CURIOSIDADES

12 MITOS DA CIÊNCIA QUE VOCÊ PROVAVELMENTE ACREDITA

O QUE É DELAÇÃO PREMIADA?

O QUE É COXINHA?

TESTE SUA PERSONALIDADE

FREDERICO, O GRANDE E AS BATATAS – HISTÓRIA DAS BATATAS NA ALEMANHA

TESTE O SEU PENSAMENTO LATERAL OU ALTERNATIVO!

100 ERROS DE PORTUGUÊS MAIS FREQUENTES

INTERNET BRASILEIRA, 20 ANOS

BEBÉS FINLANDESES EM CAIXAS DE CARTÃO

AS CIDADES QUE SÃO NÚMERO 1

HISTÓRIA DA MÚSICA CLÁSSICA

25 FAIXAS DE PEDESTRE DIVERTIDAS E MUITO CRIATIVAS

JOÃO DIAS E A CHARRETE MOTORIZADA

VENDEDOR DE FANTOCHE

A PETROBRAS

GLOBALIZAÇÃO

O QUE SÃO TRANSGÊNICOS?

BARÃO DE ITARARÉ

ALGO SOBRE A HISTÓRIA JUDIA NOS BALCÃS

REZADEIRAS, BENZEDEIRAS E BENZEDURAS


12 MITOS DA CIÊNCIA QUE VOCÊ PROVAVELMENTE ACREDITA

Há uma série de "fatos" científicos que estamos acostumados a ouvir e ler desde... sempre! Mas você sabe quais deles são realmente verdadeiros? Você vai se surpreender ao saber que a maioria não é. Esses mitos, contos da carochinha e equívocos foram transmitidos através dos tempos, mas estamos aqui para colocar um fim a isso.

1. No Hemisfério Norte, a água da pia escoa no sentido anti-horário, enquanto no Hemisfério Sul isso acontece no sentido horário. Não, isso não acontece. O chamado "Efeito Coriólis", que é a tendência que qualquer corpo em movimento sobre a superfície terrestre tem de mudar seu curso devido à direção rotacional e da velocidade da Terra, realmente faz com que os ventos e correntes girem de formas diferentes em cada lado da linha do Equador. Porém, esse fenômeno não tem nenhum efeito sobre algo tão pequeno quanto a água que escorre da sua pia, e sim sobre ciclones e coisas do tipo. Na pia, a água vai escoar de maneira diferente dependendo da maneira como você despejá-la. Pode experimentar!

2. Não há gravidade na Estação Espacial Internacional (ISS). É comum a confusão que se faz com a "gravidade zero" na Estação Espacial, mas na verdade a gravidade na ISS é apenas um pouco mais fraca do que em terra firme. Aqui, a gravidade é de 9,78 m/s², enquanto a gravidade aproximada da ISS é de 8,3 m/s² - 8,4m/s². O efeito "gravidade zero" ocorre porque a ISS está "caindo eternamente" por causa da curva ocasionada pela força centrípeta.

3. Seres humanos pararam de evoluir por seleção natural. O naturalista Sir David Attenborough faz parte do grupo que acredita que a seleção natural nos seres humanos parou de vez. Recentemente, ele disse ao Radio Times que: "Paramos a seleção natural, logo que começamos a sermos capazes de criar 95-99 por cento dos nossos bebês que nascem". Mas as coisas não são simples assim. Na verdade, é possível que a evolução humana tenha acelerado ao longo dos últimos milhares de anos. A revista Wired explica que "ao longo dos últimos 10.000 anos ou mais, as populações humanas têm crescido de alguns poucos milhões para mais de sete bilhões. Cada fusão bem sucedida entre óvulo e espermatozoide carrega algumas novas mutações – e essa explosão demográfica significa que a humanidade está repleta de novas mutações, a matéria-prima da evolução".

4. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Essa vai para aquela turma do "só acredito vendo". O vídeo abaixo mostra raios atingindo o Empire State Building, um arranha-céu de 102 andares que fica em Nova York, não apenas duas, mas três vezes seguidas. Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!

5. Água conduz eletricidade. A água pura em si não conduz eletricidade. São as impurezas na água, como o sal, que o fazem. Mas como a água que nos deparamos diariamente não é 100% pura, o melhor que você faz é manter o secador e a chapinha longe do banheiro.

6. Golfinhos são muito mais inteligentes do que os outros animais. Acontece que os golfinhos podem nem ser assim tão inteligentes quanto as pessoas pensam. Os cientistas passaram muito tempo procurando, mas nunca encontraram uma linguagem específica dos golfinhos. Ou seja, aqueles ruídos que eles emitem não significam necessariamente "venha me abraçar e vamos nadar por aí". Na verdade, existe um livro inteiro explicando essas pesquisas ("Golfinhos são realmente inteligentes?", de Justin Gregg). #flipperchateado

7. A habilidade de enrolar ou não a língua depende dos seus genes. Em um estudo realizado em 1940, algumas crianças conseguiram aprender essa habilidade. Onze anos depois, alguns cientistas mostraram que o número de línguas enroladas entre as crianças japonesas aumentou. Portanto, não pode ser puramente genético, afinal o estudo mostrou que 20% da população aprende a enrolar a língua durante determinada faixa etária.

8. Astronautas podem explodir sem seus trajes espaciais. Você certamente não iria sobreviver por muito tempo no espaço sem um traje especial, mas também não iria explodir. O vácuo faria seu sangue ferver, e você perderia tanto calor que provavelmente acabaria morrendo de frio. Mas veja pelo lado positivo: você provavelmente perderia a consciência devido à falta de oxigênio e não sofreria tanto.

9. 95% do oceano é inexplorado Bom, esse tópico depende da sua definição do que é ser "inexplorado". Se você quer dizer que não é visto pelos olhos humanos, tecnicamente você está correto. Mas nós já conhecemos boa parte do que está sob as águas. Há algum tempo, uma estimativa sugeriu que havia 10 milhões de espécies marinhas diferentes. Uma estimativa mais recente, e provavelmente mais precisa, diz que esse número deve ficar em torno de 1 milhão. Atualmente, cerca de 250 mil espécies marinhas já foram identificadas, ou seja, isso dá uma boa noção de que não estamos tão mal assim, né?

10. Deixar de tomar café da manhã pode fazer você ganhar peso. Uma infinidade de estudos já testou rigorosamente essa reivindicação, e a maioria desses estudos concluiu que "pular o café da manhã" tem pouco ou nenhum efeito sobre o ganho de peso. O que acontece, na verdade, é que essa sabedoria popular decorre em grande parte de estudos mal interpretados.

11. Nós usamos apenas 10% do nosso cérebro. Você pode usar apenas uma pequena porcentagem do seu cérebro enquanto está sentado sem fazer muita coisa, mas em um período de 24 horas você deve fazer algo além disso – algo que realmente faça você usar mais de 10% do cérebro. Um neurologista norte-americano já apontou estudos que comprovam que tem dias em que chegamos a usar 100% do nosso cérebro. Devem ser aqueles dias em que sentimos aquela fadiga mental que reflete nitidamente em sensações físicas terríveis.

12. Ruivas estão em extinção. Há algum tempo, vários veículos de comunicação, incluindo a revista National Geographic dos EUA, comentaram artigos científicos que previam o fim do cabelo vermelho até 2060. Esses artigos trabalham com a prerrogativa de que os genes recessivos, como os que causam os cabelos vermelhos, podem "sumir". A verdade é que esses genes não vão se extinguir. Genes recessivos podem se tornar raros, mas não vão desaparecer completamente, a menos que uma tragédia bizarra aconteça e todos os portadores do gene morram ou não consigam se reproduzir. Portanto, adoradores de ruivas, acalmai-vos!

Fonte: canaltech.com.br/noticia/curiosidades/Mitos-da-ciencia-que-voce-provavelmente-acredita?
Autor: Joyce Macedo


O QUE DELAÇÃO PREMIADA:

Delação premiada é uma expressão utilizada no âmbito jurídico, que significa uma espécie de "troca de favores" entre o juiz e o réu. Caso o acusado forneça informações importantes sobre outros criminosos de uma quadrilha ou dados que ajudem a solucionar um crime, o juiz poderá reduzir a pena do réu quando este for julgado. 

Muitas pessoas consideram a delação premiada como se fosse um "prêmio" para o acusado que opta por delatar os comparsas e ajudar nas investigações da polícia. De acordo com a lei brasileira, o juiz pode reduzir a pena do delator entre 1/3 (um terço) e 2/3 (dois terços), caso as informações fornecidas realmente ajudem a solucionar o crime.

A delação premiada está prevista por lei no Brasil desde 1999, através do decreto de lei nº 9.807 e no artigo 159 do Código Penal Brasileiro, ambos respectivamente com os seguintes textos:

Artigo 159 (Código Penal Brasileiro):

"Sequestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate: Pena: reclusão de oito a quinze anos.
§ 4° - Se crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do sequestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços".​

Artigo 13 (artigo nº 9.807/99):

"Poderá o juiz, de ofício ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a consequente extinção da punibilidade ao acusado que, sendo primário, tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e o processo criminal, desde que dessa colaboração tenha resultado:

I – a identificação dos demais co-autores ou partícipes da ação criminosa;

II – a localização da vítima com a sua integridade física preservada

III – a recuperação total ou parcial do produto do crime.

Parágrafo único: a concessão do perdão judicial levará em conta a personalidade do beneficiário e a natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato criminoso"

Artigo 14 (artigo nº 9.807/99):

"O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime, no caso de condenação, terá sua pena reduzida de um a dois terços".

Como funciona a delação premiada

A delação premiada pode ser requerida pelo próprio réu, através de um pedido formal feito por seu advogado, ou sugerida pelo promotor de justiça que está investigando o processo criminal. 

Caso a delação premiada seja aprovada, o delator deverá dar ao juiz informações pertinentes sobre o caso em que está envolvido. Se o juiz considerar os dado informados pelo réu realmente importantes, consentirá um "alívio" na sua pena, como:

  • redução da pena de um a dois terços do total;
  • pena em regime semiaberto;
  • anulação total da condenação;
  • perdão pelo envolvimento no crime; 

No entanto, caso as informações fornecidas pelo delator sejam inverídicas, o juiz pode aumentar a sua condenação e ainda processá-lo por "delação caluniosa", sendo punido com dois a oito anos de prisão por faltar com a verdade.

Fonte: www.significados.com.br/delacao-premiada/
Enviado por: Ana Maria


O QUE É COXINHA?

A palavra “coxinha” ganhou recentemente um novo sentido no país além da sua acepção tradicional que era a de designar o famoso salgadinho brasileiro feito de frango servido em qualquer lanchonete.

A palavra coxinha hoje é usada para descrever qualquer pessoa que apresente tendências políticas e morais conservadoras, ou uma pessoa demasiadamente preocupada com a aparência e status social, o que em outros tempos já foi muito conhecido como mauricinho.

O termo coxinha é uma gíria paulistana que se espalhou pelo Brasil. Nos anos 80, os policiais de São Paulo eram costumeiramente vistos em lanchonetes comendo coxinha, costume que era associado aos seus baixos salários. Com o tempo, coxinha, passou a ser uma palavra ligada aos policiais. Coxinha torna-se seu apelido e sinônimo.

Policiais, assim, passaram a ser chamados de “coxinhas”, e pouco tempo depois todas as pessoas demasiadamente preocupadas com a segurança, passassem a ser chamadas de coxinhas de forma jocosa pela população.

Dado que quem mais se preocupava com a segurança eram os ricos e a alta classe média, o termo coxinha passa a ser usado também como sinônimo de burguês. E vai tendo seu uso estendido, passando a descrever pessoas muito ligadas aos valores das classes mais altas, mesmo não pertencendo a elas. Uma pessoa muito arrumadinha, por exemplo, também podia ser vista como um coxinha.

Sentido político de coxinha

Foi a partir das manifestações de junho de 2013 que a expressão coxinha, sai de São Paulo e ganha uma conotação mais política ganhando popularidade em todo o Brasil.

A partir das grandes manifestações, a população do país se polariza politicamente de forma mais nítida entre direita e esquerda, e coxinha ganha um sentido pejorativo passando a ser usada para descrever a qualquer indivíduo conservador, ou seja, uma pessoa mais ligada aos princípios do capitalismo e com a ideia de livre mercado.

A palavra coxinha, portanto, passa a ser usada para descrever pessoas e comportamentos de direita.

Com isso, hoje, coxinha descreve qualquer pessoa considerada certinha, que apresenta uma postura politicamente correta, que se preocupa muito com a aparência, com a saúde e com a carreira.

Mas também alguém que vive totalmente de acordo com os valores da ordem vigente e especialmente quem defende esses valores em seus discursos ou através de seu engajamento político pode vir a ser chamado de coxinha.

Fonte: www.significadosbr.com.br/coxinha


TESTE SUA PERSONALIDADE

O teste é super simples de fazer. Escolha uma das portas ilustradas na figura. No final, leia a descrição referente ao número da porta escolhida.

