parecem dar razão aos céticos. Uma revisão de mais de 400 estudos realizada na França concluiu que a suplementação da vitamina não trouxe benefícios significativos na diminuição do risco de doença cardiovascular, câncer nem fraturas. Segundo os autores, a deficiência de vitamina D é consequência de doenças, não sua causa. Quem defende a vitamina diz que a maioria dos estudos usou doses muito baixas, de 2 mil UI por dia, e que seria preciso tomar pelo menos 4.500 UI para ter algum efeito na prevenção de doenças.

Como afirma Michael Holick em um de seus livros sobre a vitamina D, "se o corpo pudesse declarar o método preferido para a obtenção da sua dose diária de vitamina D, ele com certeza aplaudiria de pé a opção do sol em vez de um frasco de pílulas". Afinal, esse inteligente processo de autorregulação não deve ter sido aperfeiçoado pelo nosso organismo à toa. Outro ponto importante é que o corpo não se intoxica com a vitamina D gerada pela luz do Sol, mas pode se intoxicar com a vitamina D proveniente da suplementação (é o risco do excesso de cálcio que eu preciso controlar no meu tratamento). 

A maioria dos oncologistas, neurologistas, psiquiatras e outros médicos que poderiam se beneficiar da vitamina D nem sabe de seu potencial. Por ser uma substância encontrada na natureza, ela não pode ser patenteada, e, portanto, pode-se imaginar que não atraia a atenção dos grandes laboratórios farmacêuticos, maiores patrocinadores das pesquisas e dos congressos médicos.

Mesmo não sendo aceito pela Academia Brasileira de Neurologia, que pede por mais estudos, o protocolo da vitamina D para doenças autoimunes desenvolvido por Cícero Coimbra se mantém principalmente pela popularidade entre os pacientes. Ele já tratou mais de 2,5 mil pessoas com esclerose múltipla desde 2002, bem como pacientes com lúpus, artrite reumatoide, psoríase, vitiligo e várias outras doenças.

O sucesso fez com que outros médicos o procurassem para aprender o protocolo, e hoje mais de 20 profissionais espalhados pelo Brasil e outros no exterior (Argentina, Peru, Itália, Portugal) já aplicam o tratamento. Há relatos de outras experiências usando doses altas de vitamina D pelo mundo, geralmente para pesquisas pontuais. Mas nada se compara à consistência do que vem sendo feito por aqui.

Vários pacientes vem tendo bons resultados. Como Wagner, que foi diagnosticado com esclerose múltipla em 2007. Começou a fazer o tratamento convencional, teve muitos efeitos colaterais e nenhuma evolução, e em 2013 foi parar numa cadeira de rodas. Começou um tratamento com vitamina D e voltou a andar. Rafhael estava havia sete anos sem fazer caminhadas. Com quatro meses de tratamento, já conseguia jogar bola com os filhos. Juliana, que tinha dores terríveis por causa da artrite reumatoide e mal conseguia cuidar do filho, hoje coloca diariamente no Instagram fotos em posturas de ioga quase impossíveis. Fernanda, que sofre de dor crônica, começou a tomar a vitamina há sete meses, e melhorou. Átila, que tinha pneumonia e bronquite asmática desde a infância, também. Mesmo caso de Damaris e Maria Cecília - que tinham casos graves de lúpus (uma doença autoimune que afeta pele, articulações e rins) e melhoraram depois de começar tratamento com a vitamina. Há dezenas de relatos como esses.

De minha parte não há nenhuma dúvida. Tive alta e nunca mais apresentei qualquer sintoma da doença. E raramente tenho gripes ou resfriados, antes tão comuns. Não sei quando (ou se) deixarei de tomar as altas doses de vitamina D. Mas elas certamente são melhores que as injeções. Hoje até existem tratamentos à base de remédios orais, com chances de melhores resultados. Mas ainda possuem muitos efeitos colaterais, além de custarem muito caro.

No fim da história, se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro seria esta: tome um pouco de sol. Não muito: 15 minutos, sem protetor solar, bastam para a maioria das pessoas (sempre tendo o cuidado de não passar do ponto e ficar vermelho, o que é perigoso). Quanto maior a região do corpo exposta, maior será a produção. Não precisa expor o rosto - que é muito sensível e tem uma área relativamente pequena, portanto produz pouca vitamina D. Tomar sol nos braços e nas pernas já está bom. "Esperar o ônibus no ponto sem protetor já é capaz de elevar significativamente as taxas", explica a médica Lilian Cuppari.

