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UMA DUENÇA PAI D'EGUA

É uma duença pai d’egua,
Que infelizmente me pegô.
Nois chama de Preção Arta.
É Hipertensão pro seu doto.

Ela veio bem divagarinho.
Num deu nem pra eu senti.
Agora ela já ficô comigo.
Sei qui num vai mais saí.

Hoje em vivo num regime.
Que as vezes num aguento.
Eu tomo muitos remédios.
Pra mim já é um tormento.

Num como isto ou aquilo.
Mesa farta eu fico a olhar.
No peito me dá uma agonia.
Eu num posso mais Saboriá.

Suas causa é nossa vida.
Muito cheia de aventura.
Fumá, bebe, obesidade,
Cumê sal e cumê gordura.

O tal do colesterol cresse.
Deitado nois só quer ficá.
Chega logo a tal diabete.
Sono nun quer mais chegá.

Logo depois dos quarenta
As nossa artéria invelhece.
Elas num consegue crescer.
Logo a preção arta acontece.

Vem logo uma dô de cabeça.
Dô no peito e uma tonteira.
Os uvido cumeça a zumbir.
Fraqueza e quase cegueira.

Nois sente muita agunia.
A venta cumeça a sangra.
Cum uma fraqueza total.
Só deitado nois quer ficá.

Mais pra evitá tudo isso,
Qui eu acabei de contá.
Só basta ter uns cuidado.
Que você num vai pegá.

Mantê o peso magrinho.
O sal nunca deve cumê.
Num fumá e num bebé.
Anda muito a pé e corrê

Deixa de cumê gordura.
Açuca e massa nun cumê.
E essa duença pai d’egua
Nunca vai pegá voismicê.

E você chega a sua velhice.
Livre dessa tal preção arta.
Num vai pegá essa diabetis.
Vai ter uma velhice farta.

Feliz e cum muita alegria.
Mais sem gozar do prazê.
Qui esta locuras da vida.
Quando moço dá pra você.

Você fica cheio de saúde.
Aus cem anos deve chegá.
Fica logo acabrunhado.
Pro que num pôde gozá.

Os erros de sua juventude.
Num regime você viveu.
Mais arcançou vida longa.
Bom exempro você deu.

Mostro qui é cabra da peste.
É um nordestino de verdade.
Deixou de fazer as loucura.
Pra alcança a terceira idade.

Sem sofre dessa hipertensão.
Uma doença pai d’egua e vil.
Trabaiando com honestidade.
Você é exempro pro BRASIL.

Nota do Autor:


Esta poesia foi escrita como um falso CORDEL, na LINGUAGEM MATUTA NORDESTINA, por isso todos os erros foram propositais para adequar a maneira de falar do nosso Sertanejo carente de educação e esquecido nos Pés de Serra deste nosso Sertão Nordestino, gente honesta, brava e trabalhadora, da qual eu Poeta Maribondo, paraibano de Campina Grande e residente em Natal/RN, tenho orgulho de fazer parte. Poeta Maribondo

Autor: Poeta Cypriano Maribondo – [email protected] – Em 11 de abril de 2016

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