Descrições:

1.

Você é uma pessoa divertida, que adora deixar o ambiente descontraído! Aliás, você sabe apreciar o prazer das coisas simples da vida. Gosta de viajar e de conhecer outras culturas. Saiba que se precisar de ajuda, as pessoas estarão prontas para te dar uma “mãozinha”, ok?

2.

Você é uma pessoa sem frescuras e não tem medo dos desafios da vida. Mas cuidado, nem tudo se resume à carreira! Tire um tempo para se conhecer melhor e apreciar as pessoas a sua volta. Lembre-se, na vida tudo pede equilíbrio e sempre há tempo de mudar o caminho escolhido.

3.

“Pau para toda obra” isso é o que verdadeiramente te define. As pessoas apreciam muito sua companhia. Além disso, você é uma pessoa super artística e isso se manifesta de diversas formas. Mas você precisa se conhecer melhor e descer das nuvens. Foque um pouco mais no mundo real!

4.

Tem alma de dramaturgo e se expressa muito bem com a escrita, a música e outros tipos de arte. Seu humor pode variar muito, mas poucas vezes você divide com outras pessoas o que anda pensando. Apesar de você achar que ninguém nunca vai entender seus sentimentos, deveria se arriscar mais e dar a chance dos outros te conhecerem melhor.

5.

Você é super produtivo e sempre está cheio de coisas para fazer. Mas você precisa prestar mais atenção no que acontece a sua volta, especialmente com relação às pessoas. Tente relaxar mais e busque coisas que você goste fazer fora de sua rotina comum. Isso ajuda muito a mandar embora o estresse.

6.

Relaxe e se preocupe menos com o que as pessoas pensam de você. Tente controlar sua personalidade autodestrutiva, afinal, nem tudo que acontece é culpa sua! Respire e relaxe. A sua vida não foi feita apenas para agradar as outras pessoas!

7.

Você está sempre pronto para tirar um tempo para os outros, mas isso não funciona da mesma forma, quando o assunto é ter tempo para você mesmo. Você é muito sentimental e os laços familiares e de amizade são importantes em sua vida.

8.

Você tem uma personalidade divertida e brincalhona, mas tende a ser uma pessoa ansiosa. Nem sempre é organizado e pode ser bem orgulhoso em situações específicas. Aprenda a se amar mais e metade de seus “problemas” estarão resolvidos.

9.

Você é uma pessoa peculiar e está sempre tentando fazer com que as coisas funcionem bem. Além disso, você é uma pessoa muito fácil de se agradar e adora ajudar os outros. Outro ponto representativo sobre sua personalidade é que você precisa apenas do básico para se sentir feliz.

10.

Estabilidade e plenitude são características importantes em sua vida. Você é uma pessoa contida, econômica, precavida e nunca deixa nada para a última hora. Além disso, você prefere ficar calado que dizer coisas frívolas ou que podem machucar alguém. Seus problemas não são um peso para as pessoas, você pode compartilhar suas dúvidas às vezes. Libere mais seu lado criativo.

Enviado por: Analuiza Paiva


FREDERICO, O GRANDE E AS BATATAS – HISTÓRIA DAS BATATAS NA ALEMANHA

Com todas as receitas com Batata que vemos por aqui, é quase impensável imaginar uma época onde elas eram desprezadas. A história da origem das Batatas na Alemanha é mais interessante do que você imagina! Envolve exploradores, guerras e um Rei que tomou a missão de fazer as batatas serem populares para si.

Acho que não seria nenhuma novidade se contássemos para vocês que por aqui a Batata é uma parte bem importante da dieta. Os alemães são particularmente famosos por seus pratos de salsichas e batatas cozidas, mas por aqui existem muitos jeitos de preparar o tubérculo.

Cozidas com sal, em purê, fritas em uma panela, fritas no óleo e também em forma de bolinhas e massa! Por isso é fácil de esquecer que as batatas existem há relativamente pouco tempo por aqui. Hoje vamos contar então uma história de reis, aldeões, guerras e batatas.

Essa história começa, na verdade, muito antes do próprio Frederick II. As batatas têm como origem as Américas; os incas, por exemplo, eram exímios fazendeiros de batatas. Em 1532 os espanhóis encontraram esse povo e levaram, além de todo o ouro que encontraram as batatas para a Europa, em 1565.

Elas se espalharam bem rápido pelo velho continente, mas eram usadas só como comida para os animais, as pessoas ainda queriam comer apenas pães e cereais. A igreja ortodoxa russa foi ainda mais longe e declarou que, já que elas não eram mencionadas na bíblia, elas não seriam boas para humanos comerem.

Mas o Rei Frederick II discordava de tudo isso, ele considerava as batatas uma opção muito boa para substituir pães e os cereais em épocas de guerra e fome.

Ele começou colocando as batatas na alimentação das suas tropas, o poderoso exército prussiano, em 1744. Eram momentos complicados e a comida estava escaça, grande parte do tempo os exércitos batalhavam atrás de mais suprimentos e comida, tanto que em 1770 a guerra contra a Áustria foi apelidada de "A guerra das Batatas".

4 anos depois, a fome ainda assolava a Prussia e Frederick ofereceu aos aldeões batatas de graça e ordenou um programa nacional de cultivo da planta. Mas o povo não se empolgou tanto com a ideia como era esperado, em uma resposta típica, a cidade de Kolberg anunciou: “Essas coisas não têm cheiro nem sabor, nem os cachorros querem comê-las, que uso teremos para elas?”.

Enraivecido Frederick ameaçou cortar o nariz e as orelhas de quem se recusasse a plantar batatas, mas rapidamente pensou melhor e bolou um plano. Ele mandou construir um campo real de batatas, fortemente protegido durante o dia. Esse campo era facilmente avistado por todos, que deviam pensar “Será que elas são realmente tão boas?” ou “Que maldito, ficando com tudo só pra ele!” “Elas pareciam tão sem graça, mas agora eu realmente quero uma pra mim”.

O segredo do plano acontecia de noite: os guardas eram reduzidos a um número muito baixo e eram instruídos a fazer vista grossa. Aldeões começaram então a invadir a plantação e roubar as preciosas batatas reais. Exatamente como o planejado.

Em suas casas os alemães começaram a experimentar novas formas de cozinhar batatas, dando origem a todos os pratos típicos que conhecemos hoje.

O próprio rei fazia questão de que houvessem pratos elaborados com batatas em seus jantares reais, os quais ele comia com gosto. Sempre que passava por cidades as distribuia para quem estivesse por perto. Hoje em dia, séculos depois, se visitarmos o túmulo de Frederick, provavelmente depois de uma deliciosa refeição com purê de batata, veremos que, além de flores, são deixadas batatas.

Fonte: www.alemanizando.com.br


TESTE O SEU PENSAMENTO LATERAL OU ALTERNATIVO!

Uma coisinha para manter sua mente ativa. Verifique o seu pensamento lateral ou "pensamento alternativo".

Pensamento lateral é definido quando se tem uma orientacão ou um ponto de vista diferente na linha normal, ou seja, daqueles que em determinada média razoavelmente se poderia obter como fruto de determinado questionamento. Por exemplo: um professor em sala de aula solicitou aos seus alunos a soma de todos os números positivos e menores do que 100. Gauss, garoto, ainda, antes de começar a fazer as contas, verificou que a soma dos N primeiros números inteiros é sempre dada pela formula 1/2 * (N + 1) * N, ou seja, ele utilizou o pensamento lateral para argumentar que a melhor maneira de obter a resposta era em um triângulo com 100 fileiras, cada uma com 100 pontos.

Podemos fazer a mesma coisa durante anos, sem, contudo, perceber outras formas de realizá-las, além daquela que se assentou em nossas práticas, e o pensamento lateral, caso o tenhamos desenvolvido, estimula a uma nova perspectiva, permitindo assim modos diferenciados de execução de tarefas costumeiras, novos insights, novos métodos e técnicas.

Leia mais no Site: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pensamento_lateral

Abaixo estão quatro questões, cujas respostas estão no final. Todas as questões e respostas são absolutamente sérias e lógicas. Procure não ver as respostas antecipadamente. Abaixo de cada figura está sua tradução para português:

Primeira questão:
(1) Há seis ovos na cesta. Seis pessoas pegam um ovo cada uma, mas um ovo é deixado na cesta. Como se explica isto?

Segunda questão:

 

(2) Respondendo a um telefonema anônimo os policiais invadem uma casa para prender um suspeito de assassinato. Eles não sabem como é sua aparência, mas sabem que seu nome é João. Dentro da casa eles encontram quatro pessoas jogando cartas e prendem uma delas sem ao menos perguntar o seu nome. Como sabem que prenderam o homem certo?

Terceira questão:

(3) Três destes copos estão cheios de suco de laranja e os outros três estão vazios. Você pode providenciar para que os seis fiquem alternados, um cheio e um vazio, mexendo apenas um dos copos?

Quarta questão:

 

(4) Havia um homem recluso que nunca saía de sua casa. A única vez  que alguém lhe falava era quando lhe traziam os alimentos e outros suprimentos, mas ninguém entrava lá. Mas aí, numa tempestuosa noite de inverno, quando uma ventania gelada estava soprando, ele teve um surto nervoso. Apagou todas as luzes e foi para a cama. Na manhã seguinte, ele causara a morte de centenas de pessoas. Como foi que isto aconteceu?

RESPOSTAS

(1) A última pessoa levou o ovo juntamente com a cesta, sem o tirar de dentro dela.

(2) Todas as outras pessoas que jogavam cartas eram mulheres.

(3) Entorne o suco do segundo copo no quinto.

(4) O recluso vivia em um farol a beira mar.


100 ERROS DE PORTUGUÊS MAIS FREQUENTES

1 - A / há
Erro:
Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Forma correta: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.
Explicação: Para indicar tempo passado usa-se o verbo haver.

2 - A champanhe / o champanhe
Erro:
Pegue a champanhe e vamos comemorar.
Forma correta: Pegue o champanhe e vamos comemorar.
Explicação: De acordo com o Dicionário Aurélio, a palavra “champanhe” provém do francês “champagne” e é um substantivo masculino, como defende a maioria dos gramáticos, explica Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional.

3 - A cores / em cores
Erro:
O material da apresentação será a cores
Forma correta: O material da apresentação será em cores
Explicação: Se o correto é material em preto em branco, o certo é dizer material em cores, explica Laurinda Grion no livro "Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).

4 - A domicílio / em domicílio
Erro:
O serviço engloba a entrega a domicílio
Forma correta: O serviço engloba a entrega em domicílio
Explicação: No caso de entrega usa-se a forma em domicílio. A forma a domicílio é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.

5 - A longo prazo / em longo prazo
Erro:
A longo prazo, serão necessárias mudanças.
Forma correta: Em longo prazo, serão necessárias mudanças.
Explicação: Usa-se a preposição em nos seguintes casos: em longo prazo, em curto prazo e em médio prazo.

6 - A nível de / em nível de
Erro:
A nível de reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo.
Forma correta: Em relação ao reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo
Explicação: De acordo com o professor Reinaldo Passadori, o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”. Exemplo: Hoje, o Rio de Janeiro acordou ao nível do mar. A expressão "em nível de" está utilizada corretamente quando equivale a "de âmbito" ou "com status de". Exemplo: O plebiscito será realizado em nível nacional.

7 - À partir de / a partir de
Erro:
À partir de novembro, estarei de férias
Forma correta: A partir de novembro, estarei de férias.
Explicação: Não se usa crase antes de verbos

8 - A pouco / há pouco
Erro:
O diretor chegará daqui há pouco.
Forma correta: O diretor chegará daqui a pouco.
Explicação: Nesse caso, há pouco indica ação que já passou, pode ser substituído por faz pouco tempo. A pouco indica ação que ainda vai ocorrer, a ideia é de futuro.

9 - À prazo / A prazo
Erro:
Vamos vender à prazo
Forma correta: Vamos vender a prazo.
Explicação: Não se usa crase antes de palavra masculina.

10 - À rua / Na rua
Erro:
José, residente à rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
Forma correta: José, residente na rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
Explicação: Os vocábulos residir, morador, residente, situado e sito pedem o uso da preposição em.

11 - A vista / à vista
Erro:
O pagamento foi feito a vista.
Forma correta: O pagamento foi feito à vista.
Explicação: Ocorre crase nas expressões formadas por palavras femininas. Exemplos: à noite, à tarde, à venda, às escondidas e à vista.

12 - Adequa / adequada
Erro:
O móvel não se adequa à sala
Forma correta: O móvel não é adequado à sala.
Explicação: Adequar é um verbo defectivo, ou seja, não se conjuga em todas as pessoas e tempos. No presente do indicativo são conjugadas apenas primeira e a segunda pessoa do plural (nós adequamos, vós adequais).

13 - Agradecer pela / agradecer a
Erro:
Agradecemos pela preferência
Forma correta: Agradecemos a preferência
Explicação: O certo é agradecer a alguém alguma coisa. Exemplo: Agradeço a Deus a graça recebida.