Cada vez mais gente concorda com isso. O médico Walter Feldman, por exemplo. Ex-deputado federal, ele apresentou um projeto de lei para garantir aos trabalhadores, presos, estudantes e pacientes de hospitais, que passam mais de seis horas ininterruptas em ambientes fechados, o direito de tirar 15 minutos de descanso, antes das 16h, para tomar sol. Em 2010, o Ministério da Saúde americano aumentou a dose diária recomendada para pessoas saudáveis, que passou de 400 para 600 UI (no caso de idosos, 800 UI). Em 2013, a Europa fez uma mudança similar. Ainda é muito pouco - basta lembrar que, em apenas 15 minutos de exposição ao sol, podemos produzir mais de 10 mil UI.

Diferenças à parte, o importante mesmo é pegar o caminho de volta. Por mais que tenhamos nos esquecido disso nas últimas décadas, entocados em prédios, lambuzados de protetor solar, o Sol é o guia da nossa vida. Talvez seja hora de retomar essa antiga amizade.

Quanto sol tomar?

Não é preciso, nem aconselhável, ficar torrando. Alguns minutos bastam:

Como o sol vira vitamina

Nosso corpo faz algo que parece mágica: sintetiza um elemento químico usando apenas luz. 

1- O sol: os raios ultravioleta B penetram na pele, e reagem com uma substância presente nela: o 7-Dehidrocolesterol, que se transforma em vitamina D3.

2 - O fígado: a vitamina cai na corrente sanguínea e vai até o fígado, onde é transformada em outra coisa: calcifediol. 

3- Os rins: o calcifediol vai para os rins, onde é convertido em calcitriol, a forma ativa da vitamina D. Ela está pronta e é distribuída pelo corpo por meio do sangue. 

A origem da vitamina D

Tem algumas grandes diferenças entre a D e todas as outras vitaminas. Para começar, embora até seja possível absorvê-la pela comida, sua maior fonte, disparado, é o sol. Sim, a luz solar - aquela mesma que agride e envelhece a pele e pode causar câncer de pele, o mais comum entre mulheres e o segundo mais comum entre homens no Brasil. O raio ultravioleta B (UVB) do Sol, o mesmo que nos torra, desencadeia uma série de reações químicas que produzem vitamina D.

Na verdade, a vitamina D não é uma vitamina. Em 1931, o químico alemão Adolf Windaus, da Universidade de Göttingen, constatou que essa substância tinha a mesma estrutura de hormônios esteroides, como os hormônios sexuais. "Trata-se, na realidade, de um pré-hormônio", explica a farmacêutica e bioquímica Rita Sinigaglia, da Unifesp. Nos anos 90 com a descoberta de que todo o organismo possui receptores para a vitamina D, difundiu-se que ela seria uma classe em si mesma devido a ausência de um órgão alvo específico, como acontece com os hormônios.

Não é vitamina, mas o nome pegou, e assim ficou. Um pré-hormônio para lá de importante. "Imagine um edifício comercial, um arranha-céu com milhares de portas, que são abertas por uma única chave: a vitamina D. Como ficarão essas salas que não podem ser abertas nem fechadas sem ela?", compara o médico Cícero Coimbra. Vitamina D é uma chave bioquímica que abre as portas de milhares de diferentes processos fundamentais para a vida. Se seus níveis forem altos, não faltarão chaves e as células funcionarão em plena atividade. Mas, com níveis baixos, várias dessas funções ficarão trancadas - salas fechadas. Já se sabe de pelo menos 2.500 funções celulares que não funcionam sem a D.

Por isso, sem vitamina D, a vida é impossível. Há muito tempo se sabe, por exemplo, que níveis baixos demais acabam com nossa capacidade de formar ossos. É que ossos são feitos de cálcio - e, para absorver o cálcio, nosso sistema digestivo precisa de vitamina D. "Sem ela, os dinossauros não teriam aguentado o peso do próprio corpo", explica Ian Wishart no livro Vitamin D: Is This the Miracle Vitamin? ("Vitamina D: vitamina milagrosa?", ainda sem versão em português).