14 - Aluga-se / alugam-se
Erro:
Aluga-se apartamentos
Forma correta: Alugam-se apartamentos
Explicação: O sujeito da oração (apartamentos) concorda com o verbo.

15 - Anexo / anexa/ em anexo
Erro:
Segue anexo a carta de apresentação.
Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação.
Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar com o substantivo a que se refere, em gênero e número. A expressão em anexo é invariável. Laurinda Grion, autora de "Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)" lembra que alguns estudiosos condenam o uso da expressão em anexo. Portanto, dê preferência à forma sem a preposição.

16 - Ao invés de / em vez de
Erro:
Ao invés de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Forma correta: Em vez de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Explicação: “Ao invés de” representa contrariedade, oposição, o inverso. “Em vez de” quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente.

17 - Aonde / onde
Erro:
Não sei aonde fica a sala do diretor
Forma correta: Não sei onde fica a sala do diretor
Explicação: O advérbio onde indica lugar em que algo ou alguém está. Deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa a ideia de lugar. Exemplo: Não sei onde fica a cidade de Araguari. O advérbio aonde indica também lugar em que algo ou alguém está, porém quando o verbo que se relacionar com "onde" exigir a preposição “a”, deve-se agregar esta preposição, formando assim, o vocábulo "aonde". Expressa a ideia de destino, movimento, conforme exemplo a seguir: aonde você irá depois das visitas?

18 - Ao meu ver / a meu ver
Erro:
Ao meu ver, a reunião foi um sucesso
Forma correta: A meu ver, a reunião foi um sucesso.
Explicação: Não existe a expressão ao meu ver. As formas corretas são: a meu ver, a nosso ver, a vosso ver.

19 - Às micro / às micros
Erro: O pacote de tributos refere-se às micro e pequenas empresas
Forma correta: O pacote de tributos refere-se às micros e pequenas empresas
Explicação: Por se tratar de adjetivo, micro é variável e por isso deve ser grafada no plural quando for o caso.

20 - Através / por
Erro:
Fui avisada através de um email de que a reunião está cancelada.
Forma correta: Fui avisada por email de que a reunião está cancelada.
Explicação: “Para muitos gramáticos, através se refere ao que atravessa”, diz Vivien Chivalski, do Instituto Passadori. Prefira “pelo e-mail”, “por email”.

21 - Auferir / aferir
Erro:
No fim do expediente, o gestor deve auferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.
Forma correta: No fim do expediente, o gestor deve aferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.
Explicação: Os verbos aferir e auferir têm sentidos distintos. Aferir: conferir de acordo com o estabelecido, avaliar, calcular.
Auferir: colher, obter, ter. Exemplo: O projeto auferiu bons resultados.

22 - Aumentar ainda mais / aumentar muito
Erro:
Precisamos aumentar ainda mais os lucros.
Forma correta: Precisamos aumentar muito os lucros.
Explicação: Aumentar é sempre mais, não existe aumentar menos, conforme explica Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva. Portanto são formas redundantes: aumentar mais, aumentar muito mais e aumentar ainda mais.

23 - Bastante / bastantes
Erro:
Eles leram o relatório bastante vezes.
Forma correta: Eles leram o relatório bastantes vezes.
Explicação: Para saber se bastante deve variar conforme o número é preciso saber qual a classificação dele na frase. Quando é adjetivo (como no caso acima) deve variar. Exemplo: Já há provas bastantes para incriminá-lo (= provas suficientes).
Se for advérbio é invariável. Exemplo: Compraram coisas bastante bonitas (= muito bonitas). Se for pronome indefinido é variável. Exemplo: Vimos bastantes coisas (= muitas coisas).
Se for substantivo, não varia, mas pede artigo definido masculino: Os animais já comeram o bastante (= o suficiente).

24 - Bi-campeão / bicampeão
Erro:
Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bi-campeão mundial, sob o comando de Telê Santana.
Forma correta: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bicampeão mundial, sob o comando de Telê Santana.
Explicação: A forma correta de usar os prefixos numéricos “bi”, “tri”, “tetra”, “penta”, “hexa”, “hepta” (etc) é sem hífen. “O Novo Acordo Ortográfico nunca exigiu nem exige alteração gráfica”, diz o professor de língua portuguesa do Damásio Educacional, Diogo Arrais.

25 - Caiu em / caiu
Erro: O lucro caiu em 10%.
Forma correta: O lucro caiu 10%.
Explicação: O verbo cair, assim como aumentar e diminuir, não admite a preposição “em”.
E no sentido de descer, ir ao chão, ser demitido, o verbo cair é intransitivo.

26 - Chegar em/ chegar a
Erro:
Chegamos em São Paulo, ontem.
Forma correta: Chegamos a São Paulo, ontem.
Explicação: o verbo exige a preposição a. Quem chega, chega a algum lugar, ou a alguma coisa.

27 - Chove/ chovem
Erro:
Chove emails com reclamações de clientes.
Forma correta: Chovem emails com reclamações de clientes.
Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre o singular. Mas no sentido figurado, como acontece acima, flexiona-se normalmente.

28 - Comprimento / cumprimento
Erro:
Entrou e não me comprimentou.
Forma correta: Entrou e não me cumprimentou.
Explicação: Comprimento está relacionado ao tamanho, à extensão de algo ou alguém. Exemplo: Não sei o comprimento da sala. Cumprimento relaciona-se a dois verbos diferentes: cumprimentar uma pessoa (saudar) e cumprir uma tarefa (realizar). Exemplos: Cada pessoa tem um jeito de cumprimentar. O cumprimento dos prazos contará pontos na competição.

29 - Consiste de / consiste em
Erro:
A seleção consiste de cinco etapas.
Forma correta: A seleção consiste em cinco etapas.
Explicação: Consistir é verbo transitivo indireto e requer complemento regido da preposição em.

30 - Continuidade / continuação
Erro:
O sindicato optou pela continuidade da greve.
Forma correta: O sindicato optou pela continuação da greve.
Explicação: Continuidade refere-se à extensão de um acontecimento. Exemplo: dar continuidade ao governo. Continuação refere-se à duração de algo. Exemplo continuação da sessão.

31 - Correr atrás do prejuízo / correr atrás do lucro
Erro:
É hora de correr atrás do prejuízo.
Forma correta: É hora de correr atrás do lucro.
Explicação: Pode-se correr do prejuízo, mas nunca deve-se correr atrás dele. A forma correr atrás do prejuízo não faz o menor sentido, diz Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

32 - Da onde / de onde
Erro: Fortaleza é a cidade da onde vieram nossos colaboradores.
Forma correta: Fortaleza é a cidade de onde vieram nossos colaboradores.
Explicação: A forma de onde indica origem. Não existe a forma “da onde”.

33 - Daqui / daqui a
Erro:
Farei o pagamento daqui 5 dias.
Forma correta: Farei o pagamento daqui a 5 dias.
Explicação: o advérbio daqui é usado para indicar lugar ou tempo e pede a preposição a.

34 - De encontro aos / ao encontro dos
Erro:
A sua ideia vem de encontro ao que a empresa precisa neste momento.
Forma correta: A sua ideia vem ao encontro do que a empresa precisa neste momento.
Explicação: De encontro a é estar em sentido contrário, em oposição a. Ao encontro de é estar de acordo, ideia de conformidade.

35 - Debitou na/ debitou à
Erro:
O banco debitou na minha conta a taxa.
Forma correta: O banco debitou à minha conta a taxa.
Explicação: quem debita, debita a.

36 - Desapercebidas/ despercebidas
Erro:
As mudanças passaram desapercebidas pelos nossos executivos
Forma correta: As mudanças passaram despercebidas.
Explicação: Desapercebido significa desprovido de, desprevenido. Exemplo: Não parei para cumprimentá-lo porque estava desapercebido. Despercebido significa não notado, não percebido. Exemplo: O erro passou despercebido pela equipe da redação do jornal.

37 - Descrição/ discrição
Erro:
Ela age com descrição.
Forma correta: Ela age com discrição.
Explicação: Descrição refere-se ao ato de descrever. Exemplo: Ela fez a descrição do objeto. (ela descreveu). Discrição significa ser discreto.

38 - Descriminar/ discriminar
Erro:
Descrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.
Forma correta: Discrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.
Explicação: Descriminar significa absolver, inocentar. É o que o prefixo “des” faz – indica uma ação no sentido contrário – e, nesse caso, quer dizer tirar o crime. Exemplo: Ele falou em descriminar o uso de algumas drogas. Discriminar significa distinguir, separar, diferenciar, especificar. Isso pode ser feito com ou sem preconceito. Quando há preconceito, o sentido é de segregação. Exemplo: A discriminação racial deve ser combatida sempre.

39 - Devidas providências
Erro:
Peço as devidas providências.
Forma correta: Peço providências
Explicação: Trata-se de um vício de linguagem, segundo Vivien Chivalski, do Instituto Passadori - Educação Corporativa. O adjetivo (devidas) é desnecessário e redundante. “Quem pediria providências indevidas”, diz Vivien.

40 - Dispor / dispuser
Erro:
Se ele dispor de tempo, poderá atendê-lo em breve.
Forma correta: Se ele dispuser de tempo, poderá atendê-lo em breve.
Explicação: A conjugação correta do verbo dispor na terceira pessoa do singular no futuro do pretérito é se ele dispuser. A conjugação acompanha a do verbo pôr.

41 - Dois por cento / dois pontos percentuais
Erro:
No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2%.
Forma correta: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2 pontos percentuais.
Explicação: A queda de 10% para 8% não é de 2% e, sim, de 2 pontos percentuais.

42 - E nem / nem
Erro:
O funcionário não sabe escrever e nem ler.
Forma correta: O funcionário não sabe escrever nem ler.
Explicação: A conjunção nem significa “e não”.

43 - Em confirmação à / em confirmação da
Erro: Em confirmação à minha proposta, envio os valores para execução do serviço.
Forma correta: Em confirmação da minha proposta, envio os valores para execução do serviço.
Explicação: Confirmação é um substantivo feminino que pede a preposição “de”.

44 - Em mãos/ em mão
Erro:
O envelope deve ser entregue em mãos.
Forma correta: O envelope deve ser entregue em mão.
Explicação: Ninguém escreve a mãos, nem fica em pés. O correto é em mão, cuja abreviatura é E. M.

45 - Em vias de / em via de
Erro:
Estou em vias de finalizar o projeto.
Forma correta: Estou em via de finalizar o projeto.
Explicação: A locução é “em via de” e significa “a caminho de”, “prestes a”.

46 - Eminente/ iminente
Erro:
A falência é eminente.
Forma correta: A falência é iminente.
Explicação: Eminente é um adjetivo que significa alto, grande, elevado, saliente, pessoa importante, notável. Exemplos: Era um eminente orador. A montanha eminente surge na paisagem.
Iminente também é um adjetivo, mas indica que algo está prestes a acontecer. Exemplo: A sua morte é iminente.

47 - Ensinar a executarem / ensinar a executar
Erro:
O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executarem as tarefas.
Forma correta: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executar as tarefas.
Explicação: Não se flexiona infinitivo com preposição que funcione como complemento de substantivo, adjetivo ou do próprio verbo principal. Exemplo: As mulheres conquistaram o direito de trabalhar fora de casa.

48 - Entre eu e ele / entre mim e ele
Erro:
Entre eu e ele não há conversa nem acordo.
Forma correta: Entre mim e ele não há conversa nem acordo.
Explicação: Os pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito (ou predicativo do sujeito) e não de complemento.

49 - Falta/faltam
Erro:
Falta 30 dias para minhas férias começarem
Forma correta: Faltam 30 dias para minhas férias começarem.
Explicação: O verbo deve concordar com o sujeito da frase. Laurinda Grion, autora de “Os erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva, ensina um macete para encontrar o sujeito: “pergunte, antes do verbo, quem é que...? (para pessoas) ou que é que...? (para coisas)”. No exemplo acima a resposta é: 30 dias faltam.

50 - Fazem /faz
Erro:
Fazem oito semanas que fui promovida.
Forma correta: Faz oito semanas que fui promovida.
Explicação: Verbo fazer quando sinaliza tempo que passou fica na 3ª pessoa do singular.

51 - Fazer uma colocação/ emitir uma opinião
Erro:
Deixe-me fazer uma colocação a respeito do tema da reunião.
Forma correta: Deixe-me emitir uma opinião a respeito do tema da reunião.
Explicação: o padrão formal é emitir uma opinião e não fazer uma colocação, embora esta seja uma forma bastante usada.

52 - Ficou claro / ficou clara
Erro:
Ficou claro, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
Forma correta: Ficou clara, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
Explicação: A necessidade de corte de gastos é que ficou clara, durante a reunião.

53 - Foi assistida / assistiu à
Erro:
A palestra foi assistida por muita gente
Forma correta: Muita gente assistiu à palestra.
Explicação: Verbo assistir no sentido de ver, presenciar, é transitivo indireto e a voz passiva só admite verbos transitivos diretos.

54 - Fosse... comprava / fosse...compraria
Erro:
Se eu fosse você eu comprava aquela gravata.
Forma correta: Se eu fosse você eu compraria aquela gravata.
Explicação: Atente à correlação verbal. Imperfeito do subjuntivo (se eu fosse) é usado com o futuro do pretérito (compraria).

55 - A grosso modo / grosso modo
Erro:
O que quero dizer, a grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.
Forma correta: O que quero dizer, grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.
Explicação: A expressão é “grosso modo”, sem a preposição a.

56 - Guincho / guinchamento
Erro:
Sujeito a guincho
Forma correta: Sujeito a guinchamento
Explicação: Guincho é o veículo que faz a ação, isto é, o guinchamento.

57 - Há 10 anos atrás / há 10 anos
Erro:
Há 10 anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.
Formas corretas: Há 10 anos, eu decidi comprar um imóvel. Dez anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.
Explicação: É redundante usar “há” e “atrás” na mesma frase. O verbo haver impede a palavra atrás em seguida sempre que estiver relacionado a tempo, à ação que já se passou. Há, portanto, duas formas corretas para a frase: “há dez anos” ou “dez anos atrás”.

58 - Hora / ora
Erro:
Você pediu minha decisão, por hora ainda não a tenho.
Forma correta: Você pediu minha decisão, por ora ainda não a tenho.
Explicação: A expressão “por hora”, quando escrita com a letra “h”, refere-se ao tempo, a marcação em minutos. Exemplo: O carro estava a cento e vinte quilômetros por hora.
A expressão “por ora”, quando escrita sem o “h”, dá a ideia de no momento ou agora. É um advérbio de tempo, expressa sentido de por enquanto, no momento, atualmente. Exemplo: “Por ora estou muito ocupado”.

59 - Horas extra / horas extras
Erro:
Você deverá fazer horas extra para terminar o relatório.
Forma correta: Você deverá fazer horas extras para terminar o relatório.
Explicação: Neste caso, extra é um adjetivo e, portanto, é variável.

60 - Houveram / houve
Erro:
Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Explicação: Haver no sentido de existir não é usado no plural.

61 - Implicará em / implicará
Erro:
A sua atitude implicará em demissão por justa causa.
Forma correta: A sua atitude implicará demissão por justa causa.
Explicação: o verbo implicar, quando é transitivo direto, significa “dar a entender”, “pressupor” ou “trazer como consequência”, “acarretar”, “provocar”. E se a transitividade é direta, isso quer dizer que não pede preposição.

62 - Independente / independentemente
Erro:
Independente da proposta, minha resposta é não.
Forma correta: Independentemente da proposta, minha resposta é não.
Explicação: Independente é adjetivo e independentemente é advérbio. O enunciado acima pede o advérbio.

63 - Insisto que/ insisto em que
Erro:
Insisto que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.
Forma correta: Insisto em que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.
Explicação: O verbo insistir é transito indireto, quando objeto for uma coisa usa-se a preposição em e a preposição com aparece quando há referência a uma pessoa. Exemplo: Insisto nisso com o diretor.

64 - Junto a/ no/ ao
Erro:
Solicite junto ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.
Forma correta: Solicite ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.
Explicação: As locuções “junto a, junto de” são sinônimas e significam "perto de", "ao lado de". Não cabem na frase acima. Para você lembrar, não desconte cheques junto ao banco e sim com o banco. Não renegocie uma dívida junto aos credores e sim com os credores.
Evite empregar a expressão “junto a” em lugar de com, de, em e para.
Assim, em lugar de “conseguimos apoio junto à equipe” escreva “conseguimos apoio da equipe”, indica Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori - Educação Corporativa.

65 - Maiores informações / mais informações
Erro:
Caso precise de maiores informações, entre em contato conosco.
Forma correta: Caso precise de mais informações, entre em contato conosco.
Explicação: Conforme explica Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “maior” é comparativo, não deve ser utilizado nesse caso.

66 - Mal / mau
Erro:
Era um mal funcionário e foi demitido.
Forma correta: Era um mau funcionário e foi demitido
Explicação: Reinaldo Passadori, professor e CEO do Instituto Passadori, explica que mau e bom são adjetivos, ou seja, conferem qualidade aos substantivos, palavras que nomeiam seres e coisas. Exemplos: “Ele é bom médico” e “Ele é mau aluno”.
Por outro lado, mal e bem podem exercer três funções distintas. Exercem a função de advérbios, modificam o estado do verbo, por exemplo: “Seu filho se comportou mal na escola” e “ele foi bem aceito no novo trabalho”.
Como conjunção, servindo para conectar orações, como em “Mal chegou e já se foi”. Essas palavras também têm a função de substantivos, por exemplo: “Você é o meu bem” e “o mal dele é não saber ouvir”.

67 - Mal humorado / mal-humorado
Erro:
Estava mal humorado e isso afetou a todos da equipe.
Forma correta: Estava mal-humorado e isso afetou a todos da equipe.
Explicação: Diogo Arrais, professor do Damásio Educaional, explica que as formações vocabulares com MAL- exigem hífen caso a palavra principal inicie-se por vogal, h ou l: mal-estar, mal-empregado, mal-humorado, mal-limpo.

68 - Mão-de-obra / mão de obra
Erro:
A falta de mão-de-obra qualificada é um dos gargalos da economia brasileira.
Forma correta: A falta de mão de obra qualificada é um dos gargalos da economia.
Explicação: Com palavras justapostas (uma após a outra) em que haja um termo de ligação (geralmente uma preposição ou conjunção) não se usa hífen, segundo Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori de Educação Corporativa.

69 - Meio-dia e meio / meio-dia e meia
Erro:
Entregarei o relatório ao meio-dia e meio.
Forma correta: Entregarei o relatório ao meio-dia e meia.
Explicação: O termo meio pode ter duas funções: adjetivo e advérbio, segundo explica Laurinda Grion no livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer). Quando advérbio, meio quer dizer “um pouco” e é invariável. Quando adjetivo, meio quer dizer “metade de” e é variável, ou seja, concorda com o termo a que se refere.

70 - No aguardo / ao aguardo
Erro:
Fico no aguardo da sua resposta.
Forma correta: Fico ao aguardo da sua resposta.
Explicação: O certo é “ao aguardo de”, “à espera de”, segundo Laurinda Grion, autora do livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).

71 - No ponto de / a ponto de
Erro:
A demanda da chefia é tão alta, que estou no ponto de mandar tudo às favas.
Forma correta: A demanda da chefia é tão alta, que estou a ponto de mandar tudo às favas.
Explicação: Para dar a ideia de estar “prestes a”, “na iminência de”, use a expressão “a ponto de”, indica Laurinda Grion.

72 - O mesmo / ele
Erro:
Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.
Forma correta: Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado neste andar.
Explicação: De acordo com Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “o mesmo” não serve para substituir uma palavra anteriormente dita. Quem está nas empresas, portanto, deve preferir os pronomes ele(s) ou ela(s), cuidando para adequar a partícula “se” à nova sentença.

73 - Onde / em que
Erro:
Vamos à reunião onde decidiremos os rumos da companhia.
Forma correta: Vamos à reunião em que decidiremos os rumos da companhia.
Explicação: de acordo com Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, reunião não é lugar e as palavras onde e aonde se referem apenas a lugares. Prefira “a reunião em que” ou “na qual decidiremos sobre”.

74 - O quanto antes / quanto antes
Erro:
Voltarei ao escritório o quanto antes.
Forma correta: Voltarei ao escritório quanto antes.
Explicação: Antes da locução adverbial “quanto antes” não se usa artigo definido “o”, diz Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

75 - Parcela única / de uma só vez
Erro:
O pagamento será feito em parcela única.
Forma correta: O pagamento será feito de uma só vez.
Explicação: Parcela significa parte de um todo, diz Laurinda Grion. Logo se não há parcelamento, o certo é dizer “de uma só vez”.

76 - Por que / porque
Erro:
Não a vi ontem por que eu estava fora da cidade.
Forma correta: Não a vi ontem porque eu estava fora da cidade.
Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica: porque é uma conjunção e serve para ligar duas ideias, duas orações. É usado ando a segunda parte apresenta uma explicação ou causa em relação à primeira. A forma “por que” é um advérbio interrogativo de causa e é usada quando pedimos por uma causa ou motivo. Caso mais incomum para o uso da forma “por que” é quando ela pode ser substituída por “para que”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, pelas quais. Exemplos: Lutamos por que (para que) a obra terminasse antes da inauguração. Este é o caminho por que (pelo qual) passamos.

77 - Porquê / por quê
Erro:
A diretriz mudou, não sei porquê.
Formas corretas: A diretriz mudou, não sei por quê. A diretriz mudou, não sei o porquê.
Explicação: Segundo explicação de Viven Chivalski, “porquê” substitui as palavras razão, causa ou motivo. É um substantivo e, como tal, tem plural e pode vir acompanhado por artigos, pronomes e adjetivos. A palavra geralmente é antecedida de artigo “o” ou “um”.

Use a expressão “por quê” quando ela estiver no fim da frase. Alguns autores dizem que isso vale também quando houver uma pausa, uma vírgula, não importa que seja pergunta ou não, diz Vivien. Exemplos: Não aprovaram a proposta e não sabemos por quê. Não temos o resultado da concorrência. Por quê? Não sabemos por quê, onde e quando tudo aconteceu.

78 - Penalizado / punido
Erro:
Quem desrespeitar o código de conduta será penalizado.
Forma correta: Quem desrespeitar o código de conduta será punido.
Explicação: Penalizar significa “causar pena”, “magoar”. No sentido de castigar, o certo é usar o verbo punir, indica Laurinda Grion.

79 - Por causa que / porque / por causa de
Erro:
Não fui à aula por causa que está chovendo muito.
Formas corretas: Não fui à aula porque está chovendo muito. Não fui à aula por causa da chuva.
Explicação: O certo é usar “porque” ou “por causa de”.

80  - Por cento veio / por cento vieram
Erro:
Entre os funcionários, 15% é contra a mudança de sede.
Forma correta: Entre os funcionários 15% são contra a mudança de sede.
Explicação: Números percentuais exigem concordância.

81 - Precaver / prevenir
Erro:
É importante que a empresa se precavenha contra invasões.
Forma correta: É importante que a empresa se previna contra invasões.
Explicação: O verbo precaver é defectivo, não tem todas as conjugações. No presente do indicativo só existem a 1ª e 2ª pessoa do plural (precavemos e precaveis) e não existe presente do subjuntivo.

82 - Precisam-se / precisa-se
Erro:
Precisam-se de bons vendedores.
Forma correta: Precisa-se de bons vendedores.
Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica que sempre que houver uma preposição depois do pronome “se” (de, por, para, com, em, etc.) não haverá plural, apenas singular. Exemplo: Trata-se de ideias inovadoras.

83 - Prefiro ... do que / prefiro... a
Erro:
Prefiro sair mais tarde do trabalho do que ficar parado no trânsito.
Forma correta: Prefiro sair mais tarde do trabalho a ficar parado no trânsito.
Explicação: Não há necessidade do comparativo “do que” porque, conforme a explicação de Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, não há comparação. “Não há necessidade de palavras como mais, mil vezes, do que”, diz o professor.

84 - Preveram / previram
Erro:
Os analistas preveram tempos de crise.
Forma correta: Os analistas previram tempos de crise.
Explicação: A conjugação do verbo prever segue a do verbo ver. Logo, se o certo é dizer eles viram, é certo dizer eles previram.

85 - Quadriplicar / quadruplicar
Erro:
O número de funcionários quadriplicou no ano passado.
Forma correta: O número de funcionários quadruplicou no ano passado.
Explicação: Quádruplo é o numeral e significa multiplicativo de quatro, quantidade quatro vezes maior que outra. Quadruplicação, quadruplicar e quádruplo são as formas corretas, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria comete)”, da editora Saraiva.

86 - Qualquer / nenhum  
Erro:
Informo-lhes que não mantenho qualquer tipo de vínculo com a Construtora XYZ Ltda.
Forma correta: Informo-lhes que não mantenho nenhum tipo de vínculo com a Construtora XYZ Ltda.
Explicação: De acordo com a explicação de Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva, qualquer é pronome de sentido afirmativo. “Logo, em construções negativas, deve-se empregar nenhum”, diz Laurinda, no livro.

87 - Quantia / quantidade
Erro:
Informe a quantia exata de itens no estoque.
Forma correta: Informe a quantidade de itens no estoque.
Explicação: Usa-se quantia para dinheiro e quantidade para coisas, diz Laurinda Grion.

88 - Que preciso / de que preciso
Erro:
Os documentos que preciso estão na gaveta.
Forma correta: Os documentos de que preciso estão na gaveta.
Explicação: O verbo precisar pede a preposição “de”, explica Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori.

89 - Reaveu / reouve
Erro:
A homenagem reaveu nossa motivação.
Forma correta: A homenagem reouve nossa motivação.
Explicação: Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, explica que o pretérito perfeito de reaver é reouve.
Gramaticalmente, o verbo REAVER é defectivo, só se conjuga nas formas em que o verbo HAVER possui a letra V. Presente do indicativo: reavemos, reaveis. Pretérito perfeito do indicativo: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.