Os humanos, desde sempre, mantiveram uma relação íntima com o Sol. Mas, quando a Revolução Industrial entrou em cena, no século 18, essa história tomou outro rumo. Abarrotadas de trabalhadores, as cidades começaram a se estreitar, com prédios cada vez mais próximos, ficando cheias de sombras. A fuligem da queima de carvão, além de poluir, dificultava a passagem dos raios solares. Crianças da Inglaterra e do norte da Europa começaram a apresentar deformações nos ossos, bolinhas na pele e má-formação dos dentes. Estavam sofrendo de uma doença pouco conhecida até então: o raquitismo.

Em 1916, Harry Steenbock, da Universidade de Wisconsin, descobriu que a luz solar era a resposta para o raquitismo. Surgiu então a moda da helioterapia (terapia da exposição solar), que havia sido idealizada pela primeira vez pelo historiador grego Heródoto, no século I. Na Europa e nos EUA, hospitais construíram solários e varandas para banhos de sol. Nessa mesma época, outros pesquisadores queriam entender por que a Noruega, ao contrário dos países vizinhos, registrava baixos índices de raquitismo. O segredo estava na dieta: os noruegueses se alimentavam, principalmente, de peixes selvagens - e consumiam muito óleo de fígado de bacalhau.

O bioquímico americano Elmer McCollum, também da Universidade de Wisconsin, analisou esses alimentos e neles encontrou uma nova substância, que batizou de vitamina D. Os médicos passaram a receitar óleo de fígado de bacalhau, alimento que contém uma quantidade considerável da substância (veja tabela na página anterior). A indústria do leite começou a fortificar o produto com vitamina D, que pode ser sintetizada quimicamente ou retirada do sebo de ovelhas.

Mas, de lá para cá, aconteceram duas coisas. Primeiro, nosso estilo de vida passou a incluir cada vez menos sol. Usamos protetor solar, nos cobrimos mais, ficamos mais tempo em locais fechados. No Brasil, o consumo de protetor sextuplicou em menos de 15 anos. Por uma boa causa, claro: proteger a pele do câncer. Só que isso derruba a produção de vitamina D. Aplicar um filtro solar fator (FPS) 15 reduz em 98% a produção dessa vitamina.

A outra mudança foi na própria atmosfera terrestre. Um estudo feito na Índia comparou dois grupos de bebês, com idades entre 9 e 24 meses. Todos seguiam a mesma dieta (as mães eram vegetarianas, e os bebês se alimentavam de leite materno), eram da mesma etnia e tinham o mesmo nível socioeconômico. A única diferença estava no ar. Um grupo morava num bairro com alto nível de poluição atmosférica; o outro respirava ar mais puro. Os resultados foram claríssimos - e chocantes. Os bebês do bairro poluído tinham 12 nanogramas de vitamina D por mililitro de sangue. Os outros tinham 27, mais que o dobro. A poluição literalmente bloqueia a luz solar, dificultando seu trabalho.

"Os compostos químicos que estão no ar absorvem parte dos raios UVB", explica Lilian Cuppari, pesquisadora da Unifesp e uma das autoras do estudo sobre a falta de vitamina D no Brasil. Talvez nada ilustre melhor a importância do sol do que a história recente do Irã. Até a Revolução Iraniana, o país era governado pelo xá Reza Pahlavi, amigo dos Estados Unidos. Tudo era bem ocidentalizado, inclusive as roupas das pessoas.

Em 1979, o aiatolá Khomeini tomou o poder, instaurou um governo islâmico, e as mulheres passaram a usar trajes tradicionais e recatados, que cobrem quase todo o corpo. O efeito sobre a saúde foi imediato - e fortíssimo. Entre 1989 e 2006, o número de casos de esclerose múltipla cresceu 800% no país (como mostrou um estudo realizado em 2013 pela Universidade de Oxford).

Até a década de 1990, acreditava-se que a única função da vitamina D era contribuir para a saúde dos ossos. Nos últimos anos, pipocaram novos estudos (foram mais de 2 mil só em 2014) e hoje sabe-se que ela age em diversas partes do corpo: incluindo cérebro, coração, estômago e pulmões. Ela retarda ou ajuda a evitar o aparecimento de Alzheimer e outras doenças degenerativas, alivia a asma, evita demência, esquizofrenia e bipolaridade e reduz os riscos de impotência sexual. Doenças cardiovasculares e infecciosas (como a tuberculose), diabetes, autismo e doenças autoimunes (psoríase, artrite reumatoide, lúpus, entre outras) estão relacionadas à falta de vitamina D. Um estudo da pediatra e neonatologista americana Carol Wagner, da Universidade da Carolina do Sul, mostrou ainda que a vitamina D reduz em 50% a possibilidade de complicações na gravidez. Ela interfere até no humor.