90 - Responder o / responder ao
Erro:
Vou responder o email daqui a pouco.
Forma correta: Vou responder ao email daqui a pouco.
Explicação: A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta, é sempre indireta, ou seja, pede a preposição “a”.

91 - Retificar / ratificar
Erro:
O homem retificou as informações perante o juiz.
Forma correta: O homem ratificou as informações perante o juiz
Explicação: Reinaldo Passadori explica o significado dos verbos ratificar e retificar. “Ratificar, do latim medieval, possui os seguintes significados: confirmar, reafirmar, validar, comprovar, autenticar.
Retificar, também do latim com base na palavra rectus, se refere ao ato de corrigir, emendar, alinhar ou endireitar qualquer coisa”, explica o professor Passadori.

92 - Rúbrica / rubrica
Erro:
Ponha a sua rúbrica em todas as páginas do relatório, por favor.
Forma correta: Ponha a sua rubrica em todas as páginas do relatório, por favor.
Explicação: Rubrica é paroxítona, sem acento.

93 - Senão / se não
Erro:
Senão fizer o relatório, não cumprirá a meta.
Forma correta: Se não fizer o relatório, não cumprirá a meta.
Explicação: Para dar a ideia de “caso não faça o relatório”, como no exemplo acima, o certo é utilizar a forma separada.
Senão (em uma só palavra) tem vários significados, segundo explicação de Laurinda Grion: do contrário, de outra forma, aliás, a não ser, mais do que, menos, com exceção de, mas, mas sim, mas também, defeito, erro, de repente, subitamente.

94 - Seríssimo / seriíssimo
Erro:
O problema é seríssimo.
Forma correta: O problema é seriíssimo.
Explicação: Os adjetivos terminados em io antecedido de consoante possuem o superlativo com ii, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.

95 - Somos em / somos
Erro:
No escritório, somos em cinco analistas.
Forma correta: No escritório, somos cinco analistas.
Explicação: Não há necessidade de empregar a preposição “em”.

96 - Tão pouco / tampouco
Erro:
Não fala inglês, tão pouco espanhol.
Forma correta: Não fala inglês, tampouco espanhol
Explicação: Tão pouco equivale a muito pouco.
Já tampouco pode significar: também não, nem sequer e nem ao menos.

97 - Vem/ veem
Erro:
Eles vem problemas em todas as inovações propostas
Forma correta: Eles veem problemas em todas as inovações propostas.
Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, mostra as conjugações no presente do verbo ver: ele vê (com acento), eles veem (sem acento, segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa). Exemplos: Ele vê os filhos aos sábados. Eles veem o pai uma vez por semana.
O verbo vir, no presente, é conjugado assim: ele vem, eles vêm (com acento). Ele não vem sempre aqui. Eles vêm a São Paulo uma vez por ano.

98 - Vir / vier
Erro:
Se ele não vir amanhã, vai perder mais uma reunião importante.
Forma correta: Se ele não vier amanhã, vai perder mais uma reunião importante.
Explicação: No caso do verbo vir, temos as seguintes formas no futuro do subjuntivo, explica Vivien Chivalski: quando eu vier, ele vier, nós viermos, eles vierem.

99 - Visar / visar a
Erro:
Augusto visa o cargo de diretor comercial da empresa.
Forma correta: Augusto visa ao cargo de diretor comercial da empresa.
Explicação: Visar com o sentido de pretender é transitivo indireto, isto é, exige a preposição “a”.

100 - Zero horas/ zero hora
Erro:
O novo modelo entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.
Forma correta: O novo modelo entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.
Explicação: O adjetivo composto zero-quilômetro é invariável, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.


INTERNET BRASILEIRA, 20 ANOS

Em 1995, mergulhamos fundo na novidade chamada internet

A internet comercial brasileira está completando duas décadas. Até 1995, nossa conexão com a rede mundial de computadores só era possível a partir de universidade, de órgãos governamentais e do Ibase, com seu pioneiro Alternex. No início daquele ano, ninguém ainda conseguiria prever qual o modelo de acesso que seria adotado no Brasil. A Embratel chegou a pretender ser provedor único. Seus planos monopolistas não deram certo, numa virada surpreendente, que ainda não foi bem investigada. Aliás, precisamos de uma boa história das cibercomunicações nacionais. Anoto aqui informações pitorescas para ajudar quem se dispor a realizar essa tarefa.

Em novembro de 1994, o caderno de informática do Jornal do Brasil publicou a lista de “todos os WWWs brasileiros”. Eram apenas 28 endereços, 26 de universidades mais o do Ibase e o da Caixa Econômica Federal. A matéria era didática, mas incompreensível para o leitor comum: “Com os WWWs, o usuário pode ‘visitar’ museus, instituições de pesquisa, a Casa Branca ou até assistir ao show dos Rolling Stones. A forma de apresentação do Web são as páginas.” Já em outubro de 1995, uma matéria d’O Globo tinha como manchete “Garanta seu espaço na Net” e trazia a lista dos 14 provedores de acesso cariocas e paulistas, quase todos BBSs que passaram a permitir conexões com a internet. Meses antes, Tadao Takahashi – então coordenador da Rede Nacional de Pesquisas (RNP), órgão que construiu a espinha dorsal da rede brasileira – anunciava que em 1997 esses provedores teriam 150 mil usuários.

Eram cálculos modestos. Computadores não eram itens de consumo exatamente populares. Modems faziam menos sucesso ainda. Conheci Tadao nessa época, quando a RNP tinha escritório no IMPA. Ele me procurou para ajudar em estudo sobre os usos sociais que a internet poderia ter no Brasil, tentando garantir acesso verdadeiramente democrático, já anunciando algo que depois seria chamado de inclusão digital. Eu, Jayme Aranha Filho e Eduardo Viveiros de Castro organizamos, a pedido da RNP, um evento com nome pomposo, mas bem precavido: Seminário Preparatório sobre Aspectos Socioculturais da Internet no Brasil, realizado nos dias 28 e 29 de agosto de 1995 no auditório do LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica), na Praia Vermelha. O objetivo era apenas elaborar recomendações para a abertura comercial da internet em território nacional. A RNP ainda pensava que isso seria feito com calma. Claro que a realidade atropelou a tentativa de planejamento. Quando a ciberporteira abriu, os brasileiros demonstraram que se sentem tão em casa na internet quanto em bloco de carnaval de rua.

Eu já tinha acesso Altenex desde o tempo em que para mandar um email era necessário decorar vários comandos Unix. Lembro minha emoção ao descobrir, quase secretamente, que durante a Rio 92, nosso acesso ao novíssimo WWW tinha sido liberado. Por isso ficava sempre procurando maneiras mais estáveis e velozes de conexão. Recebi uma daquelas cartas, em maio de 1995, anunciando: “A EMBRATEL tem a satisfação de disponibilizar para V. Sa. o acesso à Internet na modalidade IP discado.” Deixava claro que era um “projeto piloto” e apresentava dois números de telefone, um para velocidades de acesso até 14.4 Kbps e o outro para 28.8 Kbps (facilitando a comparação: 1 mega de banda larga é quase 35 vezes mais veloz que 28.8 Kbps, e temos que incluir aí os perrengues com ruídos nas linhas telefônicas de 20 anos atrás). No “piloto” a vantagem seria conexão de dados gratuita; o usuário só pagaria pela ligação telefônica. Era mesmo uma tentativa de se tornar a única porta de entrada para a internet no Brasil. Acho que não durou nem até o final de1996. Quando outros provedores foram autorizados a comercializar acesso, a Embratel dançou.

Guardei um encarte da revista “Internet Brasil” de setembro de 1996. É um “guia de home-pages e provedores de acesso do Brasil”. Não dá mais para contar. São cerca de 4 mil URLs, quase 150 vezes mais do que o número de menos de dois anos antes. São algo em torno de 300 provedores.

Que ninguém pense que o Brasil estava atrasado. A explosão popular da internet nos EUA aconteceu também em 1995. Em julho de 1994 a revista Time publicou capa sobre “o estranho mundo novo da internet”. Em novembro de 1994 a Business Week explicava “como a internet vai mudar a maneira como você faz negócios”. Em janeiro de 1995 a PC World – publicação mais especializada em nerds impossível – trazia na capa a seguinte manchete: “como se conectar à internet”. Nós brasileiros mergulhamos fundo e convictos na novidade estranha. Pena que até hoje mais como usuários do que como criadores de serviços. Assunto para a coluna da semana que vem.

Fonte: Jornal O Globo
Hermano Vianna


BEBÉS FINLANDESES EM CAIXAS DE CARTÃO

Há 75 anos, todas as mulheres grávidas na Finlândia recebem um kit de maternidade do governo. O kit inclui uma caixa com roupas, lençóis e brinquedos, e a ideia é que a própria caixa seja usada como cama durante os primeiros meses de vida do bebê.

Muitos acreditam que o kit ajudou a Finlândia a alcançar uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do mundo.

É uma tradição com origem na década de 1930, desenvolvida para dar a todas as crianças na Finlândia um começo de vida igual, independente da classe social.

O kit de maternidade é um presente do governo e está disponível para todas as gestantes.

Ele contém macacões, um saco de dormir, roupas de inverno, produtos de banho para o bebê, assim como fraldas, roupas de cama e um pequeno colchão.

Com o colchão no fundo, a caixa torna-se a primeira cama do bebê. Muitas crianças, de todas as classes sociais, têm seus primeiros cochilos dentro da segurança das quatro paredes da caixa de papelão.

Acompanhamento pré-natal para todos

As mães podem escolher entre receber a caixa ou uma ajuda financeira, que atualmente é de 140 euros (R$ 390), mas 95% optam pela caixa, que vale muito mais.

A tradição começou em 1938, mas inicialmente o sistema só estava disponível para as famílias de baixa renda. Mas isso mudou em 1949.

"A nova lei diz que para receber o kit ou o dinheiro, as gestantes têm que visitar um médico ou uma clínica pré-natal municipal antes do quarto mês de gestação," disse Heidi Liesivesi, que trabalha no Kela, o Instituto de Seguro Social da Finlândia.

Na década de 1930, a Finlândia era um país pobre e a mortalidade infantil era alta ─ 65 em 1.000 bebês morriam. No entanto, os números melhoraram rapidamente nas décadas que se seguiram.

Mika Gissler, professora do Instituto Nacional para Saúde e Bem-Estar em Helsinque, acredita que o kit de maternidade e os cuidados pré-natal para todas as mulheres introduzidos na década de 1940, um sistema de seguro de saúde nacional e um sistema central da rede hospitalar na década de 1960 foram fundamentais para reverter essa situação.

As mães mais felizes do mundo

Roupas de bebê

Aos 75 anos de idade, o kit é agora uma parte estabelecida do rito finlandês de passagem para a maternidade, unindo gerações de mulheres.

"É fácil saber em que ano os bebês nasceram, porque as roupas do kit mudam um pouco a cada ano. É bom comparar e pensar: 'Ah, aquele menino nasceu no mesmo ano que o meu'", diz Titta Vayrynen, de 35 anos, mãe de dois filhos pequenos.

Para algumas famílias, o conteúdo da caixa seria inviável se não fosse gratuito.

"Um relatório publicado recentemente dizia que as mães finlandeses são os mais felizes do mundo e na hora eu pensei na caixa. Somos muito bem cuidados pelo governo, mesmo agora que alguns serviços públicos sofreram pequenos cortes", diz ela.

O conteúdo da caixa mudou muito ao longo dos anos, refletindo a mudança dos tempos.

Símbolo de igualdade

"Os bebês costumavam dormir na mesma cama que os pais e foi recomendado que esse costume acabasse", disse Panu Pulma, professor de História Finlandesa e Nórdica da Universidade de Helsinque. "Incluir a caixa no kit serviu como um incentivo para os pais colocarem os bebês para dormir separados deles.”

Em um certo momento, mamadeiras e chupetas foram removidos para incentivar o aleitamento materno.

"Um dos principais objetivos de todo o sistema era fazer com que as mulheres amamentassem mais e funcionou", diz Pulma.

Ele também acha que incluir livros infantis teve um efeito positivo, encorajando as crianças a segurar os livros e, um dia, lê-los.

Pulma acredita que a caixa é um símbolo da ideia de igualdade, e da importância das crianças.

Fonte: BBC News
Autora: Helena Lee


AS CIDADES QUE SÃO NÚMERO 1

O Brasil tem 5 564 municípios. Alguns possuem indicadores sociais de países ricos. Outros adotaram experiências dignas de ser reproduzidas. Muitos batem recordes mundiais e nacionais na agricultura e na indústria. Alguns são famosos por suas peculiaridades. VEJA selecionou quarenta dessas cidades
http://veja.abril.com.br/veja_online_2006/imagens/fio_assinatura.gif

Qualidade de vida

O maior índice de área verde
Com 0,8 árvore e 94 metros quadrados de matas por habitante, Goiânia é a cidade com a área urbana mais verde do país. A campeã mundial, Edmonton, no Canadá, tem só um pouco mais: 100 metros quadrados por habitante.