Um artigo publicado no British Journal of Psychiatry analisou os resultados de testes com 30 mil pessoas e concluiu que há uma relação entre falta de vitamina D e depressão. Sem falar no câncer. Há pesquisas mostrando que a vitamina D desacelera a progressão do câncer de mama e de próstata e pode até prevenir alguns tipos da doença. Também há indícios de que o mesmo acontece com câncer de cólon, pâncreas, cérebro, bexiga, rins e leucemia. "A vitamina D previne o câncer da mesma forma que a vitamina C previne o escorbuto (doença que causa hemorragias bucais e perda dos dentes)", empolga-se o médico americano Cedric Garland, da Universidade da Califórnia. Para Garland, que participou de dezenas de estudos sobre o tema, níveis corretos de vitamina D poderiam evitar até 80% dos casos de câncer.

Apesar de tantas evidências, a vitamina D ainda é alvo de muita polêmica. A maior parte das sociedades médicas do mundo e dos órgãos responsáveis por definir as diretrizes para os profissionais de saúde continua recomendando cuidado com o sol.

Fonte: super.abril.com.br/ciencia/efeitos-da-vitamina-d-no-organismo
Enviado por: João


TOMAR REMÉDIO VENCIDO FAZ MAL?

Manter em casa um pequeno estoque de medicamentos e um kit básico para curativos pode fazer toda a diferença em algumas situações. Imagine que a pessoa não consegue dormir por causa da dor de cabeça depois de um dia exaustivo de trabalho, ou que a azia não lhe dá sossego ou, ainda, que acordou no meio da noite, ardendo em febre. Nessas horas, ter à mão um analgésico, um antitérmico ou um antiácido pode representar uma solução rápida para alívio da dor e do mal-estar.

Ninguém discorda de que pode ser útil ter em casa alguns remédios considerados de baixo-risco para usar em situações de emergência. O inconveniente é que a farmácia caseira costuma ser um estímulo para a prática perigosa da automedicação. Ao primeiro sinal de dor, indisposição ou mal-estar, o mais comum é a pessoa recorrer a um medicamento conhecido, que está guardado em sua farmacinha particular faz tempo, mesmo que possa ser pouco indicado para aquele caso, ou esteja com o prazo de validade vencido, o que muita gente nem se lembra de levar em consideração no momento da crise.

Tomar um remédio com ação sintomática, de vez em quando, não representa nenhum problema. A questão muda de figura quando não são respeitadas as condições ideais para armazenamento, manuseio e transporte, nem o prazo de validade dos produtos. Da mesma forma, o uso contínuo e indiscriminado de medicamentos, aparentemente inofensivos, pode ser prejudicial à saúde, uma vez que pode mascarar o quadro, retardar o diagnóstico e comprometer o tratamento.

Como já dizia Paracelso, médico e alquimista que viveu entre 1493 e 1541, em pleno século 16, portanto, a diferença entre o remédio e o veneno está apenas na dose.

Prazo de validade dos medicamentos

De acordo com determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, todos os fabricantes são obrigados a estampar nas embalagens, as datas de fabricação (mês e ano) e de validade (mês e ano), assim como o número do lote do medicamento, seja ele controlado ou de venda livre sem apresentação de receita médica.

Essa data-limite para utilização do produto é definida pela própria indústria farmacêutica, com base em testes específicos realizados sob rigoroso controle, para avaliar a estabilidade dos elementos ativos que constam da fórmula. Portanto, ela funciona como um fator de referência, que indica o fim do período de vida útil do medicamento. Ou seja, depois daquela data os laboratórios não mais garantem a capacidade de o produto preservar a potência, eficácia, e segurança.

Considerando que a potência de uma droga começa a cair lentamente assim que é fabricada, está estabelecido que, mantidas as condições ideais de transporte, manuseio, armazenamento e a integridade da embalagem, a data de expiração do prazo de validade de um fármaco é determinada pelo tempo que o princípio ativo leva para perder 10% de sua potência e eficácia original.

Está claro que isso não acontece de uma hora para outra. A efetividade de uma droga vai diminuindo lentamente com o tempo. No entanto, segundo estudos sobre a data de validade das drogas, realizados pelo Food and Drug Administration a pedido dos militares americanos (que eram obrigados a descartar e repor um caríssimo estoque de medicamentos todos os anos), muitos dos produtos investigados conservaram suas condições de uso para além da data de validade definida pelo fabricante. Esses dados foram comentados no site oficial da Harvard Medical School.