O maior IDH
Há dez anos São Caetano do Sul, no ABC paulista, ostenta a maior nota nacional no Índice de Desenvolvimento Humano, que mede a qualidade de vida com base em três indicadores (renda per capita, alfabetização e expectativa de vida). Se fosse um país, a cidade estaria mais bem posicionada no ranking mundial que Portugal.

A mais segura
Os índices de criminalidade de Maringá, no noroeste paranaense, são comparáveis aos de Amsterdã, a capital da Holanda. Sua taxa de homicídios é de 7,9 para cada 100 000 pessoas. No resto do país, alcança 35,5. A cidade venceu o crime ao criar um canal permanente de comunicação entre a polícia e a sociedade, que, hoje, paga diretamente algumas das despesas da corporação.

Tecnologia
A maior cobertura wireless
Três cidades brasileiras têm cobertura 100% wireless: a amazonense Parintins, a fluminense Piraí e a paulista Sud Mennucci. Embora esteja no meio da floresta, Parintins oferece o benefício a mais de 100 000 pessoas. Piraí tem apenas 24 000 moradores. Sud Mennucci não alcança sequer 8 000 habitantes.

A cidade mais informatizada
Fica na capital federal o maior porcentual de domicílios com acesso a aparelhos de tecnologia de informação e comunicação. Em Brasília, as proporções de lares com desktops, de pessoas com notebooks e de donos de celulares são superiores às de São Paulo.

Sustentabilidade
A maior produtora de energia eólica
A cidade gaúcha de Osório é assolada por ventos abundantes. Transformou o que seria um problema em solução. Seus 75 cata-ventos formam o maior parque eólico da América Latina, fornecem energia a seus 40 000 habitantes e a mais 650 000 em Porto Alegre.

A que mais recicla
O Brasil é o país que mais recicla alumínio no mundo: mais de 1 milhão de latinhas por hora. Destas, 70% são recicladas em Pindamonhangaba, no leste paulista, que sedia a maior empresa de reciclagem do planeta, a Novelis.

Economia

 

A maior fabricante de lingerie
Nova Friburgo
, no estado do Rio, é a sede de 900 confecções de roupa íntima. Juntas, elas colocam por ano no mercado 125 milhões de peças de lingerie, um quarto do total nacional.

O maior exportador de peixes
Nos rios da Floresta Amazônica, vivem 2 000 espécies de peixes ornamentais. O município amazonense de Barcelos é o que mais explora esse patrimônio. Dez por cento da população local está envolvida na captura e exportação anual de 20 milhões de peixes. A atividade é responsável por mais da metade da renda da cidade.

A maior produtora de café
Há trinta anos, plantou-se o primeiro pé de café em Patrocínio, no Triângulo Mineiro. Hoje, a cidade colhe 42 000 toneladas do grão, o suficiente para servir 34 xícaras da bebida para cada brasileiro. Um detalhe: são plantados lá alguns dos melhores cafés do país.

A maior exportadora de sapatos
Nos anos 90, as indústrias de sapato gaúchas migraram para o Ceará, que passou a fabricar 37% dos sapatos exportados pelo país. Sobral responde por 45% da produção cearense.

A maior produtora mundial de suco de laranja
Itápolis
, na região central do estado de São Paulo, produz 710 000 toneladas de laranja por ano. A fruta é espremida, transformada em suco e exportada pela empresa Cutrale, que domina o mercado mundial do produto.

A maior fabricante mundial de etiquetas
Com uma produção local de 200 toneladas mensais, Blumenau, em Santa Catarina, é a líder mundial na produção de etiquetas. O volume produzido no município é suficiente para "etiquetar" meio bilhão de peças por mês. O segmento fatura cerca de 500 milhões de reais por ano.

A maior fabricante mundial de lápis
No país que mais fabrica lápis, São Carlos, na região central do estado de São Paulo, se destaca: a cidade é responsável por 40% da produção nacional, com 1,8 bilhão de unidades por ano. Desse total, 50% são exportados para mais de setenta países e o restante abastece o mercado local.

Educação e cultura

A mais alfabetizada
Menos de 1% da população com mais de 15 anos de São João do Oeste, no oeste catarinense, é analfabeta. A taxa é semelhante à do Japão. A erradicação do analfabetismo se deve ao empenho de padres de origem alemã, que construíram uma igreja e uma escola na cidade logo que a região foi povoada, nos anos 30.

A maior frequência escolar
Desde 2006 não há evasão escolar em Orindiúva, no noroeste paulista. A conquista, semelhante à da Finlândia, garantiu ao município o primeiro lugar no ranking de responsabilidade fiscal e social elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios.

A cidade das artes plásticas
Olinda, na região metropolitana do Recife, tem a maior proporção de artistas por metro quadrado do Brasil. Lá, moram mais artistas do que médicos, por exemplo. Somente o sítio histórico concentra 203 artistas e 120 ateliês em 1 200 metros quadrados.

Onde mais se lê
Os habitantes da gaúcha Passo Fundo lêem, em média, 6,5 livros por ano – um índice próximo ao francês e mais de três vezes superior ao brasileiro. Para alardear o feito, a prefeitura inaugurou em março um monumento de metal de 13 metros de altura chamado Árvore das Letras.

Demografia

A única totalmente branca
Todos os 1 583 habitantes de Montauri, contados em 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são caucasianos. Situada no norte do Rio Grande do Sul, a cidade foi fundada em 1904 por italianos. Seus descendentes vivem da criação de porcos e frangos.

A maior proporção de negros
Riacho Frio, no sul do Piauí, é o município brasileiro com o maior porcentual de negros do Brasil: 62% da população. Outros 18% são pardos. Em sua maioria, são descendentes de angolanos e congoleses. Presume-se que a concentração se deve à sua proximidade com antigos quilombos.

 

O maior número de índios urbanos
A população que se declara indígena em Manaus já seria suficiente para converter a cidade na quinta maior reserva do país. Se os que não se declaram assim também fossem contados, é possível que a cidade assumisse o primeiro lugar.

Religião

A mais evangélica
Oitenta por cento dos 3 600 habitantes de Quinze de Novembro, no centro do Rio Grande do Sul, se denominam protestantes. Eles mantiveram a religião de seus antepassados, luteranos alemães que fundaram a cidade no início do século XX.

A mais incrédula
Sessenta por cento dos habitantes de Nova Ibiá, na zona cacaueira da Bahia, declaram não ter religião. Ganha de longe da segunda colocada, a paraibana Pitimbu, onde 42% dos moradores não seguem nenhum credo.

A mais muçulmana
Apenas 3% dos 5 200 habitantes de Chuí, na fronteira com o Uruguai, se declaram mulçumanos. É o suficiente para que ela seja considerada a cidade com a maior proporção de seguidores dessa religião no país. Em sua maioria, são palestinos que imigraram nos anos 60, se aculturaram e flexibilizaram seus costumes.

Saúde

A maior proporção de idosos
Nada menos que 9% da população de São Paulo é constituída por pessoas com mais de 60 anos. Ao todo, são 970 000 cidadãos. A maioria deles mora em bairros de alta renda, como Higienópolis e Jardim Paulista.

A maior proporção de médicos
O Brasil precisaria ter um médico para cada 1 000 habitantes. Tem um para cada 600 – ou seja, está acima do recomendado pela ONU. Em Niterói, no Grande Rio, essa relação chega a ser de um médico para cada 94 pessoas.

A menor mortalidade infantil
Janaúba
está situada em uma das regiões mais pobres de Minas Gerais, mas registra apenas 4,1 óbitos por cada 1 000 nascidos. A média nacional é de 25 óbitos por 1 000 nascidos. Janaúba alcançou o índice, melhor que o americano e equivalente ao suíço, nesta década, graças a um programa que deu atenção especial às gestantes e às crianças em situação de risco. Há apenas oito anos, a mortalidade infantil atingia 31 em cada 1 000 nascidos no município.

O melhor sistema de saúde
Santa Cruz do Sul
é mais conhecida como a capital do fumo. No nordeste gaúcho, a cidade abriga o maior complexo beneficiador de fumo da América Latina. Mas gasta 30% do seu orçamento com saúde. A cobertura do sistema público alcança 90% da população, muito acima do padrão de 25% recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

A maior concentração de psicólogos
Assis
, no sudoeste paulista, tem um psicólogo para cada 48 habitantes, segundo o Conselho Federal de Psicologia. É três vezes mais que Buenos Aires. E isso já diz tudo.

Estilo de vida

A maior proporção de vegetarianos
Um em cada 7 000 habitantes de Florianópolis é vegetariano. A cidade também é, proporcionalmente, a mais amistosa para os adeptos dessa dieta. Uma associação vegetariana recomenda nada menos que 43 restaurantes para a turma que evita carne.

A maior população de bichos-grilos
A aldeia de Arembepe, em Camaçari, litoral da Bahia, tem a maior concentração de hippies do país: setenta adultos e crianças, que sobrevivem da venda de artesanato.

A capital do divórcio
A cidade que registra a maior proporção de divórcios no país é Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Essa constatação corrobora uma tendência estranha: os brasileiros que moram nos estados do litoral se separam menos do que os que vivem no interior. Ninguém sabe por quê.

A maior proporção de bares
Belo Horizonte reivindica há anos o título de capital nacional dos barzinhos. Com 10 000 estabelecimentos desse tipo (um para cada 240 habitantes), diz ser a cidade com o maior número de botecos per capita.

A maior proporção de bicicletas
Só há duas maneiras de se locomover em Afuá, no Pará: a pé ou de bicicleta. A cidade, que se intitula a Veneza marajoara, foi construída sobre palafitas e seus habitantes usam pontes de madeira, que suportam pouco peso para se deslocar. Por causa dessas características, Afuá criou o bicitáxi, um riquixá movido a pedaladas.

A capital das piscinas
São José do Rio Preto bate de longe Brasília na proporção de piscinas por habitantes. A cidade paulista tem uma para cada 565 cidadãos. A capital federal, que alardeava injustamente ser a recordista em piscinas, vem muito atrás: uma para cada 2 790 habitantes.

O maior número de motos
Até 2007, a amazonense Tabatinga não tinha postos de gasolina. Ainda assim, a cidade de 45 000 habitantes matinha uma frota de 25 000 motos. Os veículos eram abastecidos com gasolina vendida dentro de garrafas plásticas de refrigerante.

Turismo
O centro da culinária caprina
Desde os anos 80 a pernambucana Petrolina, no Vale do São Francisco, alardeia ter o maior complexo gastronômico de carne de bode do mundo, o Bodódromo. Em seus dez restaurantes e 22 quiosques, pode-se degustar iguarias como a pizza e o sushi de bode, além, é claro, da clássica buchada.

O principal destino do turismo de lazer
São Paulo é a cidade que mais recebe estrangeiros, mas quem passa por lá só quer saber de trabalho. O Rio de Janeiro é o destino de 30% dos estrangeiros que buscam diversão no Brasil.

A maior corrida de jegues
Em Panelas, no agreste pernambucano, disputa-se a maior corrida de jumentos do mundo. A competição encerra o Festival Nacional de Jericos, realizado em maio há 36 anos. A já lendária jumenta Motoquinha se sagrou tetracampeã. A última edição foi disputada por noventa animais.



A maior receptora de cruzeiros marítimos
Em 1995, Búzios, no Rio, recebeu o primeiro transatlântico de turismo que aportou no país. Desde então, já acolheu 104 escalas. Os 200 000 turistas de cruzeiros que o município recebe injetam 50 milhões de dólares na economia local em uma única temporada.

Fonte: Revista Veja
Autores: Daniel Biasetto e Mariana Amaro


HISTÓRIA DA MÚSICA CLÁSSICA

Clique aqui para ler e ouvir.

Enviado por: Lulu Micaldas


25 FAIXAS DE PEDESTRE DIVERTIDAS E MUITO CRIATIVAS

omprovadamente, as cores podem mudar o nosso dia a dia, pinturas bem feitas em paredes pelas ruas mudam completamente o nosso humor e pequenas coisas têm o poder de fazer com que tudo melhore. Esses gestos deveriam ser constantes, mesmo que em atitudes simples, como atravessar a rua, por exemplo.

Foram encontradas, ao redor do mundo, faixas de pedestres criativas com formas totalmente diferentes e bem inusitadas. Então, você não concorda que, mesmo que elas sejam usadas para publicidade e propaganda, atravessar a rua usando faixas assim pode ser mais divertido e mudar o seu dia para melhor?

1 – Espinha de peixe

2 – Caixinha de batatas do McDonald’s

3 – Teclas de piano

4 - Código de barras

5 – Pente


 
6 – Barras 3D


 
7 – Mais ilusão 3D


 
8 – Zíper



9 – Faixa exclusiva

10 – Esteira rolante

11 – Nos trilhos do trem

12 – Ilustração anamórfica do Snoopy

13 – Pezão

14 – Amarelinhas com diversas pegadas

15 – Pintada com corretivo líquido

16 – Sr. Limpeza


 
17 – Prisão

18 – Contando nos palitinhos (campanha de conscientização)

19 – Partitura musical

20 – Velas acesas

21 – Cercada com arame farpado

22 – Listras de zebras (campanha publicitária sul-africana para um safári)

23 – Novelo de lã

24 – Arco-íris

25 – Pescando com rede

Enviado por: Adelma Correia Medrado David


JOÃO DIAS E A CHARRETE MOTORIZADA

 
Enviado por: Yna Beta


VENDEDOR DE FANTOCHE

 

Fonte: http://fr.gloria.tv/?media=590206
Enviado por: Zeca Pizzolato


A PETROBRAS

A Petróleo Brasil S/A (Petrobras) foi criada no dia 3 de outubro de 1953, pelo então presidente Getúlio Vargas, tendo como principal objetivo a exploração petrolífera no Brasil em prol da União, impulsionado pela campanha popular iniciada em 1946, cujo slogan era “o petróleo é nosso”. Consiste numa empresa estatal de economia mista, ou seja, é uma empresa de capital aberto, sendo o Governo do Brasil o acionista majoritário. A Petrobras atua nos seguintes segmentos: exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e gás natural, petroquímica, distribuição de derivados, energia elétrica, bicombustíveis, além de outras fontes energéticas renováveis.

As instalações da Petrobras foram concluídas em 1954 e sua sede está localizada na cidade do Rio de Janeiro. As primeiras refinarias da empresa foram herdadas do Conselho Nacional de Petróleo, sendo a de Materipe, na Bahia, e Cubatão, no estado de São Paulo. A produção de petróleo teve início nesse mesmo ano e supria apenas 1,7% do consumo nacional.

Visando expandir sua produção, a Petrobras criou, em 1968, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes), cujo objetivo era proporcionar aparato tecnológico para a expansão da empresa no cenário petrolífero global. O Cenpes se tornou o maior centro de pesquisa da América Latina, recebendo vários prêmios do setor petrolífero mundial.

A Petrobras deu continuidade aos seus projetos expansionistas, nesse sentido, foi criada, em 1970, a Petrobras Distribuidora, sendo responsável pela comercialização de produtos derivados de petróleo. Os resultados foram satisfatórios, pois a empresa se tornou líder, em 1975, na comercialização de derivados de petróleo, mantendo essa posição até os dias atuais.

Com investimentos em qualificação profissional e aparatos tecnológicos, a Petrobras tem apresentado fortalecimento econômico a cada ano. O processo de ascensão teve início desde a sua criação com as consequentes descobertas de reservas petrolíferas. Entre as principais estão:

1974 – Localizada na costa norte do Rio de Janeiro e sul do estado do Espírito Santo, a Bacia de Campos possui cerca de 100 mil quilômetros quadrados, sendo, até então, a mais importante reserva petrolífera do Brasil. Sua produção é responsável por 80% do petróleo nacional.

1985 – Localizada na Bacia de Campos, o campo de Marlim foi descoberto em janeiro de 1985. Ele está a uma distância de aproximadamente 110 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro.

Pré-Sal
A descoberta de reservas de hidrocarbonetos em rochas calcárias que se localizam abaixo de camadas de sal (camada pré-sal) poderá triplicar as reservas de petróleo e gás natural do Brasil, a estimativa é que a produção alcance a marca de 50 bilhões de barris.

Por todo esse processo histórico de evolução, atualmente a Petrobras é a maior empresa da América Latina, a quarta maior empresa petrolífera de capital aberto do planeta e a quarta maior empresa de energia do mundo. Sua atuação expandiu para outros países, estando presente em 27 nações diferentes.

Fonte: Equipe Brasil Escola
Autor: Wagner de Cerqueira e Francisco
 Graduado em Geografia


GLOBALIZAÇÃO

A globalização surgiu após a Guerra Fria  tornando-se o assunto do momento, aparecendo nos círculos intelectuais e nos meios de comunicação, tornando possível a união de países e povos, essa união nos dá a impressão de que o planeta está ficando cada vez menor. Um dos mais importantes fatores que contribui para a união desses povos é, sem dúvida, a internet. É impossível falar de globalização sem falar da Internet, que a cada minuto nos proporciona uma viagem pelo mundo sem sair do lugar. Dentro da rede conhecemos novas culturas, podemos fazer amizades com pessoas que moram horas de distância, trabalhamos e ainda podemos nos aperfeiçoar cada vez mais nos assuntos ligados a nossa área de interesse, através dela, milhões de negócios são fechados por dia.

A globalização não é uma realização do presente, vem de longa data. Tudo começou há muito tempo quando povos primitivos passaram a explorar o ambiente em que viviam. No século XV os europeus viajavam pelos mares a fim de ligar Oriente e Ocidente; a Revolução Industrial foi outro fator que permitiu o avanço de países industrializados sobre o restante do mundo.

No final dos anos 70, os economistas passaram a usar o termo “globalização” fora das discussões econômicas facilitando as negociações entre os países. Nos anos 80, começaram a ser difundidas novas tecnologias que uniam os avanços da ciência com a produção, por exemplo: nas fábricas, robôs ligados aos computadores aceleravam (e aceleram) a produção, ocasionando a redução da mão-de-obra necessária, outro exemplo são as redes de televisão que facilitam ainda mais a realização de negócios, com as suas transmissões em tempo real.

A globalização envolve países ricos, pobres, pequenos ou grandes e atinge todos os setores da sociedade, e por ser um fenômeno tão abrangente, ela exige novos modos de pensar e enxergar a realidade. As coisas mudam muito rápido hoje em dia, o território mundial ficou mais integrado, mais ligado. Por exemplo, na década de 1950, uma viagem de avião cruzando o Oceano Atlântico durava 18 horas; hoje a mesma rota pode ser feita em menos de 5 horas. Em 1865, a notícia da morte de Abraham Lincoln levou 13 dias para chegar na Europa, mas hoje, ficamos sabendo de tudo o que acontece no mundo em apenas alguns minutos.

Não podemos negar que a globalização facilita a vida das pessoas, por exemplo o consumidor foi beneficiado, pois podemos contar com produtos importados mais baratos e de melhor qualidade, porém ela também pode dificultar. Uma das grandes desvantagens da globalização é o desemprego. Muitas empresas aprenderam a produzir mais com menos gente, e para tal feito elas usavam novas tecnologias fazendo com que o trabalhador perdesse espaço.

A necessidade de união causada pela Globalização fez com que vários países que visavam uma integração econômica se unissem formando os chamados blocos econômicos (ALCA, NAFTA e Tigres Asiáticos, por exemplo), o interesse dessa união seria o aumento do enriquecimento geral.

Não podemos esquecer também que, hoje em dia, é essencial o conhecimento da língua inglesa. O inglês, que ao longo dos anos se tornou a segunda língua de quase todos nós, é exigido em quase todos os campos de trabalho, desde os mais simples como um gerente de hotel até o mais complexo, como um grande empresário que fecha grandes acordos com multinacionais.

Para encarar todas estas mudanças, o cidadão precisa se manter atualizado e informado, pois estamos vivendo em um mundo em que a cada momento somos bombardeados de informações e descobertas novas em todos os setores, tanto na música, como na ciência, na medicina e na política.

Fonte: www.infoescola.com/geografia/globalizacao/
Enviado por: Laura Lellis


O que são transgênicos?

Ultimamente, com o avanço da engenharia genética, vários estudos e trabalhos científicos tem demonstrado avanços significativos na manipulação de material genético de plantas e outros seres vivos. Alvos de discussões sobre suas vantagens e desvantagens, a ciência dos transgênicos está em pleno desenvolvimento. Ambientalistas acusam os alimentos transgênicos de causar impactos irreversíveis ao meio ambiente.

Transgênicos na agricultura

Os alimentos transgênicos são modificados geneticamente em laboratórios com o objetivo de conseguir melhorar a qualidade do produto. Os genes de plantas e animais são manipulados e muitas vezes combinados. Os organismos geneticamente modificados, depois da fase laboratorial, são implantados na agricultura ou na pecuária. Vários países estão adotando este método como forma de aumentar a produção e diminuir seus custos.

Através da modificação genética, técnicas que incluem DNA recombinante, introdução direta em um ser vivo de material hereditário de outra espécie, incluindo micro-injeção, micro-encapsulação, fusão celular e técnicas de hibridização com criação de novas células ou combinações genéticas diferenciadas, ou seja, que não encontramos na natureza.

Na agricultura, por exemplo, uma técnica muito utilizada é a introdução de gene inseticida em plantas. Desta forma consegue-se que a própria planta possa produzir resistências a determinadas doenças da lavoura. A Engenharia Genética tem conseguido muitos avanços na manipulação de DNA e RNA. Aplicação das técnicas A biotecnologia aplica essas técnicas também na produção de alimentos. A engenharia genética tem usado e pesquisado determinados métodos de produção de tecidos e órgãos humanos. Até mesmo seres vivos tem surgido destas pesquisas. O caso mais conhecido foi da ovelha Dolly. A técnica da clonagem foi utilizada gerando um novo ser vivo.

Fonte: www.suapesquisa.com/transgenicos


BARÃO DE ITARARÉ

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly_ Barão de Itararé: um verdadeiro malabarista das palavras e das idéias  

FRASES ANTOLÓGICAS DE BARÃO DE ITARARÉ

*O que se leva desta vida é a vida que a gente leva.

*O uísque é uma cachaça metida a besta.

* A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.

*
Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes.

*
Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.

* A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

* Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.

* Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.

*Mantenha a cabeça fria, se quiser ideias frescas.

* O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.

*
Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.

* Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.

* De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

* Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.

* O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente, se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.

* Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.

* A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.

* Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.

*
Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.

*
O fígado faz muito mal à bebida.

* A alma humana, como os bolsos da batina de padre, tem mistérios insondáveis.

*
Eu Cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo…

* Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.

*
Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!

*Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco toma!

* Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…

* Tempo é dinheiro. Paguemos, portanto, as nossas dívidas com o tempo.

* As duas cobras que estão no anel do médico significam que o médico cobra duas vezes, isto é, se cura, cobra, e se mata, cobra.

* O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

* Em todas as famílias há sempre um imbecil. É horrível, portanto, a situação do filho único.

* Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados.

*
Quem não muda de caminho é trem.

* A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas em geral enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.


ALGO SOBRE A HISTÓRIA JUDIA NOS BALCÃS

1492 - El Otro Camino

Um curto mas denso documentário produzido pela Centropa que mostra a saga dos judeus sefaraditas após sua expulsão da Espanha, em 1492, e seu papel na reconciliação entre cristãos e muçulmanos, em Saravejo, Bósnia, em 1992, quando criaram uma agencia humanitária não sectária.

Enviado por: Robert Ayerda


REZADEIRAS, BENZEDEIRAS E BENZEDURAS

O ofício das rezadeiras se assemelha ao trabalho desempenhado pelos magos e xamãs nas sociedades indígenas e negras primitivas, no que se refere a algumas práticas de curas e benzeções utilizadas por esses profissionais populares no seio de suas comunidades. Ao constatar a ação do mal, esses feiticeiros tribais acionavam seus poderes sobrenaturais de encantamento e magia para combater os males que afligiam os membros de seu grupo e que recaíam na comunidade.

Nos rituais de cura indígena, era comum o pajé ou o Sacerdote da tribo utilizar ramos verdes para expurgar as enfermidades do doente, acreditando que eles possuíam o poder de reter seus males. Esses rituais tinham o objetivo de aplacar a ira dos deuses que castigavam os homens afligindo seus corpos com doenças e mazelas, proporcionando, com isto, o equilíbrio espiritual da humanidade. Inicialmente, o trabalho das rezadeiras era mais localizado nas comunidades rurais. No campo, era reduzido o número de benzedeiras, mas extenso o seu campo de atuação.

Viviam num espaço de relações de produção marcado pela afetividade familiar e comunitária (solidariedade entre vizinhos, mutirão, trocas cerimoniais, festas sazonais, lazer). Viviam num espaço geográfico restrito, no qual recriavam um universo de experiências marcado por símbolos sagrados. Ainda hoje, em muitas cidades do interior do RN, é possível encontrar rezadeiras residindo na zona rural, embora grande parte das benzedeiras em atividade estejam residindo em cidades, desde as menores aos grandes centros urbanos. Quase todas, no entanto, nasceram ou viveram algum período de suas vidas em contato com um ambiente rural, mas por algum motivo tiveram que se fixar na cidade.

Segundo BOSI (1992), “falamos em cultura brasileira como se existisse uma unidade prévia que aglutinasse todas as manifestações materiais e espirituais do povo brasileiro”. Com certeza, num país de tão gigantescas dimensões é praticamente impossível haver um elemento aglutinante que possa unificar a nossa cultura.