A pergunta é: o que pode acontecer se a pessoa tomar um medicamento vencido?

Nesse caso, é preciso considerar duas condições.

Primeira: é sabido que os medicamentos vão perdendo a estabilidade lentamente a partir da data de fabricação, mas que o processo pode levar anos.

Segunda: a data final do prazo de validade é estabelecida pela indústria farmacêutica como forma de atestar que o produto mantém as características de eficácia e segurança até aquele mês e ano, desde que tenha seguido à risca as orientações sobre a melhor forma de armazenar o produto. Depois dessa data, os fabricantes estão dispensados de continuar os testes sobre a estabilidade das substâncias que compõem o medicamento.

Portanto, se a dor de cabeça está tirando sua alegria de viver e você decidiu tomar um analgésico com data de validade vencida há dois ou três dias, talvez a única consequência seja que você vai ter de esperar mais um pouco pelo efeito, uma vez que o medicamento já pode ter perdido parte de sua eficácia.

Agora, se for um remédio de uso contínuo, como os indicados para controle de doenças crônicas (por exemplo a hipertensão e o diabetes), um antibiótico para o tratamento de infecções, ou seja, drogas que perdendo a eficácia podem pôr a vida em perigo, o bom-senso manda não arriscar. O melhor é providenciar um novo medicamento que esteja dentro do prazo de validade e não abusar da sorte.

Descarte de medicamentos vencidos – Logística reversa

A farmácia caseira não pode ser um depósito aleatório de medicamentos armazenados sem nenhum critério e cuidado. Também não deve acumular sobras de remédios que não foram totalmente utilizados, nem frascos com restos de xaropes, colírios, gotas nasais ou para aplicar no ouvido (orelha), ou de suspensões e soluções injetáveis. Sob a forma líquida de apresentação, os medicamentos são sempre mais instáveis do que no estado sólido e têm prazo de validade encurtado, especialmente se a embalagem original tiver sido aberta ou violada.

Sempre vale repetir que remédios devem ser guardados fora do alcance das crianças e longe da umidade, do calor e da exposição solar. Além disso, é fundamental que, periodicamente, sejam descartados os produtos com prazo de validade vencido ou em desuso há muito tempo.

Nessa tarefa é preciso redobrar os cuidados. Nada de jogar os remédios no lixo comum da residência, no ralo da pia ou no vaso sanitário, porque os medicamentos possuem substâncias químicas que podem contaminar a água e o solo. Remédios vencidos e restos de medicamento que não serão mais utilizados devem ser levados até um ponto de coleta credenciado pela Anvisa, em geral, uma farmácia ou drogaria nas proximidades da residência. Esse processo de os medicamentos vencidos retornarem às farmácias a fim de que tenham a destinação final adequada é chamado de logística reversa.

Caso não exista um ponto de coleta na sua região, o recurso é entrar em contato com uma Unidade Básica de Saúde para saber como realizar o descarte seguro desses medicamentos sem prejuízo para o meio ambiente.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/noticias/40767/
Autora: Maria Helena Varella Bruna


DIABETES TIPO DOIS

Uma Questão de Saber Viver.

É causada por nossa vida sedentária.
Sem exercícios e controle alimentar.
Bebidas, frituras, gorduras e massas.
A DIABETES logo vem pronta pra ficar.

Logo após os meus cinquenta anos.
A DIABETES na minha vida apareceu.
As caminhadas, regimes e remédios.
Na minha nova vida logo aconteceu.

As massas, açúcares, frituras e bebidas.
Da minha nova vida eu tive que excluir.
Para a minha DIABETES poder controlar.

Se os jovens controlarem as suas vidas
E dos excessos eles conseguirem fugir,
Com a DIABETES, não irão se preocupar.

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EPILEPSIA

Este é o meu carma.
É madrugada, eu estou dormindo,
De repente começa a minha agonia.
A saliva escorre pelo canto da boca.
Meu corpo se contorce com euforia.
Logo os meus gemidos são ouvidos.
Sem controle, a urina está escorrendo.
Estou sofrendo um ataque epilético.

É uma convulsão que está acontecendo.
Aconteceu nos meus trinta e três anos.
Quando sofri minha primeira convulsão.
Até hoje tento aprender sobre epilepsia.
Em maio eu faço sessenta e quatro anos.
Aceitar que eu sou epilético foi a solução.
Que me fez superar toda a minha agonia.

Autor: Poeta Cypriano Maribondo


ATIVIDADES QUE AJUDAM A ESTIMULAR E MANTER UMA BOA MEMÓRIA

Assim como as atividades físicas fazem um bem enorme para o corpo, as atividades mentais também são eficazes para a preservação e melhoria da memória. Com o passar dos anos, muitos de nós passamos a esquecer coisas comuns e  corriqueiras do cotidiano, e, algumas pessoas, inclusive, passam a ter lapsos mais sérios ou doenças da memória. Alguns menos, outros mais, mas, é sempre bom prevenir do que remediar este infortúnio.

Para isso, existem várias atividades que podem ser praticadas por idosos, que, além de contribuírem para o bem estar e a saúde do cérebro, ainda são muito gratificantes e divertidas. A dica é dar trabalho para a sua mente e nunca colocá-la em ‘stand by’. Estar sempre ativo e pensante é o melhor remédio para uma vida saudável e feliz.

Atividades simples e solitárias como a leitura estão entre os exercícios mais completos para a mente, pois estimulam muitas áreas do cérebro. Quando lemos um livro vivemos os personagens em nossa imaginação, nos colocamos nas cenas e ações da história. Isso parece não ser nada, mas os efeitos benéficos estão comprovados. Uma observação bastante importante é sempre contar a história para alguém para testar a capacidade de memorização das informações. Então, não tenha preguiça e leia qualquer coisa que lhe agrade.

 

Os jogos conhecidos como passatempo também estão entre as atividades indicadas para idosos. Alguns mais simples como quebra-cabeças, sudoko, palavras- cruzadas, jogo dos sete erros ou o próprio jogo da memória são bastante recomendados. Apesar de serem considerados simples, progressivamente vão estimular a memória visual, a lógica e a inteligência. Um quebra-cabeças, por exemplo, pode ter um pequeno número de peças, e aumentar gradativamente, conforme o cérebro se mostre treinado com o exercício.

Passando para os jogos propriamente ditos, o dominó proporciona o desenvolvimento de estratégia de jogo, convívio social e interação. Isso é muito importante entre idosos, visto que além de estimular o pensamento, traz a sensação da brincadeira e da disputa com os amigos.  É comum nos depararmos com estas mesas em praças de bairros ou cidades do interior. Basta prestarmos atenção para perceber a alegria e o alto astral dos integrantes.

Outros jogos de tabuleiro como dama e xadrez são excelentes como terapia para pessoas da terceira idade. Além do estímulo à memória, desenvolvem a concentração, o relaxamento de áreas do cérebro, a paciência, o raciocínio lógico, o autocontrole e a tomada de decisão. Leva-se em conta também a interatividade e o convívio social como pontos positivos. Isso pode contribuir para melhoria da qualidade de vida do idoso em vários aspectos.

Os jogos de cartas que fazem tanto sucesso entre os idosos, estão no topo dos exercícios para manter a mente em forma e jovial.Ainda bem! O poker, por exemplo, exige técnica, inteligência e concentração, além de frieza nas tomadas de decisão. Quem pratica deve estar apto a decidir rapidamente suas próprias ações e perceber as ações dos adversários. Sua prática trabalha muito a mente e o controle emocional, exigindo muita psicologia. Pode ser praticado entre amigos em clubes ou à partir do computador de casa. Existem sites excelentes que ensinam como jogar, desde as regras básicas até o passo a passo para iniciantes. Inclusive, não é necessário fazer apostas em dinheiro real, o dinheiro fictício é o mais indicado para os fãs do carteado que estão começando no online.

Existem outras atividades estimulantes que são muito interessantes para manter a alegria e a mente saudável, mas que exigem a saida de casa. Entre elas podemos colocar aulas de arte, artesanato ou aulas em outras áreas de interesse, dança, teatro, etc. Em grupos de teatro, por exemplo, expor o lado criativo e artístico, decorar textos e interpretar personagens é muito motivador e proporciona uma realização pessoal imensurável. As aulas de dança não trabalham apenas o corpo, exigem coordenação motora e memorização de passos, mantendo um ritmo saudável entre o corpo e a mente, além de melhorar a autoestima.

Assim, está comprovado que uma das formas mais eficazes de melhorar a memória cognitiva é aprender. Basta identificar o que mais lhe agrada e colocar em prática, mostrando que o potêncial não é uma questão de idade.


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