• BOSI ainda afirma que a tradição da nossa antropologia cultural já faz uma repartição do Brasil em culturas: indígena, negra ou branca; cultura não europeia e cultura europeia; cultura burguesa, cultura operária, de modo que não há como negar a pluralidade da cultura brasileira.

• Dessa forma, também é possível identificar traços que unam determinadas manifestações em categorias como a cultura erudita e a cultura popular, tendo como limite entre elas o acesso ao sistema educacional, principalmente a universidade, o que estabelece dois limites bem distintos e que são a academia e o folclore.

• Bosi acrescenta a essas categorias mais duas, frutos do desenvolvimento da sociedade urbana e que são a cultura criadora e a cultura de massa. Bosi afirma que, na cultura fora da universidade, o bem cultural é vivido e pensado esporadicamente, mas não tematizados em abstrato, ao contrário do que faz a cultura universitária que produz discursos marcados, tematizados.
Daí entendemos os motivos pelos quais a medicina tradicional nega a sabedoria popular das rezadeiras, já que essa sabedoria relaciona-se a poderes sobrenaturais e de encantamento, que fogem ao controle do discurso da cultura universitária.
A benzeção é uma das práticas mais expressivas da religiosidade popular no âmbito do universo doméstico do sertanejo. Ela é um saber de práticas rituais, levado adiante por pessoas que possuem algum tipo de reconhecimento na comunidade. São, neste caso, na maioria, mulheres que professam sua fé em alguma religião.

As rezadeiras ou benzedeiras, como são mais denominadas, são mulheres que realizam benzeduras. Enquanto “cientistas populares”, elas falam em nome de uma religião. Desta forma, não podem ser compreendidas sem que sua religião seja levada em consideração. As rezadeiras, de um modo geral, são mulheres que rezam os males de pessoas, animais ou objetos, podendo ser procuradas para combater pragas nos roçados, trazer proteção a bens materiais, abençoar casas e construções e atrair bonanças e riquezas.
“As ‘doenças de rezadeiras’ são todas as mazelas que podem ser compreendidas e diagnosticadas pelas próprias rezadeiras”. As doenças mais comuns curadas pelas rezadeiras são: olhado, quebranto, espinhela caída, vento caído, engasgo, entre outras.

Fonte: Artigo "Cultura Brasileira e Culturas Brasileiras" de Alfredo Bosi, publicado no livro Didática da Colonização, publicado pela Companhia das Letras em 1992.

BENZEDURAS

Erisipela: inflamação aguda da pele, em geral, dos membros inferiores, caracterizada por calafrios, rubor local intenso e febre alta.
A benzedeira sempre faz o sinal da cruz no início e no final da oração. Depois, em voz alta, profere a fórmula específica da benzedura:
- “Esiprela, esiprela”, que veio fazer aqui?
Eu sou um raio que te veio partir.
- Se mandaram um raio para me partir, eu quero derreter daqui, da perna do fulano como o sal derrete na água.
- Com nome de Deus e da Santíssima Trindade. Sinal da cruz.

Dor de dente
Sinal da cruz
- Ia Jesus pelo caminho com seus apóstolos. Encontrou com Pedro sentado em uma pedra.
- O que tens, Pedro com tua boca aberta, teus olhos chorando?
- É dor de dente, Senhor.
- Eu te benzo de dor de dente que passa, de bicho que morra, de sangue que desça.
Com nome de Deus e das três pessoas da Santíssima Trindade. Faz o sinal da cruz.

Sangue (hemorragia)
Sinal da cruz - Lucas e Mateus cortam mato em campos seus. O Lucas cortou-se, Mateus benzeu:
- Sangue, fonte natural, Como Jesus no seu altar. Sangue, fonte do teu corpo, como Jesus Cristo foi morto. Sangue, fonte de vida, como Jesus Cristo viu nascer.
Assim eu te benzo com essas palavras e as três pessoas da Santíssima Trindade. (Rezam-se algumas Ave-Marias em louvor a um Santo).

Insolação, flato, hemorragia
Insolação - demasiada exposição da pessoa ao sol.
Flato – dor que se sente perto da região do coração.
Hemorragia - perda de sangue.
Ar - repuxos da boca para um lado do rosto, decorrente de se estar em lugar quente e, de repente, se expor ao frio.
Material: um vidro pequeno com água e um lenço branco dobrado em quatro partes. O lenço dobrado é colocado sobre a cabeça da pessoa que vai ser benta. Sobre este, no momento da benzedura, vira-se o vidro cheio de água, pressionando-o, delicadamente, sobre o lenço para que a água não fuja.
Sinal da Cruz
Deus é o Sol.
Deus é a Lua.
Deus é a claridade.
Deus é a verdade.
Se tem ar, ou flato, ou sangue, ou sol, ou ar do dia, ou ar da noite, ou ar das estrelas, todos os ares. Peço a Jesus Cristo, com suas mãos, retirar do corpo do (fulano) o sol.
Em nome de Deus e da Santíssima Trindade.
Reza-se a seguir: Três Ave-Marias e um Credo, oferecendo-se ao Santo da devoção.

Rendidura, torsão, mau jeito
Esta benzedura é feita em forma de diálogo entre a benzedeira e a pessoa que se deixa benzer.
Material: uma agulha com linha e um pano.
Enquanto a benzedeira profere as palavras, costura o pano como se estivesse consertando a parte doente (nervo rompido, pisado... dor na coluna...)
Sinal da Cruz
- Que coso?- pergunta a benzedeira.
- Nervo torto, osso rendido e carne quebrada (responde a pessoa).
E a benzedeira continua: - Carne quebrada que solda, nervo torto que se endireite, osso rendido que volte ao lugar. Com essas palavras de Deus e da Virgem Maria, tudo vai ser curado em teu corpo. Tudo vai ser soldado, com o nome de Deus e as três pessoas da Santíssima Trindade.
Após a reza, guarda-se o pano costurado para ser reutilizado por mais duas vezes.
Benze-se na segunda, na terça e na quarta-feira.

Tempestade
Sinal da Cruz - A pessoa se benze e se volta para o lado em que se arma o temporal.
Com a mão erguida faz uma cruz no céu, dizendo as seguintes palavras:
Santo Antônio pequenino levantou–se e se vestiu. Seu caminho caminhou. Seu bordão na mão pegou. Encontrou Nosso Senhor.
- Ó Santo Antônio, aonde vais?
- Senhor, eu vou ao céu espalhar a trovoada...
Que anda no mundo desacordado.
- Ó Santo Antônio, espalha bem, lá pras bandas do Jordão. Que não caia pó, nem grão em nenhum filho cristão.
Com o nome de Deus e as três pessoas da Santíssima Trindade. (Repete-se três vezes esta oração)

Tempestade (outra fórmula):
Sinal da Cruz
Santa Bárbara levantou-se, se vestiu e caminhou, seu condão na mão pegou
- Onde vai, Santa Bárbara?
- Eu vou lá no céu.
- Fazer o quê, Santa Bárbara?
- Espalhar a trovoada.
- Que saia tudo pras bandas do Jordão. Que não caia temporal sobre filhos de Cristão. Em nome do Pai e das três pessoas da Santíssima Trindade.

Contra o mau-olhado, invejas e quebranto
Costuma dizer-se que “não se pode ter uma camisa lavada sem que haja alguém a ter inveja”. Não pense que é preciso ter um grande carro, uma grande casa ou roupas de marca para se ser o alvo da inveja alheia. Por vezes basta ser bonito/a ou simplesmente: ser feliz. Como é que isso se reflete na vida da “vítima”? A inveja, o chamado “mau-olhado” ou “quebranto” pode provocar os seus efeitos das mais variadas formas, mas que se resume a ter a vida enguiçada. Reflete-se nas grandes, como nas pequenas coisas do cotidiano: é naquele vestido bem bonito e acabadinho de comprar que a transforma numa Deusa, mas no qual inadvertidamente caiu uma nódoa (daquelas que não saem, claro!); é no carro que não pega ou na luz que se funde, vai-se lá saber como... enfim, aquelas coisas que tornam o cotidiano numa série de coincidências desastrosas e esgotantes!
As crianças, que são mais frágeis e vulneráveis, podem mesmo ficar tristonhas ou doentes sem razão aparente. Seguem então umas benzeduras para cortar o quebranto:

1ª-benzedura contra quebranto
Sinal da Cruz
Deus te remiu
Deus te criou
Deus te livre
De quem para ti mal olhou.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Virgem do Pranto, tirai este quebranto.

Dizer a oração 3 vezes. Se quiser, a seguir pode fazer o ritual do azeite (é usual fazê-lo): ponha um pouquinho de azeite numa taça, molhe um dedo no mesmo e deixe cair cinco pingos num prato com água. Se o azeite se espalha: existe quebranto. Repita a benzedura, quantas vezes necessário, até que os pingos do azeite não se desfaçam.

2ª-Benzedura contra o mau-olhado
Sinal da Cruz
Assim se faz a oração: “Nossa Senhora defumou o seu amado filho para bem cheirar, eu também defumo (meu querido – a pessoa em causa) para que todos os males se curem e o bem entrar”. “Deus encante quem te encantou, dentro deste corpo este mal entrou, assim como o Sol nasce na Terra e se põe no mar que todos estes males para lá vão passar”.

3ª-Benzedura contra o mau-olhado
Sinal da Cruz
Com um rosário na mão, faz-se a seguinte oração: Jesus, que é o Santo nome de Jesus, onde está o santo nome de Jesus não entra mal nenhum. Eu te benzo criatura do olhado: se for na cabeça a Senhora da cabeça; e se for na cara a Senhora de Santa Clara; e se for nos braços o Senhor de S. Marcos; e se for nas costas as Senhoras das Verônicas; e se for no corpo o meu senhor Jesus Cristo que tem o poder todo. Santa Ana pariu a Virgem, meu Senhor Jesus, e assim com isto é verdade assim este olhado daqui tirado para as ondas do mar, seja lançado para onde não ouça galos nem galinhas cantar, em louvor de Deus e da Virgem Maria, Padre-Nosso e Ave-Maria. Depois, ainda com o rosário na mão, reza-se uma Salve Rainha. Diz-se nove vezes. Põe-se numa tigelinha água e três ou cinco gotas de azeite e dois pauzinhos em cruz. Se o azeite espalhar é porque temos olhado.

Oração para benzer a casa
Fica aqui então a benzedura para quando estivermos a defumar a casa com alecrim e arruda, ou com outras ervas com que nos sintamos bem:
“Em louvor do Santíssimo Sacramento do altar, Esta minha casa eu estou a defumar, para que todos os espíritos maus, inveja, praga, mau-olhado e artes diabólicas se hão de afastar.”

Benzedura da dor de cabeça
Benzemo-nos em cruz e dizemos: “Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus Nosso Senhor dos nossos inimigos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém. (nome da pessoa), eu te benzo da dor de cabeça que tens ou dos maus olhos que para ti olharam, ou vento ou sol, ou o mau tempo que por ti passou.” Diz-se três ou cinco vezes. Põe-se numa tigelinha água e três ou cinco gotas de azeite e dois pauzinhos em cruz. Se o azeite espalhar é porque temos olhado.

Benzedura da dor de barriga
Esta oração tem de ser dita 9 vezes: Jesus que é o Santo nome de Jesus, onde está o Santo nome de Jesus não entra mal nenhum. Quando a Nossa Senhora pelo mundo andava, chegou à casa de um homem manso e de uma mulher brava, pedindo-lhes pousada. O homem dava e a mulher não. Onde Nossa Senhora se foi deitar, água por baixo e água por cima; com estas mesmas palavras, cura a dor de barriga, em louvor de Deus e da Virgem Maria, Padre-Nosso e Ave-Maria.

Benzedura para dor de cabeça e dor de ouvidos
A pessoa que benze diz: Pai, filho e Espírito Santo. Depois benze na cabeça com um terço e diz: Jesus que é o Santo nome de Jesus, onde está o Santo nome de Jesus não entra mal nenhum. (Nome da pessoa a benzer), eu te benzo do mal e de ar maldito, quem te trouxe, e de ar frio e de ar quente. (Pega-se numa faca) com esta faca te lançarei, pernadas do ar cortarei e daqui para fora te deitarei e com o poder de Deus e da Virgem Maria, um Pai-Nosso e uma Ave Maria. Repete-se nove vezes a benzedura e benze-se e oferece-se a Nossa Senhora que leve o mal que a pessoa tem para o outro lado do mar, onde não ouça galo nem galinha cantar e nem mãe por filho chamar e Nossa Senhora dê as melhoras. Amém.

Reza contra a tentação do demônio
Esta reza apenas deve ser rezada às terças-feiras e sextas-feiras. “Em louvor do Santíssimo Sacramento do Altar, a minha casa vou benzer e defumar, e que todos os males existentes na mesma que vão para casa de quem desejar (repetir a última expressão três vezes). Enquanto se faz a repetição, bate-se com o pé esquerdo três vezes. No final reza-se um Pai-Nosso.

Enviado por Jandira

Webdesigner: Lika Dutra

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